terça-feira, 20 de novembro de 2018

Matriz de Geografia (Mundial e de Moçambique)


RESUMO DA GEOGRAFIA GERAL INCLUINDO A DE MOÇAMBIQUE

A Geografia divide-se em dois (2) ramos:

I.                   Geografia Física – ocupa-se pelos fenómenos físico-naturais, tais como: Biogeografia (seres vivos), climatologia (climas), hidrogeografia (água), pedologia (solos), geologia (rochas e minerais), etc.

II.                Geografia Económica ou Humana – Estuda a interação entre o Homem e o meio ambiente. Por exemplo a Geografia da População e as suas actividades económicas (agricultura, pecuária, indústria, silvicultura, transportes e comunicações, turismo, comércio, etc.)



O estudo da Geografia é importante porque:

        i.            Facilita à interpretação dos fenómenos físico-naturais;

      ii.            Favorece o estudo da população e das suas actividades económicas;

    iii.            Contribui para a resolução de muitos problemas demográficos;

    iv.            Permite à compreensão da distribuição espacial da população, dos recursos naturais e sócio-económicos;

      v.            Explica a relação Homem e o ambiente, etc.



GEOGRAFIA FÍSICA

Identificar os elementos de Universo

Os astros do universo observados pelo homem são: galáxias, estrelas, nebulosas, cometas, planetas, satélites, planetóides e meteoritos.

As galáxias são consideradas os elementos básicos da massa do universo, a mais conhecida e mais estudada é a via láctea, pois é, dentro dela que se encontra a Terra e o todo o sistema solar.

As estrelas são corpos gasosos, dotados de luz própria e possuidores de elevadas temperaturas e pressões.

O sistema solar está formado por um conjunto de astros que giram em torno do sol. Os astros que fazem parte do sistema solar são: os planetas, os satélites, os planetóides, os cometas e os meteoros.

As suas órbitas são elípticas e variam em função da massa da velocidade e da distância em relação ao sol.  

O sistema solar compõe-se por seguintes astros:

  • Uma (1) estrela, o sol (centro do sistema)
  • Oito (8) planetas
  • Trinta e dois (32) satélites
  • Milhares de planetóides
  • Numerosos cometas

Os planetas são astros iluminados que giram em torno do sol descrevendo órbitas elípticas pouco alongadas.

Existem oito (8) planetas, os quais apresentam a seguinte ordem de afastamento em relação ao sol.

1.      Mercúrio

2.      Vénus

3.      Terra

4.      Marte

5.      Júpiter

6.      Saturno

7.      Urano  

8.      Nepturno

Os planetas mais próximos do sol possuem maior temperatura e maior velocidade de translação; os mais distantes são os mais frios e apresentam menor velocidade de translação.



Os satélites são astros iluminados que giram em torno dos planetas. Existem 32 satélites naturais pertencentes a seis (6) planetas que são:

  1. Terra – 1 satélite (a lua)
  2. Marte – 2 satélites (Fobus e Deimus)
  3. Júpiter – 12 satélites
  4. Saturno – 10 satélites
  5. Urano – 5 satélites
  6. Neptuno – 2 satélites

Os planetóides ou asteróides

São pequenos planetas que se movem entre as órbitas de Marte e Júpiter.




Existem duas (2) hipóteses que explicam a sua origem:
1ª Hipótese – Afirma-se que seriam restos de um planeta desintegrado.
2ª Hipótese – Outros afirmam que é uma matéria que não chegou a formar um planeta.
Os cometas
São corpos celestes de núcleo brilhante e cauda nebulosa e alongada, e construída basicamente por rochas e minerais. O cometa mais conhecido e espectacular é o Halley, o qual leva 76,5 anos para percorrer a sua órbita em torno do sol. Foi visto em 1910 e 1986.







Os Meteoritos ou bólidos (Bolas de fogo)
São pequenas partículas rochosas que atraídas pela Terra, penetram na sua atmosfera com grande velocidade e devido ao atrito tornam-se incandescente recebendo o nome popular de “estrelas cadentes”. Esporadicamente, grandes meteoritos atingem a superfície terrestre e a velocidade de impacto pode originar grandes crateras.




A localização da Terra

Em relação aos outros planetas, a Terra ocupa o terceiro lugar pela ordem de afastamento em relação ao sol. Situa-se entre as órbitas de Vénus e Marte, a uma distância média de 150 milhões de km do sol.

Quanto a sua forma

A Terra foi atribuída diferentes formas tais como: esférica, plana, triangular, ovóide, elipsóide, tetraédrica, geóide e outras.

A forma da Terra é inegavelmente esférica: entretanto por não ser perfeita devido ao achamento que se verifica nos pólos e ao abaulamento do Equador, atribui-se a forma de geóide.

A Terra é 49 vezes maior que a lua e 1 300 000 menor que o sol. O planeta Terra é o quinto maior planeta em tamanho. Os planetas maiores que a Terra são: Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno.



Os movimentos rotação e translação da terra

A Terra é um astro em movimento no espaço e possui nada menos que 14 movimentos. Neste momento dois (2) é que interessam no ramo de geografia – rotação e translação.

Movimento de rotação é o movimento que a Terra executa em torno de um eixo imaginário que passa pelos seus pólos. Este movimento é feito no sentido Oeste-leste num período de 24 Hora (1 dia) a uma velocidade de 1609 km/h do equador.




Consequências do movimento de rotação

  • Sucessão de dias e noites
  • Abaulamento da Terra na região equatorial
  • Achatamento nos pólos devido a acção da força centrífuga
  •   A circulação dos ventos e das correntes marítimas
  • A força de coriolis ocasiona um desvio dos ventos e das correntes marítimas para a direita do observador no hemisfério norte e para a esquerda do observador no hemisfério sul.

Movimento de translação é o movimento que a Terra executa em torno do sol num período aproximado de 365 dias, 5 Hora, 48 minutos e 48 segundos.



A trajectória descrita pela Terra no seu movimento de translação chama-se órbita.

As consequências do movimento de translação

  • Sucessão das estações do ano
  • Plano da eclítica solar
  • Distribuição desigual da luz e calor na Terra conforme a época
  • Solstícios e os equinócios
  • Variação da altura do sol
  • Desigualdade dos dias e noites



2       A TERRA E AS SUAS ESFERAS

A Terra é constituída por um conjunto combinado de quatro (4) esferas: a atmosfera, biosfera, hidrosfera e litosfera.





i.                    Atmosfera

A atmosfera é uma camada gasosa que envolve a Terra e acompanha em todos os seus movimentos.

Os gases propriamente ditos, ela apresenta também uma quantidade variável de vapor de água e certas impurezas.

As ciências que se dedicam ao estudo da atmosfera são a meteorologia e a climatologia.



ii.                  Biosfera

A biosfera é a parte da Terra constituída pelos seres vivos. Eles apresentam-se em forma de animais, plantas e microrganismos invisíveis a olho nu. Os seres vivos no planeta estão distribuídos de acordo com o seu habitat, uns na Terra, outros na água e em diferentes zonas climáticas.

A ciência que se dedica ao estudo da biosfera chama-se biogeografia.



iii.                Hidrosfera

A hidrosfera é a parte liquida da Terra formada por águas superficiais (oceanos, mares, rios, lagos e lagoas) vapor de água e por águas subterrâneas (lençóis subterrâneos).

A ciência que se dedica ao estudo da biosfera chama-se hidrogeografia ou hidrologia.



iv.                Litosfera ou crusta terrestre

A litosfera é a camada externa e consolidada da Terra com uma espessura média variável entre os 35 e 50 km de profundidade.

Nas áreas continentais a litosfera possui duas camadas.

SiAl – Camada superior ou externa constituída por Silício (Si) e Alumínio (Al).

SiMa – Camada inferior ou interna constituída por Silício (Si) e Magnésio (Ma)

A litosfera é constituída por rochas e minerais.

Rochas são constituídas por vários minerais, ou seja uma rocha é formada por dois ou mais minerais. Os minerais são constituídos por um único elemento químico como uma fórmula bem definida.


Agora faça anotação das características de cada camada da atmosfera

A atmosfera é constituída por cinco (5) camadas distintas: Troposfera, estratosfera, mesosfera, termosfera ou ionosfera e exosfera.
i.                    Troposfera - A troposfera é a camada mais baixa da atmosfera que está em contacto directo com o solo e que acumula a maior parte da massa atmosférica. O ar encontra-se, geralmente, mais agitado (ventos) e poluído.
Nela observa-se perturbações que definem os estados do tempo, tais como: o relâmpago, chuvas, ventos debaixo de nuvens e outros fenómenos atmosféricos.
Na troposfera a temperatura e a pressão atmosférica diminuem a medida que a altitude aumenta, este comportamento é designado por inversão térmica. O limite superior da troposfera designa-se tropopausa.

ii.                  Estratosfera - A estratosfera é a zona intermédia da atmosfera que apresenta temperaturas mais elevadas entre os 30km e 50km de altitude onde se situam as fortes concentrações do ozono. Portanto o seu limite superior designa-se por estratopausa.

iii.                Mesosfera - A mesosfera situa-se entre 50 e 85km de altitude e o seu limite superior designa-se mesopausa.

iv.                Termosfera ou Ionosfera - A termosfera (Alta atmosfera) situa-se entre 85 e 690 km de altitude, o seu limite superior designa-se por termopausa. O ar é extremamente raro, assim as velocidades das moléculas são muito grandes e o choque entre elas provoca elevadíssimas temperaturas originando estrelas cadentes e auroras boreais.





Estrelas cadentes são fragmentos de cortes celestes (espaciais) que ao atravessarem a ionosfera se inflamam por fricção.




Auroras boreais
são fenómenos luminosos ainda mal explicados que se podem observar nas regiões circumpolares que se supõem resultar do magnetismo terrestre.



v.                  Exosfera

A exosfera é a camada que corresponde a parte superior da atmosfera a partir de 800km de altitude. Ela estabelece a transição entre a atmosfera e o espaço interplanetário. Apresenta uma densidade de ar extremamente baixa.



A composição da atmosfera

A maio parte da massa (ar) atmosférica é constituída por uma mistura de gases entre os quais s destacam o azoto e o oxigénio, os mais abundantes.

Gases
Volume (%)
Total
Azoto

Oxigénio
78.03

20.99

99%
Árgon
Dióxido do carbono
Ozono
Vapor de água
0.93
0.03 (variável)
0.000006
Muito variável


1%

Fonte: A Terra, planeta dinâmico, 1989.

A importância da atmosfera pode ser percebida integralmente, conhecendo o papel por ele exercido. A atmosfera contribui para o equilíbrio térmico da Terra, pois as radiações solares atravessam a atmosfera antes de atingir a Terra: 17% da energia solar é absorvida directamente pela atmosfera e 36% reenviada para o espaço e os restantes 47% atinge o solo.

A atmosfera serve como barreira que se interpõem entre o sol e a Terra; Protege-nos dos meteoritos[1].  O vapor de água, dióxido do carbono, as poeiras e outras impurezas acumuladas desempenha um papel importante, cabe-lhes a função de estufa, retendo assim, o calor próximo da superfície terrestre.

A atmosfera para além de filtrar as radiações ultravioletas, retém também radiações infravermelhas.

Outra função essencial, é aquela que desempenha o ozono, actuando como filtro ao reter a maior parte de radiações ultravioletas (dos raios solares).Para além da absorção de calor, a camada de ozono filtra cerca de 95% das radiações ultra-violetas, que são nocivas para os seres vivos. Porém, os 5% restantes são benéficos para a vida, pois contribuem para a produção de vitamina D, indispensável ao normal desenvolvimento dos ossos.



Os elementos e factores de clima

Os elementos de clima são todas as manifestações meteorológicas que se registam na atmosfera. Por exemplo: a temperatura, pressão atmosférica, a precipitação, o vento, a humidade atmosférica e a nebulosidade.

Os factores do clima são elementos geográficos que contribuem para a modificação do clima de uma região. Por exemplo: a altitude, a latitude, as correntes marítimas, a continentalidade e as massas de ar.

Tempo representa o estado da atmosfera num determinado momento e num certo local (sucessão de dia e noite). Por exemplo: Céu limpo, vento forte ou menos forte.



A Temperatura

A temperatura é o estado de aquecimento ou arrefecimento do ar atmosférico num determinado lugar e tempo.

O grau de aquecimento e arrefecimento pode ser medido por um instrumento próprio chamado termómetro ou termógrafo.


Os tipos de termómetros
  1. Termómetros de mercúrio – são usados para medir as temperaturas positivas.
  2. Termómetros de álcool – são utilizados para medir temperaturas negativas.
  3. Termómetro registador ou termógrafo – este para além de medir a temperatura regista continuamente os seus valores durante todo o dia.



As temperaturas e amplitudes térmicas

o   Cálculo das Temperaturas Médias

i)                    A Temperatura Média Diurna (TMD) é a média aritmética dos valores registados  em diferentes Hora do dia.

Assim, será: TMD = Somas das temperaturas registadas : Número de leituras feitas



ii)                  A Temperatura Média  Mensal (TMM) é a média aritmética dos valores registados  ao longo do mês.

Assim, será: TMM = Somas das temperaturas registadas : Número de leituras feitas

iii)                A Temperatura Média  Anual (TMA) é a média aritmética das temperaturas médias mensais.

Assim, será: TMA = Somas das temperaturas registadas : Número de leituras feitas

o   Cálculo das amplitudes térmicas

i)                    A Amplitude Térmica Diurna (ATD) é a diferença entre a Temperatura máxima e a mínima do dia.

Assim, será: ATD = TM – Tm



i)                    A Amplitude Térmica Mensal (ATM) é a diferença entre a Temperatura máxima e a mínima do dia.

Assim, será: ATM = TM - Tm

ii)                  A Amplitude Térmica Anual (ATA) é a diferença entre a Temperatura máxima e a mínima do dia.

Assim, será: ATA = TM - Tm



As formas de condensação

As principais formas de condensação são: nevoeiros, neblinas, orvalho, geadas e nuvens.

§  Nevoeiro - são vapores de água que ocorrem ou condensam nas baixas altitudes, isto é perto da superfície terrestre.

§  Neblinas - são vapores de água que ocorrem ou condensam nas baixas altitudes sobre as águas dos oceanos, mares, lagos e rios.

§  Orvalhos - são gotas de água que se formam à superfície dos objectos ou corpos (telhados, plantas, vidros, etc.) a uma temperatura pouco acima de 0°C.

§  Geadas - são partículas de gelo que se formam sobre partículas sólidas a uma temperatura igual ou inferior a 0°C.

§  Nuvens - são gotículas de água que se formam quando há condensação de vapor de água nas grandes altitudes.

Portanto, um nevoeiro que se forma as grandes altitudes dá origem as nuvens e uma nuvem que chega junto ao solo, por exemplo à uma montanha constitui um nevoeiro.



Tipos de chuvas

Os tipos de Chuvas de chuvas são: Orográficas, de relevo (de montanhas) e frontais (ciclónicas).

i.                    Chuvas orográficas

Nas chuvas orográficas ou do relevo (montanhas) o ar sobe pelas encostas (vertentes) das montanhas. À medida que ascende, o ar arrefece. Este arrefecimento provoca o aumento da humidade relativa, podendo atingir o ponto de saturação.

Assim, o vapor de água condensa-se e verifica-se a formação de nuvens e chuvas. Este tipo de chuva é típico das zonas montanhosas.





ii.                  Chuvas convectivas ou de convecção

Nas chuvas convectivas, o ar húmido em contacto com a superfície muito aquecida, torna-se mais leve. Expande-se e sobe, com o aumento de altitude, o ar arrefece, satura-se, condensa-se e precipita.


Estas chuvas são mais abundantes nas regiões equatoriais. As vezes são acompanhadas de granizo ou saraivas.




iii.                Chuvas Ciclónicas ou frontais

Estas chuvas são produzidas quando há uma passagem das frentes ou seja quando há confronto de uma frente fria e quente.



O encontro de duas massas de ar com temperatura, pressão e humidades atmosféricas diferentes provocam sempre a subida do ar mais quente, este por ser mais leve.



Este tipo de chuvas ocorre sobretudo nas zonas temperadas.



O ar quente tem a tendência de subir constantemente, pois o ar é leve e as frentes frias tendem a descer porque o ar frio é pesado.



Centros Barométricos São linhas concêntricas e fechadas que indicam a pressão atmosférica. Os centros barométricos podem ser: Centros de alta e baixa pressão.

Linhas isobáricas e isóbaras são linhas que unem lugares com o mesmo valor da pressão.



Os centros das altas e baixas pressões

As altas pressões também se denominam por anticiclones e originam tempo seco porque o ar é descendente e nesse movimento aquece.

As baixas pressões podem também, se apelidar por depressões ou ciclones e originam tempo chuvoso porque o ar é convergente à superfície e é obrigado a ascender, transportando consigo vapor de água, que arrefece na ascensão em altitude e condensa, formando nuvens e originando precipitação quando saturado.

i.                    Centro de altas pressões ou anticiclones - Os valores da pressão aumentam da periferia para o centro onde no centro são representados pela letra A ou sinal (+).



ii.                  Centro de baixa pressão ou ciclones (depressões barométricas) - Os valores da pressão diminuem da periferia para o centro onde são representados pela letra B ou sinal ( - ).



A classificação de massas de ar e frentes

As massas de ar classificam-se de acordo com as características de cada região. As massas de ar podem ser: equatorial, tropical e polar.

i.                    Massas de ar equatorial – formam-se envolvendo o Equador onde as temperaturas e humidade atmosférica são elevadas. Trata-se, por isso, de massa de ar muito quente e húmida.

ii.                  Massas de ar tropical – formam-se na região tropical, atravessadas pelos trópicos, por isso são muito quentes e de grau de humidade variável, conforme se originem na Terra ou no mar.

iii.                Massas de ar polar – formam-se nas latitudes elevadas, nos pólos, por isso são frias.

Frente - é uma linha de intersecção entre a superfície terrestre e superfície frontal.

Superfície Frontal - é uma superfície que separa duas massas de ar diferentes ou seja frente fria e frente quente.



CLASSIFICAÇÃO DOS VENTOS

De uma forma geral os ventos classificam-se em:

A.    Ventos Constantes                                                        

B.     Ventos periódicos

A.    Ventos constantes são os que sopram permanentemente, durante todo o ano no mesmo sentido e na mesma direcção, por exemplo: os ventos alísios ou gerais, ventos de Oeste e ventos de Leste polar.


i.                    Os ventos alísios sopram na zona intertropical e convergem no equador.

ii.                  Os ventos de Oeste sopram de altas pressões subtropicais em direcção às baixas pressões subpolares

iii.                Os ventos de Leste Polar sopram das altas pressões polares para as baixas pressões subpolares.

B.     Ventos periódicos são aqueles que sopram, alternadamente em sentidos opostos. Como por exemplo: as monções e brisas.



i.                    Monções são ventos periódicos que no verão sopram do mar para Terra e no inverno da Terra para o mar. 

ii.                  Brisas são ventos periódicos que de dia sopram do mar (vale) para a Terra (montanha).

Nas zonas costeiras existem brisas marítimas e terrestres.

As brisas marítimas de dia sopram do mar para Terra enquanto as brisas terrestre de noite da Terra para o mar.

Nas zonas montanhas existem brisas do vale e da montanha.

As brisas do vale de dia sopram do vale para montanha (Cume). Ao anoitecer o vento sopra do cume para o fundo dos vales, é a brisa da montanha.





Conceitos

A biosfera  possui vários ecossistemas que se  distribuem pela superfície terrestre, no ar e águas continentais e marítimas.

A importância da Biosfera
O homem utiliza a maior parte dos recursos da biosfera para a sua alimentação.
Sem prescindir do que lhe oferece a horticultura e a fruticultura, volta-se também para o consumo da carne, peixe e crustáceos, situando-se entre limites do “comer para viver” e do “viver para comer”. Para além de comer, pode-se desfrutar do consumo de água potável e do poder criativo de fabricar e consumir bebidas como vinho, cerveja, o café, cacau obtido das culturas da vinha (uva), cevada, lúpulo ou mesmo da mandioca, do cafezeiro, do chazeiro e do cacaueiro, respectivamente.
Para vestir e abrigar recorre-se a biosfera, aí encontra uma variedade de vestuários produzidos de algodão, do linho, da seda, da lã e de peles de animais.
Ainda, se pode produzir perfumes, medicamentos, mobiliário, produtos químicos e outra matéria-prima, e isso demonstra que a biosfera é a fonte de riqueza e bem estar. no entanto alimenta-se de horticultura

O Uso, protecção e conservação da atmosfera e da biosfera
 As causas da poluição atmosférica
A poluição atmosférica caracteriza-se pela presença de gases nocivos e de partículas sólidas no ar. As principais causas deste fenómeno são: gases e fumos lançados pela combustão dos combustíveis fosseis do motores dos carros, aviões, comboios, navios, fábricas de cimentos, centrais eléctricas que usam carvão mineral, refinarias de petróleo, na incineração de lixo, na agricultura devido as queimadas incontroladas e dos incêndios das florestas.
O aquecimento da atmosfera é uma grande ameaça, às zonas litorais. As causas gerais da degradação nos ecossistemas naturais são: o alastramento de fogos incontrolados; a proliferação de actividades humanas atentatórias do ambiente; a tendência crescente para a formação de chuvas ácidas nas zonas industriais e agrícolas devido ao uso de produtos químicos e queimadas.
A Biosfera é a parte  da Terra constituída pelos seres vivos. A ciência que se dedica ao estudo da biosfera chama-se biogeografia.

A biogeografia é a ciência que estuda e explica a origem, condições geográficas e repartição espacial das plantas e animais.
Ecossistemas é o conjunto de animais e plantas juntamente com o meio ambiente (factores abióticos) clima, solo e águas em que esses seres vivos vivem e suas interpelações.
Poluição é qualquer degradação das condições ambientais, do habitat de uma colectividade humana que pode provocar um desequilíbrio do meio ambiente.


As causas de deflagração dos fogos são variadas. Algumas resultam das manifestações dos vulcões ou raios de raios provocados pela tempestade e outros pela acção humana sobretudo nas zonas intertropicais, na pratica da agricultura tradicional e/ ou caça.

As práticas agrícolas e pecuárias, se não forem convenientes conduzidas, podem também levar a degradação da cobertura vegetal e desflorestação. Do mesmo modo, o alargamento desordenado dos espaços residenciais, industriais e o incremento de turismo podem ter efeitos semelhantes.

Nos espaços industriais verifica-se uma forte tendência poluidora dos solos motivados motivada pelos poluentes emitidos para atmosfera, alguns dos quais depois caem, e pelos resíduos tóxicos despejados directamente ao solo, onde acabam por se acumular numerosas substâncias químicas.

O desgaste provocado pelo vento e pelas águas, tanto no estado líquido como sob forma de gelo, torna-se mais intenso quadro o solo se encontra desprotegido, o que sucede nas situações em que perde a cobertura vegetal.

As consequências da poluição atmosférica são sentidas de forma global ou seja em todo o mundo devido a subida do nível médio das águas do mar, desaparecimento de certas ilhas do mapa, extinção de plantas e animais mais sensíveis, os problemas de saúde humana, a desertificação de vastas áreas no mundo, as alterações climáticas e o aquecimento global, chuvas excessivas, o degelo nas zonas polares.

As medidas a tomar para estancar os problemas ambientais provocados pela poluição

i)                    Educação ambiental eficaz e uso racional dos recursos naturais;

ii)                  Evitar queimadas incontroladas;

iii)                Envolver as comunidades locais na gestão dos recursos naturais;

iv)                Criar políticas que atenuem o impacto negativo;

v)                  Evitar o desflorestamento (as árvores produzem oxigénio necessário para o homem);

vi)                Uso de técnicas modernas nas indústrias como filtros especiais para não lançar gases poluentes na atmosfera;

vii)              idrosfera é a camada líquida da Terra, fazem parte, as águas doe

A repartição da massa sólida e liquida é desigual dos 510 milhões de Km2 da superfície total da Terra, 361 milhões de Km2 ou seja 71%, correspondente a ¾ da superfície total da Terra são ocupadas por águas e apenas 149 milhões de Km2, correspondente a ¼ da superfície total, ocupada por massa sólida (continentes e ilhas). As águas ocupam a maior parte do que a massa sólida.


A ciência que se ocupa pelo estudo da hidrosfera dá-se o nome de Hidrogeografia.


A hidrogeografia divide-se em três ramos, a saber:
Oceanografia – é o ramo que se ocupa pelo estudo dos mares e oceanos, suas bacias, propriedades físicas e químicas, dinâmicas e a sua distribuição geográfica.
Potamogeografia – estuda as águas superficiais e subterrâneas (lençol freático).
Limnogeografia – estuda rios, pântanos e lagos.

A água é utilizada como fonte de energia, meio de comunicação, extracção de recursos importantes como peixe, sal, petróleo, gás natural, etc.

Os oceanos e mares

As águas dos oceanos e mares formam grandes extensões de água salgada que separam continentes e ilhas. A sua profundidade média é de 3 800 km.



As maiores extensões de água são salgadas, e são designadas por oceanos e mares quando se aproximam das terras insinuando-se nas reentrâncias (golfos e baías) e nas saliências (penínsulas, pontas e cabos).



A distribuição dos oceanos nos dois hemisférios

Partindo da observação dos dois hemisférios, pode-se concluir que o hemisfério sul é marítimo em oposição ao hemisfério norte que é continental, quer dizer no hemisfério norte localiza-se a maior parte das massas continentais e no hemisfério sul as grandes massas oceânicas.

Se todo globo terrestre fosse nivelado, a Terra ficaria submersa sob uma camada de água com 2440 m de espessura.



.Observe a terra nos dois hemisférios! Agora, compare-os.


No hemisfério sul 82% da superfície é ocupada pelos oceanos e 18% pela massa continental, enquanto hemisfério norte 60% por oceanos e apenas 40% por massa continental.

Os oceanos separam grandes massas continentais e, em certos locais, apresentam grandes profundidades superiores a 6 000 metros, conhecidas por fossas marinhas.

As fossas são zonas de grande profundidade que existem nos mares e oceanos. Por exemplo: A fossa das Marianas e Filipinas (as mais profundas do mundo, com mais de 10 000 m de profundidade), fossa de Japão, de Java, Sandwich, de Porto Rico, Aleutas, Kermadec, de Curilas, Challenger e Mindanau.



De uma forma geral, existe três (3) principais oceanos. Oceano Pacifico (maior), Atlântico e o Índico.

Conceito
Mares são pequenas massas aquáticas salgadas que assentam  na plataforma continental dos oceanos e comunicam com estes através de estreitos ou abertamente.
                                         Os tipos de mares
Os mares são parte de oceanos, portanto menores do que estes que se distinguem pela sua configuração costeira e dimensões.



1. Mares abertos ou litorais – são aqueles que se encontram juntos dos oceanos ao longo das regiões costeiras. Eles têm uma comunicação mais aberta com os oceanos. Por exemplo: O mar do Japão, mar do Caraíbas, mar do Norte, mar do Golfo de México, o mar de Bengala, mar das Antilhas, etc.





  

2.       Mares interiores ou continentais – são os que se encontram no interior dos continentes mas mantêm uma comunicação com os oceanos ou outros mares através de uma pequena abertura chamada por estreito (istmo). Por exemplo: O mar Mediterrâneo que se comunica com oceano Atlântico através do estreito de Gibraltar; o mar Vermelho comunica-se com oceano Indico pelo estreito de Bad-el-Mandeb. No entanto as características desses mares são diferentes. Ainda temos mar Negro e Báltico.







3. Mares fechados - são os que não tem nenhuma comunicação com os oceanos nem outros mares. Por exemplo os mares Morto e Cáspio.





As características gerais dos oceanos e mares

As condições que caracterizam as águas dos oceanos e mares são: salinidade, temperatura, densidade, pressão, transparência, cor e gases dissolvidos.



Salinidade é a quantidade de sais dissolvidos contidos num quilograma de água. A salinidade média da água do mar é de 36‰ ou seja em cada 1000 grama da água do mar contém em média 36 gramas de sais dissolvidos.



Mostragem de quantidades de sais.

Sais
g/litro
% de sais
Cloreto de sódio
27.2
77.5
Cloreto de magnésio
3.8
10.8
Sulfato de magnésio
1.6
4.7
Sulfato de calico
1.3
3.6
Sulfato de potássio
0.9
2.5
Carbonato de cálcio
0.1
0.3



As águas dos oceanos e mares não estão em repouso, elas encontram-se em movimento por meio de ondas, marés e correntes marítimas.



As ondas

As ondas são movimentos oscilatórios das águas dos oceanos e mares provocados pela acção de ventos.



Há dois tipos de ondas: As ondas transversais e oscilatórias.

As ondas transversais consistem no deslocamento da massa líquida de encontro ao litoral.

As ondas oscilatórias são aquelas em que a massa oceânica não é deslocada, isto é, só existe o movimento circulatório das águas. São do tipo de ondas que se verifica no alto mar.



Os principais elementos de uma onda são:
Crista – é a parte superior de uma onda.
Cava – é a parte inferior de uma onda
Amplitude ou altura de onda – é a distância na vertical entre a crista e cava ou seja a amplitude entre crista e cava.
Comprimento de onda – é a distância na horizontal entre as duas cristas.


As marés

As marés são movimentos de avanço ou recuo alternado no mar em relação a costa. Também se pode considerar como movimento periódico na vertical das águas dos oceanos em direcção a costa ou litoral e alto mar. este movimento é provocado pela atracção da lua e do sol sobre a Terra. Num certo período, o nível do mar baixa é baixa maré ou maré-baixa e, num outro período a maré sobe é maré alta ou preia mar.



As correntes marítimas

As correntes marítimas é o movimento na horizontal de grandes massas de água salgada que circulam nos oceanos na mesma direcção. As correntes marítimas podem ser: frias ou quentes.



As correntes frias são as que têm origem nas latitudes polares (altas latitudes) e se deslocam dos pólos para o equador. Por exemplo: As correntes frias de Benguela, Califórnia e de Humboldt.



As correntes quentes são as que têm origem nas baixas latitudes (equador) e se deslocam do equador para os pólos. Por exemplo: As correntes quentes do Canal de Moçambique, do Golfo e de Curo-sivo.





A importância das correntes marítimas

As correntes marítimas exercem grande influência na distribuição da temperatura, quer dizer estabelece um equilíbrio térmico só para elucidar certos aspectos, as correntes quentes transportam grandes massas de água quente para as zonas polares, elevando a temperatura enquanto as frias transportam grandes massas de água fria para as zonas equatoriais, assim suavizando a temperatura nesta parte do globo.



As correntes marítimas trazem consigo grandes cardumes (peixes) que é a fonte de riqueza para a população que se dedica as actividades piscatórias. As correntes marítimas quentes são húmidas enquanto as frias são secas.





A importância dos oceanos e mares

Ø  A vida dos oceanos e mares é abundante portanto, é uma fonte de reserva alimentar para o homem;

Ø  Pode-se extrair água doce nas regiões áridas ou desérticas, temos o caso de Israel que usa para o consumo doméstico e industrial através da dessalinização da água do mar;

Ø  Os oceanos e mares são grandes reservas de petróleo, gás natural e outros produtos energéticos. De salientar que mais da metade das reservas de petróleo estão nos mares e oceanos;

Ø  O oceano é fornecedor de produtos como Iodo, Mg, Potássio, Cloreto do sódio (sal da cozinha);

Ø  Os oceanos ligam diversos continentes através das navegações no sector de transportes e comunicações no planeta;

Ø  Pratica-se várias actividades tais como: piscatórias, turismo, recreação e desporto como (natação, vólei, pesca e outras modalidades), etc.

A estrutura interna da terra

Como é constituído o planeta Terra?

A Terra é constituída por três (3) zonas: crusta, manto e núcleo.



i.                    Crusta da Terra
·        É a parte exterior da Terra. A sua espessura varia entre 30 a 40 Km na parte continental e 6 a 7Km nos oceanos.
       Uma grande parte da crusta é coberta por mares e oceanos que ocupam cerca de 71% da superficie total do globo, contra 29% ocupada por continentes.

ii.                  Manto
·        É a zona situada entre o limite inferior da crusta e os 2900Km de profundidade.
É a zona mais volumosa, representando nada menos do que 82% do volume do globo.
·         A densidade das rochas do manto é maior do que a das da crusta.





iii.                Núcleo

É a zona  central, com uma espessura que vais dos 2900 Km ao centro da Terra, ou seja, até aos 6371Km  de profundidade.

Admite-se ser constituido, em grande parte, por metais pesados e com propriedades magnéticas, como o ferro e o niquel;

 Devido a predominância de metais pesados, a densidade do núcleo é maior do que da crusta e a do manto;

 O núcleo externo tem característica de um fluído e o interior é constituido por materiais sólidos.



CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS QUANTO À ORIGEM

i.                    Rochas magmáticas

As rochas magmáticas resultam da solidificação do magma. Por exemplo: Traquito, andesito, riolito, granito, gabro, diorito, basalto e bentonite.

As rochas magmáticas (ígneas) quanto ao modo de ocorrênciais podem ser: plutónicas ou extrusivas.

Se a solidificação ocorre à grandes profundidades e, por isso, muito lentamente, formam-se as  rochas plutónicas ou intrusivas, como por exemplo: o granito, sienito, gabro, diorito etc.

Se a solidificação ocorre à superficie ou perto dela e, por isso, mais ou menos rapidamente, originam-se as rochas vulcânicas ou extrusivas, como por exemplo: basalto, riolito, andesito.

ii.                  Rochas metamórficas

Resultam a partir de profundas alterações das rochas quando são submetidas às altas pressões e elevadíssimas temperaturas. Por exemplo: Mármore, ardósia, gnaisse, grafite, etc.



iii.                Rochas sedimentares

Resultam da acumulação de sedimentos ou seja da degradação de uma rocha-mãe. Por exemplo: Areia, argila, calcário, carvão, sal-gema, os arenitos (ou grés), e os xistos. O petróleo e o carvão natural são também rochas sedimentares.





Solo é a camada superficial da crusta terrestre, constituindo uma das riquezas que o Homem precisa para a sua sobrevivência.



Os solos são resultantes do processo da erosão e do intemperismo (meteorização) este último que consiste na acção dos processos físicos, químicos e biológicos sobre as rochas da superfície terrestre, ocasionando a desintegração e decomposição das rochas in situ ou seja sem o transporte do material erosivo.



Formação do solo

O solo resulta do contacto entre a atmosfera, litosfera, biosfera e hidrosfera. Realmente as rochas vão sendo aos poucos fragmentadas pela acção dos agentes atmosféricos ou erosivos (chuvas, ventos, rios, animais e plantas, mares, glaciares etc.). As plantas actuam através de raízes ao penetrar numa rocha.





Os factores da formação dos solos

Quais são os factores da formação do solo?

Na formação do solo, os factores importantes são: rocha-mãe, seres vivos, tempo, clima e a topografia (relevo). Portanto, Os elementos do solo são água, minerais, ar, matéria-orgânica e microrganismo.

Boa resposta!



A medida que a camada superficial da litosfera vai-se desagregando a alterando resulta a parte mineral do solo. Pouco a pouco, esta camada mineral será invadida pela fauna e flora que, por sua vez, aceleram a desagregação mecânica e decomposição química e provocam a acumulação da matéria orgânica na parte superficial.



O perfil do solo

O solo é constituído por uma série de camadas cuja sequência é chamada perfil de solo.

A acção dos microrganismos intensifica-se decompondo esta matéria orgânica acumulada e transformando-a em húmus. E vai evoluindo, numa fase de maturidade apresentando três camadas distintas – Os horizontes.

i.        Horizonte A ou superior – é o mais ou menos rico em matéria orgânica.

ii.        Horizonte B ou médio – é constituído por matéria orgânica arrastada do horizonte A, pela acção da água de infiltração e por matéria mineral proveniente do horizonte C.

iii.        Horizonte C – estabelece a transição para a rocha-mãe, sendo constituído por blocos de rochas, mais ou menos fragmentados e alterados.





OS AGENTES MODELADORES DE RELEVOS

O relevo terrestre é resultante da actuação de dois tipos de forcas denominadas agentes do relevo ou geodinâmica da Terra.



A geodinâmica pode ser interna (quando resulta da acção proveniente do interior da Terra) e é externa (quando resulta de fenómenos que actuam directa ou indirectamente sobre a superfície terrestre.





AGENTES DA GEODINÂMICA INTERNA

Os movimentos internos podem actuar muito lentamente, em movimentos não perceptíveis pelo homem (movimentos tectónicos) ou bruscos e violentos (sismos e vulcões).



O Tectonismo 

Os movimentos tectónicos também chamados Diastrofismo (distorções), são forças lentas e prolongadas que afectam a superfície terrestre verticalmente (epirogênise) ou horizontalmente (orogênise).



Epirogênise: são movimentos verticais lentos e prolongados que provocam afundamentos e levantamentos de grandes extensões continentais (blocos de rochas).



Orogênise: são movimentos horizontais lentos e prolongados que actuam sobre camadas de rochas sedimentares de boa plasticidade, provocando o dobramento das mesmas. É o processo de formação das montanhas.



Estrutura das dobras

Os movimentos desencadeados pelas forcas horizontais produzem deformações nas massas rochosas sedimentares, por possuírem grande plasticidade, originando dobras.



Distingue-se diferentes tipos de dobras:

Dobras convexas ou Anticiclinal – surge como monte. Dá-se o nome de anticiclinal a parte da dobra cuja concavidade está voltada para baixo ou seja é a parte superior de uma dobra.



Dobras côncavas ou Sinclinal – surge como vale (depressão de monte). Dá-se o nome de sinclinal a parte da dobra cuja concavidade estás voltada para cima ou seja é a parte inferior de uma dobra.



Estrutura de uma falha

Quando as forcas horizontais, com origem no interior da Terra, exercem pressões sobre as rochas mais duras, estas quebram-se isto é, fracturam-se.



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Fractura  é uma ruptura das massas rochosas, sem nenhum deslocamento de blocos rochosos





A falha surge quando os blocos fracturam-se e sofrem um deslocamento ao longo da zona de fractura.

As falhas encontram-se em todos os tipos de rochas. No entanto, raramente aparecem isoladas. Em geral, surgem agrupadas numa ou várias direcções, formando relevos salientes - Os relevos de falha


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OS AGENTES MODELADORES DE RELEVOS - ABALOS SÍSMICOS E VULCANISMO

Os abalos sísmicos são movimentos vibratórios da crusta terrestre mais ou menos violentos mas de curta duração. Os mais fortes são muitas vezes precedidos e sucedidos de outros menos intensos – os abalos premonitórios e as réplicas, respectivamente.



Qualquer sismo tem origem no interior da crusta ou do manto, num local chamado hipocentro ou foco.



A origem dos sismos é variada, embora muitas das vezes esteja relacionada com o movimento das placas tectónicas. Podem, também, surgir sismos em consequência das explosões nucleares, desmoronamento subterrâneos, erupção vulcânica, etc.



A partir de foco, o sismo propaga-se por intermédio de vibrações até que atinja a superfície. Ao ponto da superfície terrestre por onde se manifesta o sismo dá-se o nome de epicentro.



A intensidade do sismo é maior no epicentro do que em qualquer outro ponto da superfície terrestre. A intensidade varia igualmente com a profundidade a que se encontra o foco e a quantidade de energia libertada pelo foco.



Quando o epicentro se localiza no continente chama-se terramoto ou tremor de Terra, e quando se localiza no mar ou oceano chama-se maremoto ou tsunami.
Os aparelhos que registam a intensidade de sismos são chamados sismógrafos. Estes traçam sismogramas.

A ciência que estuda os sismos, a sua origem e seus elementos é a sismologia. As escalas de medição da intensidade dos sismos que mais se destacam são a de Mercalli com 12º expressas em números romanos e a de Richter (esta é a mais frequentemente usada) que corresponde a dez (10) graus.



As consequências dos sismos

As consequências dos sismos são variadas e por vezes catastróficas. Desmoronamentos, derrocadas de edifícios, incêndios, aberturas de fendas na crusta, desvio de rios, lagos, alteração da temperatura de água nas nascentes e alterações morfológicas.



Os abalos sísmicos podem ser benéficos para o planeta:

·         Os abalos sísmicos permitem restabelecer um equilíbrio das forças na Terra, pois, com eles dissipam-se as tensões que se vêem acumulando ao longo dos tempos.

·         Os movimentos sísmicos aceleram as transformações morfológicas do globo criando novas fendas, deslocando blocos, enfim, rejuvenescendo normalmente o aspecto muito da superfície terrestre.



VULCANISMO

 Chama-se vulcanismo a actividade pela qual se dá à eliminação dos materiais magmáticos do interior da Terra para a superfície terrestre.



Quando o material magmático alcança a superfície terrestre através de uma abertura (fenda) tem-se então o que se chama erupção vulcânica ou vulcão, propriamente.



Vulcão é uma abertura ou fenda na crusta terrestre através da qual saem diversos materiais como: a lava, cinzas vulcânicas, gases, vapor de água e fragmentos de rochas.



Lavas são materiais magmáticos em estado de fusão que atingem a superfície da Terra a temperaturas muito elevadas (por vezes superiores a 1000º C).





Os elementos de um vulcão



Cratera – é depressão mais ou menos circular por onde são expelidas as lavas.
Chaminé - é o canal por onde se processa a subida (ascensão) da lava e outros materiais vulcânicos.
Cone vulcânico – é constituído por materiais resultantes da acumulação dos produtos vulcânicos, formando o formato de cone.
Câmara magmática – é o depósito do magma ou seja local do interior da Terra onde partem os materiais vulcânicos.







Tipos de vulcões

Vulcões activos – os que tiveram erupções desde os tempos históricos.

Vulcões extintos – os que não tiveram nenhuma erupção em tempos históricos.



NB: Erupção – é emissão de matérias vinda do interior da Terra.



A distribuição geográfica dos sismos e vulcões

Existem duas grandes zonas onde estão concentradas a maioria dos vulcões modernos. São eles:

·         O circuito ou Anel do fogo do Pacífico – abrange as seguintes regiões: Cordilheira dos Andes, costas ocidentais da América do Norte, Japão, Filipinas, Nova Guine, Península de Kamchatka, Nova Zelândia, Ilhas Aleutas, e Filipinas.



·         O circuito do fogo do Atlântico – abrange América central, Antilhas, Açores, Cabo Verde, Mediterrâneo e Himalaias.



OS AGENTES DA GEODINÂMICA EXTERNA

Depois do relevo formado, sobre ele, começam a actuar forcas externas que vão provocando lentas, mas profundas transformações.



As transformações do relevo devem-se as acções constantes de agentes que provocam alterações nas rochas. Estes agentes, porque actuam na superfície terrestre, designam-se agentes externos ou da geodinâmica externa.



A acção de transformação do relevo pelos agentes externos designa-se erosão. A erosão envolve três processos: Desgaste das rochas, transporte dos materiais resultantes desse processo de desgaste e a acumulação ou deposição desses materiais.



EROSÃO

A erosão é o conjunto de fenómenos sucessivos que determina a modificação das rochas e do relevo pela desintegração da rocha, transporte e acumulação dos materiais rochosos.





Tipos de erosão

i)                    Erosão fluvial

Os rios realizam três trabalhos principais e de grande importância que são: arranque (desgaste), transporte e acumulação dos sedimentos (detritos). No entanto a erosão fluvial tem como finalidade principal escoamento do leito e a formação de vertentes, permitindo assim um melhor escoamento das águas desde a nascente (olho de água) até a desembocadura do rio (foz).



A erosão fluvial depende de:

- do caudal do rio;

- da carga sólida transportada;

- do declive do terreno e

- da velocidade da águas do rio



ii)                  Erosão eólica

Manifesta-se pela formação de dunas e loess devido a acção do vento sobretudo nas zonas costeiras e desérticas.



Para além das erosões anteriores, ainda temos a erosão marinha (acção de mares e oceanos), erosão pluvial (acção da chuva), erosão glacial (acção dos glaciares nas zonas polares) e erosão lacustre (nos lagos), etc.





METEORIZAÇÃO

A meteorização é o processo da desintegração mecânica ou decomposição da rocha provocada por acções dos agentes externos, quer pela variação da temperatura quer pela acção da água, sem nenhum deslocamento do material rochoso, ou seja ocorre in situ, no mesmo lugar.



A meteorização pode ser: Física, química e biológica.

a)      Meteorização física ou mecânica – consiste em que as forças de tensão actuem sobre as rochas, causando a sua desagregação, através da variação da temperatura

Diz-se termoclastia quando a desagregação da rocha resulta do aumento da temperatura e arrefecimento brusco, fazendo com que a rocha estala-se e destrua-se.



Diz-se crioclastia quando a desagregação da rocha resulta congelação de uma rocha devido a penetração da água nos seus poros, fazendo com haja alargamento dos mesmos, estando-se a posterior.



Os factores principais da meteorização física ou mecânica são: a temperatura, água e a vegetação (plantas e animais).



b)      Meteorização química – A mudança da rocha está acompanhada pela modificação da composição química.

Os factores principais são: água, dióxido do carbono e a temperatura.



c)      Meteorização biológica – A rocha é destruída física e quimicamente devido a acção da matéria orgânica.



ERAS GEOLÓGICAS E EVOLUÇÃO GEOLÓGICA DA TERRA

Numa primeira fase a Terra era formada por um supercontinente chamado Pangeia e rodeado por um único oceano chamado Pantalassa.



Nos cerca dos 4 600 milhões de anos de existência muitas foram as alterações que o planeta sofreu. Com base nesses acontecimentos geológicos, biológicos e climáticos pode-se individualizar as eras geológicas.



A maior parte do relevo que então se formou foi destruída ao longo dos tempos e o que nos resta são os famosos escudos antigos (por exemplo: escudo africano).

A Era Arcaica é muito pouco conhecida. A maior parte do relevo moderno que se formou nesta Era foi destruída ao longo do tempo e deles apenas restam alguns como o escudo africano.

No entanto, as Terras estavam interligadas num único super continente chamado Pangea, rodeado por um único oceano chamado a Pantalassa.



Na Paleozóica esse super continente terá começado a subdividir-se em dois continentes: a Laurásia (no norte) e a Gondwana (a sul).



A Gondwana englobaria a actual América do Sul, África, Índia, Madagáscar, Austrália e Antárctida.



Os continentes Laurásia e Gondwana encontravam-se parcialmente separados por um amplo oceano chamado – o mar de Thétis.



Ao longo desta Era, foram-se formando cadeias montanhosas como resultados dos movimentos orogénicos que se fizeram sentir.



Na Mesozóica os relevos, anteriormente, formados sofreram erosão e detritos daí resultantes, foram-se acumulando nos mares e imediações continentais, particularmente o mar de Thétis.

 A Era Cenozóica trouxe profundas alterações. Concretizou-se a formação do oceano Atlântico sul; a continuação da separação da América do Norte e a Eurásia; principiou a separação da América do Sul e África; uniram-se as duas Américas (Norte e Sul) através do estreito do Panamá; o mar de Thétis foi progressivamente compactado, transformando no actual mar Mediterrâneo; A massa continental da Índia deslocou-se para o Norte até colidir com a Ásia, como consequência da colisão surgiu a cadeia dos Himalaias.

Estas deslocações deram origem as outras cadeias montanhosas, como os Alpes (na Europa), Atlas (África), Montanhas Rochosas e os Andes (América). Nesta Era, verificou-se, também, a separação da Austrália, do Madagáscar e da Antárctida.



A Era Quaternária é a mais recente e é marcada pelo aparecimento do Homem. Nesta Era notabilizou-se pela instabilidade da orogenia alpina, numerosos sismos e vulcões nas áreas profundamente afectadas por esta orogenia. Época marcadamente, pela instabilidade climática.



ERAS GEOLÓGICAS – DIVISÃO DO TEMPO GEOLÓGICO



Eras
Duração em milhões de anos
Principais Acontecimentos
Geológicos
Biológicos
Climáticos
Quaternária ou Antropozóica


2
Alterações do nível do mar comandam o sistema erosivo
Aparecimento do Homem
Grandes alterações climáticas associadas as glaciações
Terciária ou Cenozóica


63
Movimentos orogénicos – orogenia alpina – dão origem as grandes cadeias montanhosas (Alpes, Himalaias e Andes, etc.)
Desenvolveram os mamíferos e as flores de caducifólias e os prados
Grande diversidade climática
Secundária ou Mesozóica



160
Inicio da fragmentação da massa continental; intensa erosão e sedimentação – calma orogénica
Desapareceram muitos animais primitivos, surgem as primeiras aves; os répteis atingem o seu apogeu.
O clima não sofre grandes alterações nesta Era.
Primária ou Paleozóica


345
Movimentos orogénicos – principalmente os da orogenia hercinica que deram origem as cadeias montanhosas.
Desenvolvimento dos primeiros seres; aparecimento de peixes e dos primeiros répteis. Surge a vida na parte continental.
Variações climáticas com ocorrência de glaciações (período em que as condições climáticas conduzem ao estabelecimento de muitos glaciares e sua progressão).
Pré-câmbrica ou
Arcaica ou mesmo Criptozóica



4030
Formação da Terra, seu arrefecimento, diferenciação da crusta granítica e basáltica, formação de rios e mares
Aparecimento das primeiras formas de vida no mar.
Alterações da composição da atmosfera com condensação de vapor de água e produção de oxigénio.

Quadro Resumo das Eras geológicas                                                                          Fonte: Matos (1989)



Geografia Física de Moçambique

Localização Geográfica

Moçambique localiza-se a Sul do Equador, na costa oriental de África na região da África Austral .

Localização cósmica

No que respeita a localização cósmica (astronómica), Moçambique estende-se entre os paralelos 10˚27´ e 26˚52’ de latitude Sul e entre os meridianos 30˚12’ e 40˚51’de latitude Este.

Limites

Moçambique tem como limites:

Norte – Rio Rovuma que o separa da República Unida da Tanzânia

Sul- República da África do Sul

Este- Oceano Índico

Oeste/ W- Zimbabwe e República da África do Sul

Noroeste – Malawi e Zâmbia

Sudoeste - África do Sul e Swazilândia (vide o mapa 2)

 



A extensão territorial de Moçambique

O território nacional, cobre uma superfície total de 799.380 km2, sendo que, 786.380 km² correspondem a terra firme e 1.300 km2 são ocupados por águas interiores constituídos pelos rios, lagos, lagoas e pântanos.



Os pontos extremos de Moçambique

A configuração de Moçambique apresenta variação na sua largura.

A maior largura do território situa-se entre a confluência do rio Aruângua com o rio Zambeze, no distrito  de Zumbo, a Oeste da província de Tete, e a Ponta Janga, na península de Mossuril, a Este da, província de Nampula com 963 km.

A menor largura é de 47,5 km, Situa-se no Sul de país, entre a fronteira da Swazilândia em Namaacha e o Alto Farol da Catembe, na baía de Maputo.

O comprimento máximo é de 1.800 km, entre a foz do rio Rovuma, a Norte e o rio Maputo, a Sul.



A Importância Socioeconómica dos Acidentes da Costa Moçambicana

Eles  revestem-se de grande importância socioeconómica e cultural, pelo facto de constituírem lugares para:

§  Instalação de bases militares;

§  instalação de faróis para a navegação marítima;

§  prática de turismo e de diversão e lazer;

§  prática de desporto aquático;

§  prática do comércio nacional e interna;

§  instalação de portos e docas;

§  prática da pesca desportiva;

§  extracção de sal;

§  instalação de centros de investigação e pesquisa da fauna e flora marinha;

§  apoio à navegação marítima.



As Principais Unidades Geológicas: Precâmbrico e Fanerozóico



i.                     O Precâmbrico

O Precâmbrico, é uma unidade que representa os terrenos mais antigos de Moçambique, constituída por rochas mais antigas formadas há mais de 600 milhões de anos.

Esta formação ocupa uma superfície de 534.000 km2, equivalente a dois terço do território nacional.



O Precâmbrico localiza-se nas regiões Norte e Centro do país, principalmente nas províncias de Manica, Sofala, Zambézia, Nampula e Cabo Delgado.

Em Moçambique as rochas do Precâmbrico dividem-se em duas partes a saber:

Precâmbrico Inferior ou Arcaico

O Precâmbrico Inferior é representado pelo cratão rodesiano (zimbabwiano), geologicamente é constituído por rochas metamórficas de origem magmáticas e sedimentares.



O Precâmbrico Inferior localiza-se na província de Manica, as suas rochas têm uma idade de 200 milhões de anos e são constituídas por formações montanhosas de Macequesse, M’beza e Vengo.



O Sistema Manica prolonga-se para o interior do Zimbabwe, onde, forma os cinturões de ouro de Mutare e Odzi.



Pré-câmbrico Superior

Precâmbrico Superior, conhecido por cinturão de Moçambique (Mozambique Belt) são rochas antigas que datam de 500 milhões de anos, resultantes de orogenias. O precâmbrico superior divide-se em 3 províncias geológicas; nomeadamente:

- Província de Moçambique que abrange as regiões Norte e Centro de Tete e as proximidades do Lago Niassa.

- Província de Niassa que se estende desde Zambézia até ao interior de Niassa abrangendo Cabo Delgado.

- Província do Médio-Zambeze que ocupa uma parte do Sul de Tete e Norte de Manica.

O Fanerozóico é constituído essencialmente por rochas sedimentares que se formaram entre 300 e 70 milhões de anos. Essas rochas incluem também as formações eruptivas, como basaltos e riólitos que ocorrem junto a fronteira Sul do país .

Ocupa quase na sua totalidade as províncias de Inhambane, Gaza e Maputo, e vai-se estreitando de forma gradual para o Norte até ao curso inferior do rio Rovuma ocupando, 237.000 km2 do território nacional.



 As principais formações do Fanerozóico

Fazem parte do Fanerozóico as formações como: Karroo, Jurássico, Cretácico, Terciário e Quaternário.

i.                    Karroo

O Karroo é constituído por depósitos de sedimentos que correspondem a ocorrência de carvão mineral. E nele distinguem-se três divisões: Indiferenciado, Inferior e Superior.



O nome Karroo provém de uma área com o mesmo nome na República Sul Africana onde o sistema está bem representado. As principais bacias carboníferas de Moçambique localizam-se nas províncias  de Cabo Delgado, Niassa (Bacias de Chemba, Luchimua e Lunho-Maniamba), Tete (Bacias de Moatize-Minjova, Mucanha-Vuzi e Sânango) e Manica (Espungabera) e Sofala.

O valor económico do Karroo reside no facto de possuir enormes jazigos de carvão mineral, germânico, perlites, ágatas e bentonites.



ii.                  O Jurássico

O Jurássico é constituído por rochas sedimentares como grés, calcário e conglomerados, por vezes grosseiro, entre Nacala e Mossuril e na Bacia do Rovuma mas, também possui rochas eruptivas como riólitos e gabros. As formações do Jurássico ocorrem fundamentalmente, nas províncias de Cabo Delgado, Nampula e Tete.



iii.                O Cretácico

Durante este período ocorreram em Moçambique fenómenos transgressivos que originaram a formação de depósitos sedimentares nas bacias do Zambeze e Save. É neste período  que se formaram depósitos de hidrocarbonetos, de grande valor económico para o país.



Na ocasião formaram-se rochas sedimentares como: grés, conglomerados e calcário; rochas eruptivas extrusivas: riólitos e carbonatitos.



O destaque especial em termos de eventos deste período vai para a formação dos depósitos de hidrocarbonetos onde ocorrem os jazigos de gás natural nas províncias de Inhambane (Pande e Temane), Sofala (Búzi) e Cabo Delgado (Bacia de Rovuma).



iv.                O Terciário e Quaternário

Estas duas formações do Fanerozóico são as mais recentes e apresentam semelhanças na composição litológica.

Foi durante o Quaternário, que surge o Homem e as formações recentes que cobrem a maior parte do Sul do Save, e o litoral do país até foz do Rovuma. Constituem formações do Quaternário: as dunas litorais, o calcário litoral, o grés, conglomerados de areias pesadas, granadas, ouro aluvional, aluviões, coluviões, argila, e diatomito. Algumas destas formações revestem-se de extrema importância económica para o país.





Classificação e distribuição dos solos em Moçambique

A classificação dos solos está relacionada com as condições hídricas, morfológicas locais; a influência do clima, a natureza geológica e a idade da rocha mãe, distribuem-se de forma irregular ao longo do território nacional, conforme se pode depreender de Norte  para o Sul do pais:



Solos da região Norte

Nesta região devido a predominância das rochas de precâmbrico e abundância das precipitações os solos dominantes são argilosos que variam da seguinte forma:

  • Solos franco-argilosos-avermelhados que são vulneráveis à erosão e que cobrem a maior área desta zona do país;
  • Solos franco-argilosos vermelhos e castanhos profundos cobrindo uma área considerável da zona, esses são permeáveis pouco susceptíveis à erosão e de boa drenagem.

No litoral Norte devido a presença do fanerozóico ocorrem solos arenosos dunares,costeiros e fluviais expostos à acção eólica.



Solos da região Centro

Nesta região há ocorrência de solos franco-argilosos-arenosos avermelhados ricos em calcários e solos franco-argilosos-arenosos acastanhados. No curso médio e inferior do rio Zambeze dominam os solos fluviais com alta fertilidade. Os chamados solos escuros caracterizam a área comprendida entre a Cidade de Tete e grande parte do distrito de Moatize, devido à ocorrência do carvão mineral e grafite.



Solos da região Sul

No Sul do país, os solos predominantes são os arenosos pouco férteis e bastante permeáveis ou seja com baixo poder de retenção de água, ainda ocorrem solos arenosos brancos, fluviais de elevado grau de fertilidade e marinhos. Na cadeia dos Libombos, ao longo da fronteira dominam os solos delgados, pouco evoluídos e não muito aptos para a prática da agricultura uma vez que são pouco profundos.

1.8.1.  formas de relevo de Moçambique

i.                    Planície litoral

A planície litoral, estende-se ao longo de toda a faixa costeira, estreitando da foz do rio Rovuma, ao delta de Zambeze e alonga-se na parte Sul à chamada grande planície moçambicana, até à Ponta de Ouro. Ela ocupa 1/3 do território nacional.



Existem ainda as chamadas planícies depressionárias que se estendem ao longo dos vales dos principais rios, acabando por receber  o nome das respectivas bacias hidrográficas, como por exemplo:  

§  Planície do Incomáti,

§  Planície do Limpopo,

§  Planície do Save,

§  Planície do Búzi,

§  Planície do Lúrio,

§  Planície de Lugela

§  Planície do Messalo,

§  Planície do Zambeze,



ii.                  Planaltos

Em Moçambique, os planaltos ocorrem principalmente nas regiões Centro e Norte do país onde são mais expressivos sobretudo nas províncias de Manica, Tete, Zambézia , Nampula, Niassa e Cabo Delgado, configurando-se em montes ilhas ou “inselbergs” (montes residuais).



Na região Sul do país, os planaltos ocupam apenas uma pequena faixa na zona ocidental das províncias de Maputo e Gaza  num alinhamento montanhoso de aproximadamente, 900 km de comprimento e 30 km de largura máxima, ao longo da fronteira entre Moçambique com a Suazilândia, República da África do Sul e Zimbabwe;



Em algumas zonas planálticas ocorrem planícies de acumulação que resultam das escavações realizadas nos vales dos rios, como é o caso dos vales dos rios Zambeze, Messalo e Lugela.



Na zona dos planaltos distinguem-se:

-  Planaltos médios (200m – 600 m de altitude)

-  Altiplanaltos (600m – 1.000 m de altitude)



Os principais planaltos

Planalto Moçambicano: Localiza-se nas províncias da Zambézia e Nampula. Nesta região os planaltos possuem altitudes que variam de 600 e 1.000 metros de altitudes. A principal característica do planalto Moçambicano é a ocorrência de “inselbergs” designados por montes ilhas ou residuais. 

Planalto de Niassa - localiza-se na província de Niassa ao longo do lago Niassa;

Planalto de Mueda – localiza-se na província de Cabo Delgado;

Planalto de Chimoio– Localiza-se na província de Manica junto à fronteira com Zimbabwe;

Planalto de Marávia - na província de Tete junto à fronteira com Zâmbia;

Planalto de Angónia – na província de Tete junto à fronteira com Malawi;



As principais montanhas

As formações montanhas com altitudes iguais ou superiores a 1.000 metros situam-se a :

§  Ocidente do Niassa;

§  Noroeste da Zambézia e Tete;

§  Ocidente de Manica.



Os principais factores que influenciam o clima de Moçambique

Os factores que influenciam o clima de Moҫambique são: latitude, altitude, continentalidade, corrente  marítima quente do canal de Moҫambique e ventos alíseos e a Zona de Convergência Intertropical (CIT).



i.                    Latitude

A maior parte  do território moçambicano situa-se na zona intertropical ou tórrida,  onde a latitude ainda é pequena, o que lhe confere temperaturas médias anuais acima de 20º C, e o clima é quente do tipo tropical.



ii.                  Altitude

Nas zonas planálticas e montanhosas do interior do país, Maniamba-Amaramba, Chire-Namúli, Marávia-Angónia, Mueda, Montes Libombos e Chimanimani, as temperaturas são relativamente suáveis ou amenas, ocorrendo frequentemente, chuvas de tipo orográficas ou de relevo  com elevados valores pluviométricos.



iii.                Continentalidade

As temperaturas e as chuvas variam com a aproximação ou afastamento do mar.

A medida que nos afastamos do mar, para o interior do país chove menos e as amplitudes térmicas são maiores. Assim, no interior de Moçambique, em particular no Sul de Save (interior das províncias de Inhambane e Gaza), Sul de Tete, e Norte de Manica chove menos em relação ao litoral que recebe massas de ar marítimo quente e húmido, proporcionando chuvas regulares ao longo do ano.



Corrente marítima quente do Canal de Moҫambique

A corrente marítima quente do Canal de Moçambique, com uma direcção geral Norte-Sul, condiciona nas zonas de sua influência, o aumento da temperatura e da evaporação das superfícies líquidas, o que tem culminado com a ocorrência de precipitações sobretudo ao longo do litoral.

A costa Sul do Save, na província de Inhambane é atravessada pelo Trópico de Capricórnio, o lugar de influência de altas pressões subtropicais seria por natureza, de clima tropical seco, facto que não acontece graças à influência da corrente marítima quente do Canal de Moçambique.

i.           Ventos alíseos

São ventos constantes que sopram dos trópicos para o Equador tornando-se numa zona de Convergência Intertropical (CIT), para onde convergem os ventos alíseos (centro de baixas pressões equatoriais-ciclones). Ela desloca-se de um para outro lado do Equador, ocasionando duas estações diferentes, sendo uma: quente e chuvosa (que vai de Outubro à Março) e outra seca e fresca (que vai de Abril à Setembro).



Principais tipos de climas características e localização.

A combinação dos diferentes factores meteorológicos, físicos e humanos levam-nos a concluir que em Moçambique ocorrem os seguintes tipos de clima (mapa 8):

§  Clima tropical húmido

§  Clima tropical seco

§  Clima tropical semi-árido

§  Clima tropical de altitude

Clima tropical húmido – tem como características: As Temperaturas Médias Anuais superiores a 20˚C, oscilando por vezes entre 24˚C e 26˚C. Regista pequenas amplitudes térmicas anuais, variando entre 3˚C e 6˚C. Os valores pluviométricos situam-se entre 800 mm e 1.000 mm/ano. A época chuvosa prolonga-se por mais de seis meses no verão (Outubro à Abril), portanto, superando a seca.

Distribuição: Este clima cobre quase na totalidade a região Norte, metade do Centro e uma pequena faixa do litoral Sul.

Clima tropical seco - caracteriza-se por possuir: As Temperaturas Médias Anuais superiores a 26˚C. A estação seca (fresca e seca) é a mais prolongada vai de Abril à Setembro, superando deste modo a quente e chuvosa. A precipitação é fraca com valores a rondarem entre 600 mm e 800 mm/ano.

Localização: Na região Centro (Sul de Tete, Norte de Tete, Sudoeste da Zambézia, Sul de Manica e Sofala nas proximidades do rio Save), e interiores das províncias meridionais de Inhambane, Gaza e Maputo.

Clima tropical semi-árido – apresenta como características. As Temperaturas Médias Anuais  acima de  26˚C. O períolo seco é o mais longo. As chuvas são raras e fracas, com índices pluviométricos abaixo de 400 mm/ano.

Localização: Está bem representado nas terras do interior da província de Gaza: Pafúri, Chicualacuala, Guijá e Massingir.

Clima tropical de altitude ou modificado pela altitude caracteriza-se por: Os valores médios térmicos anuais não ultrapassarem os 22˚C; as chuvas de relevo ou orográficas regulares e abundantes ao longo do ano; a quantidade de queda pluviométrica anual está entre 1.400mm e 1.800mm.

Localização: Distribui-se pelas regiões planálticas e montanhosas do país, nomeadamente: Planaltos da Marávia–Angónia (Norte de Tete), Sistema Maniamba–Amaramba (Niassa), Formações Chire-Namúli (Zambézia), Maciço Chimanimani( Manica) e Cadeia dos Libombos (Maputo).

Biogeografia  é a ciência geográfica que estuda a distribuição espacial dos seres vivos (plantas e animais).

Fitogeografia- é a ciência que estuda, a distribuição da vegetação pela superfície terrestre.

Zoogeografia- é a ciência que estuda a distribuição de animais pela superfície terrestre.

Fitogeografia ( vegetação)

A cobertura de Moçambique pela vegetação natural deve-se, por um lado, a sua localização geográfica e por outro, a diferentes factores, tais como: latitude, altitude, geologia, clima, solos, extensão da bacia hidrográfica, continentalidade, acção humana, entre outros. Razão pela qual, apresenta diferentes tipos de formações vegetais.



Das mais de vinte (20) regiões fitogeográficas existentes em Moçambique, segundo a sua localização geográfica no continente africano, importa-nos destacar apenas três (3), a saber:

1-      Centro Regional de Endemismo Zambeziano;

2-       Mozaíco Regional Zanzibar;

3-      Mozaíco Regional Tongoland – Pongoland.

Noções sobre algumas formações vegetais que ocorrem em Moçambique

 Floresta- é a cobertura vegetal constituída por diferentes estratos vegetais (herbáceo, arbustivo e arbóreo) e de acordo com o seu desenvolvimento pode ser fechada ou aberta e caracteriza as zonas com índices pluviométricos consideráveis, caso de Norte e Centro do país.

Savana- é uma formação vegetal menos desenvolvida com três estratos, elas são típicas das zonas de fraca precipitação e com aspecto diferenciado, de acordo com a sua constituição, assim distingue-se:

Savana herbácea - com domínio de estrato herbáceo de gramíneas ou capim.

Savana arbórea apresenta os três estratos, sendo o de árvores o mais dominante.

Savana arbustiva - o estrato de arbustos é dominante em relação aos outros (herbáceo e arbóreo).

Floresta galeria - desenvolve-se ao longo das margens dos rios com um aspecto de um túnel, trata-se duma vegetação que se confunde com a floresta densa, ocorrendo principalmente nas regiões Norte e Centro.

Estepe - é uma formação vegetal muito menos desenvolvida e típica das zonas sob influência de climas tropical seco e semi-árido que ocorrem principalmente nas terras do interior das províncias de Inhambane, Gaza, Maputo e Sul de Tete.

Flora aquática/Mangal - cresce ao longo da costa, sobre solos halomórficos (salgados) sob influência das marés, ventos marítimos e descargas dos rios. O seu aspecto vegetativo varia entre arbustivo e arbóreo.

Pradaria- formação vegetal principalmente de gramíneas baixas  de altura que vai até um metro e desprovida de arbustos e árvores. Ela desenvolve-se em zonas planas de solos aluvionares de textura média e fina que se sujeitam às inundações em regiões depressionárias

Flora cultural- refere-se a espécies vegetais seleccionadas pelo Homem segundo o seu valor socioeconómico e cultural. Fazem parte da flora cultural espécies como: fruteiras, cereais, oleaginosas e árvores de sombra.



Parques Nacionais

Parques Nacionais
Localização
Área (km²)
Parque Nacional de Gorongosa
Sofala
5.370
Parque Nacional de Zinave
Inhambane
6.000
Parque Nacional de Banhine
Gaza
7.000
P. N. do Arquipélago de Bazaruto
Inhambane
1.600
Parque Nacional das Quírimbas
Cabo Delgado
7.500
Parque Nacional do Limpopo
Gaza
10.000





Tabela Reservas de caça

Reservas de caça
Localização
Área(km²)
Reserva Especial de Maputo
Maputo
700
Reserva de Pomene
Inhambane
200
Reserva do Gilé
Zambézia
2.100
Reserva de Marromeu
Sofala
1.500
Reserva do Niassa
Niassa
42.200



Tabela Coutadas ( apenas alguns exemplos)

Número de coutada
Localização
Área(km²)
4
Manica
12.300
5
Sofala
6.868
12
Sofala
2.963
14
Sofala
1.353



As principais bacias hidrográficas de Moçambique

Moçambique dispõe de muitos rios, que se localizam ao longo do território nacional, apresentando diferenças no seu comportamento influenciado pelas condições climáticas e morfológicas, fundamentalmente.

Veja descritas a seguir algumas bacias hidrográficas de Norte a Sul ( observe o mapa 11).



As principais bacia hidrográficas de Moçambique

 Bacia do Rovuma (101.160 km²)

 É irrigada pelo rio Rovuma que nasce no planalto de Ungone na República Unida da Tanzânia, os 650 km são percorridos no território nacional no sentido, Oeste–Este, desaguando em forma de um estuário no Oceano Índico junto ao distrito de Palma, Província de Cabo Delgado .

O seu regime é constante, alimenta-se da água da chuva, bem como, dos seus afluentes: rios Lugenda, Messinge e Lucheringo.



Bacia de Lúrio (área de 60.800 km²)

O Rio Lúrio nasce no monte Malema em Nampula até a sua foz no Índico onde termina em estuário depois de percorrer mais de 500 km, o rio Lúrio é inteiramente moçambicano e serve de limite natural entre as província de Nampula, com a de Niassa e Cabo Delgado. A bacia de Lúrio abrange as províncias de Nampula, Niassa e Cabo Delgado. O seu regime é periódico e conta com os afluentes, rios: Lalaua e Moataze.



Bacia do Zambeze (percorre 820 km em Moçambique)

O rio Zambeze nasce na Zâmbia a 30 km da fronteira com Angola. A sua área total é de 1.390.000 km² é também partilhada entre: Angola, Namíbia, Malawi e Botswana.

Nas zonas montanhosas e planálticas apresenta cataratas (quedas de água) como são os casos de Quedas Victória (Victory Fall’s) com cerca de 1708 m de extensão e uma queda de 99 m, Chavuma Fall’s e Ngonye Fall’s.



O rio Zambeze possui um elevado potencial hidroeléctrico, e, é sobre ele que se construíram as barragens de Cahora-Bassa, na província de Tete e de Kariba entre Zimbabwe e Zâmbia. O rio Zambeze tem um comprimento de 820 km na parte moçambicana, do seu total de 2.700 km e desagua em forma de um delta no oceano Índico  em Chinde, província da Zambézia. O seu regime é constante e os afluentes são Chire, Aruângua, Panhame, Revubue e Luenha.



Bacia de Búzi (Com uma área de 28.800 km² sendo, 25.600 km² em Moçambique)

O rio Búzi nasce no Zimbabwe, atravessa Manica e Sofala até Índico, percorrendo a mesma distância de 320 km, na bacia de Búzi, localiza-se o rio Revué onde se encontra a Barragem de Chicamba Real na província de Manica.



Bacia de Púnguè (29.500 km²)

O Rio Púngue nasce no Zimbabwe, atravessa Manica e Sofala num percurso de 322 km até a sua foz no Oceano Índico; O seu regime é periódico. Os seus afluentes são: Mazingaze, Muda e Vanduzi.



Bacia de Save (22.575 km²)

O rio Save nasce no Zimbabwe e tem a sua foz no Índico, percorrendo 330 km, atravessando uma vasta planície, separando as províncias de Manica e Sofala (Centro), Gaza e Inhambane (Sul) e desagua em forma de estuário no oceano Índico em de Nova Mambone, possuindo regime periódico.



Bacia de Limpopo(80.000 km²)

O rio Limpopo nasce na África do Sul, percorrendo 1.170 km, dos quais, 600km em Moçambique. Ela é partilhada ainda pelo Zimbabwe e termina no Indico, perto de de Xai-Xai. Possui como afluentes, o rio dos Elefantes onde se localizam  as barragens: de Massingir e o rio Changane. A barragem de Macarretane localiza-se no rio Limpopo.



Bacia de Incomáti (46.200 k km², sendo 14.925 km² em Moçambique)

O Rio Incomáti nasce na África do Sul e desagua no Oceano Índico, depois de um percurso de 280km . O rio Sábie é o seu afluente, sobre o qual, ergueu-se a barragem de Corumana, no Distrito de Moamba, província do Maputo.



Bacia de Umbelúzi (2.240 km² em Moçambique, dos 5.460 km² do seu total)

O rio Umbelúzi nasce na Suazilândia e entra em Moçambique através do posto administrativo de Goba. É sobre ele que foi erguida a barragem dos Pequenos Libombos, de salientar que as suas águas abastecem as cidades de Maputo e Matola.



Bacia  do Maputo (1.570 km²)

O rio Maputo nascendo no Kwazulu-Natal na África do Sul na confluência entre os rios Phongolo Ngwavuma e Suthu percorre 150 km no território moçambicano até a baía de Maputo onde desaguam em estuário.



Geografia Económica

População

O que entende por conceito população?

Em estatística, o conceito população significa (universo ou colectivo) indicando um conjunto de elementos com características comuns.



A demografia é a ciência que se dedica ao estudo da população. Por isso ao definir o conceito população, na demografia prescindimos do adjectivo humano.



População é o número de habitantes (indivíduos) da mesma espécie que habita numa área, território, ou país, num determinado tempo.

Densidade de população ou população relativa é a relação entre o número de habitantes e a superfície total (considerada). Exprime-se geralmente em hab/km2.  

A fórmula é: Dens. Pop = Pop. Total/Área Total



Actividade

1.      Numa cidade com 10 000 habitantes e 2 000 Km2 de superfície. Qual é a densidade populacional?

Dados:

Pop Total = 10 000 hab.                    Dens. Pop = Pop. Total/Área Total

Área Total                                          Dens. Pop = 10 000/2 000 = 5 hab/km2 




Anecúmenas são áreas desabitadas. Portanto os maiores vazios (regiões repulsivas) são as regiões polares, as grandes altitudes dos continentes e as florestas densas.


Ecúmenas são as grandes concentrações humanas (regiões atractivas), sobretudo no hemisfério norte em volta do Oceano Atlântico (Europa e América do Norte) e na Ásia meridional e oriental (Ásia das Monções).




Recenseamento da população é o conjunto de operações que consistem em recolher, agrupar e publicar dados demográficos que dizem respeito a um determinado momento.





A importância do estudo da população

Em Moçambique foram realizados quatro (4) censos (Recenseamento Geral da População e Habitação) em 1980, 1997, 2007 e 2017.

Qual era o objectivo desse recenseamento? Era uma oportunidade para sabermos:

Quantos somos (número de habitantes). Como somos (idade, sexo, grau de parentesco, líinguas faladas etc.). onde vivemos (no campo, na vila, na cidade, província, distrito, aldeia, etc.). como vivemos (tipo de casa, tipo de energia consumida, acesso à água, etc.). Quantos hospitais, escolas, lojas, etc.

Depois de rol dos dados necessário para o recenseamento, vamos falar da importância do estudo da população, tendo em conta os dados do recenseamento.

O estudo da população e das suas actividades económicas facilitam  diversos organismos para a organização de vários dados estatísticos como FNUAP (Fundo das Nações Unidas para a População), UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e outros. Geralmente, quando se faz o estudo da população deve-se responder às seguintes questões: Quantos somos? Onde vivemos?

O estudo da população fornece-nos dados numéricos sobre diversas áreas da vida económica e social, informações sobre as variáveis demográficas (natalidade, mortalidade, fecundidade, esperança de vida e migrações) e ainda indicadores sócio-económicos, com o número de pessoas com o acesso à educação, saúde, transportes, emprego, informação, água e electricidade.

Contribui, também para fazer projecção da população num dado intervalo de tempo, de modo a prever a construção de infra-estruturas públicas como hospitais, escolas, estradas, pontes, hotéis entre outras.



As principais variáveis demográficas e os seus cálculos

As principais variáveis demográficas são as taxas de natalidade, mortalidade e taxa de crescimento natural da população.

Taxa de natalidade (TN): é o número de nascimentos anuais ocorridos em uma determinada região em relação à população local. Esse dado não inclui os chamados “nado-mortos”, aqueles que nascem mortos ou morrem logo após o parto. Geralmente, essa relação é representada em percentagem (a cada 100 habitantes) ou em permilagem (a cada mil habitantes), sendo essa última a forma mais comum. Assim, temos que o cálculo da taxa de natalidade é:

TN = N x 1000
      P

Onde: N - é o número de nascimentos e P - a população total. Multiplica-se, no caso, por mil para obter os dados em permilagem.



Taxa de mortalidade (TM) é o número de óbitos anuais ocorridos em uma determinada região em relação à população local, também obtido em permilagem, o mais comum, ou também em percentagem. O cálculo da taxa de mortalidade expressa-se dessa forma:

TM = M x 1000
       P

Onde: M é o número de mortos anuais e P é a população total.

A diferença entre as taxas de natalidade e mortalidade representa o crescimento vegetativo de uma dada localidade, cidade, distrito, província ou país.



Agora, vamos a parte prática, calculando as TN, TM e o CV de uma cidade imaginária.

Exemplo: Calcule as taxas de natalidade, mortalidade e crescimento vegetativo (dados em permilagem) da cidade de Magicland, em 1980. Sabendo que tem uma população total de 200 mil. No entanto, no mesmo ano, houve uma incidência de 2750 nascimentos, além de 1830 óbitos.

Taxa de natalidade:

TN = 2750 x 1000
            200000

TN = 13,75‰ – ou seja, nasceram cerca de 13 crianças para cada mil habitantes.

Taxa de mortalidade

TM = 1830 x 1000
                       200000

TM = 9,15‰ – ou seja, faleceram cerca de 9 pessoas para cada mil habitantes.

Crescimento vegetativo

CV = TN – TM

CV = 13,75 – 9,15

CV = 4,6‰ – ou seja, houve um aumento natural de pouco mais de 4 habitantes para cada mil pessoas residentes na cidade



A taxa de mortalidade infantil é o número de óbitos ocorridos em crianças com menos de um (1) ano, numa população por 1000 crianças nascidas vivas.


Parábens! Se respondeu correctamente. Agora, vamos continuar com a aula.

Crescimento natural ou vegetativo -  representa a evolução do aumento do número de habitantes de uma dada região sem considerar o saldo migratório, ou seja, é o crescimento populacional envolvendo somente os habitantes oriundos do território em questão. Assim, para conhecer e quantificar o crescimento demográfico de um dado lugar, utiliza-se o cálculo das taxas de natalidade e mortalidade.



O crescimento natural da população é a diferença entre as taxas de natalidade e de mortalidade.

O crescimento natural é positivo, nulo ou negativo conforme a natalidade é maior, igual ou menor que a mortalidade.



O crescimento da população apresentou, a partir da Revolução industrial, ritmos diferentes no Mundo. Até ao início do século XX, a população Ásia, América do Norte, Europa Ocidental e até América Latina cresceram de forma significativa. Na Oceânia estabilizou-se e da África diminuiu. No século XX houve uma viragem, a população de África, Ásia e América Latina aumentou explosivamente. Na Europa, América do Norte e Oceânia o crescimento foi moderado e, nalguns casos, nulo.



Fecundidade

A fecundidade é o número de nascimentos por mulher na idade fértil (15 – 49 anos de idades) numa área geográfica e num dado período de tempo.



A taxa de fecundidade é o número de nascimento, em cada mil mulheres na idade fértil (de procriar) numa área geográfica e num dado período de tempo. Por exemplo um ano.



Esperança de vida ou longevidade

A esperança de vida é o número de anos que uma pessoa possa viver depois de nascer.



As migrações

As migrações podem ser classificadas a partir de vários critérios, tais como: a forma, ao controlo e duração do tempo e espaço.



Vamos classificar as migrações quanto ao tipo, um voluntário, por favor!

Quanto a forma podem ser: voluntárias ou forçadas. São migrações voluntárias quando a decisão da mudança de residencial habitual é feita por vontade própria. São forçadas quando as pessoas são obrigadas a mudar da sua residência habitual.

Quanto ao controlo podem ser: legais ou clandestina. São migrações legais quando se faz um registo e comunicação as entidades oficiais. São clandestinas quando as pessoas entram e residem num determinado país ou espaço sem Efectuar o registo legal.



Quanto a duração de tempo podem ser: temporárias, pendulares e definitivas. São migrações temporárias quando obedecem uma periodicidade, ou seja se forem feitas por um intervalo de tempo determinado. São pendulares se forem movimentos diários de vaivém, por exemplo a ida e volta de casa – escola – casa ou casa – serviço – casa. São migrações definitivas quando as pessoas se deslocam por um tempo indeterminado.



Quanto ao espaço podem ser: internas e externas.

As migrações internas ocorrem dentro do mesmo país. Por exemplo o êxodo rural (a saída de pessoas de áreas rurais para a cidade).



As migrações externas ou internacionais referem-se a deslocação de pessoas de um país para o outro. As migrações internas assumem duas formas: Emigração e Imigração.



Emigração é a saída voluntária de nacionais  para um território estrangeiro com a intenção de aí fixarem, temporária ou definitivamente a sua residência.



Imigração é a entrada de indivíduos num país com intenção de nele fixarem, temporária ou definitivamente, a sua residência.



O saldo migratório é a diferença entre a imigração e emigração. (SM = I – E)



Diz-se que o saldo migratório é positivo quando a imigração é maior do que a emigração.



Diz-se que o saldo migratório é negativo quando a imigração é menor do que a emigração (houve mais saída de pessoa para o estrangeiro).



Crescimento efectivo é a soma aritmética do crescimento natural e do saldo migratório. A taxa de crescimento efectivo é o resultado da soma das duas taxas.



As causas das migrações

De uma forma geral nos países de origem são motivadas por falta de emprego e de condições básicas necessárias para garantir uma vida com um mínimo de dignidade, perseguições políticas e/ou religiosas. Nos países de acolhimento, aceitam elementos jovens e adultos aos trabalhos mais duros e prestigiantes. Ora vejamos, em detalhes.



Vamos sentar em grupo, no entanto cada grupo vai descrever um factor de cada, e eu (professor (a)) vou fazer anotação de resultado de cada grupo. Combinado?

i.            Factores de ordem físico-naturais

ü   Maus solos e climas

ü   Calamidades naturais (secas, cheias e tempestades)

ü   Esgotamento de solos

ü   Desertificação

ü   Disponibilidade de água

ü   Pragas agrícolas

ü   Disponibilidade de vegetação

ü   Sismos e vulcões





ii.            Factores de ordem histórica

ü  Guerras

ü  Colonização

ü  Ideias políticas



iii.            Factores de ordem sócio-económicas

ü  A procura de melhores condições de vida

ü  Melhores salários

ü  As epidemias e fome

ü  Fracos investimentos

ü  Desemprego



iv.            Factores de ordem étnico-religiosa

ü  Peregrinação

ü  Perseguições étnico-religiosas

ü  Guerras tribais

ü  Xenofobia



v.            Factores de ordem política

ü  Guerras

ü  Perseguições políticas

ü  Tensões políticas ou militares e ideias políticas (ideologia)



Óptimo! Agora, vamos fazer o mesmo com as as consequências das migrações, um grupo para lugar de saída e outro para o de chegada. Mãos à obra...



As consequências das migrações

De modo geral, nos países  de origem verifica-se envelhecimento da população, diminuição das natalidades, motivadas pelo facto de um número significativo dos que emigram se encontrarem em idade de procriar. Nos países de acolhimento, necessitam de mão-de-obra pouco qualificada para reconstruírem as suas economias. Entre décadas de 1950 e 1990 verificou emigrações massivas para ex. RDA e RFA dos habitantes de Sul da Europa e África. Hoje em dia, o cenário mudou devido as reacções de carácter étnico, religioso e subida ao poder de regimes democráticos. De forma mais resumida, temos o seguinte.



i.                    No lugar de  partida (saída)

ü  Diminuição de efectivos populacionais

ü  Diminuição da população jovem

ü  Diminuição da produção e produtividade

ü  Diminuição da mão-de-obra

ü  Redução de natalidade e fecundidade

ü  Desequilíbrio na estrutura demográfica

ü  Envelhecimento da população



ii.                  No lugar de chegada

ü  Crescimento da população

ü  Aumento da população jovem

ü  Aumento da produção e produtividade

ü  Aumento da mão-de-obra

ü  Aumento de natalidade e fecundidade

ü  Desequilíbrio na estrutura demográfica

ü  Falta de habitação

ü  Desemprego

ü  Aumento da criminalidade, marginalidade, mendicidade, prostituição e delinquência

ü  Trabalho e prostituição infantil

ü  Surgimento de bairros de latas e clandestinos.



A distribuição da população mundial

A  população mundial encontra-se distribuída de forma muito irregular, existindo áreas, com valores a 200, 500 ou mais hab./Km2, outras, pelo contrário, ocupando uma maior extensão, chegam  a ter densidades inferiores a 1 hab./Km2.



A população mundial está distribuída de forma irregular. As maiores concentrações localizam-se no Nordeste da América do Norte (EUA e Canada), Europa Ocidental e na Ásia das Monções)



Na Ásia das Monções há duas regiões: Ásia Oriental (China, Japão e Filipinas) e na Ásia Meridional (União indiana, Paquistão, Sri Lanka, Indonésia e Bangladesh).



Portanto, a Ásia das Monções, Europa Ocidental e Nordeste dos EUA e Canada localizam-se entre os paralelos 20º e 60º N.



Os Factores físico-naturais

i)                    O clima

As maiores concentrações humanas encontram-se na zona temperada de Norte, entre os paralelos 20º e 60º N, no clima temperado. Este clima é mais atractivo, por isso estimula as actividades humanas.



As menores concentrações humanas registam-se nos climas frios, sobretudo nas regiões polares e de grandes altitudes pois, possuem baixas temperaturas, nas regiões desérticas onde as temperaturas são elevadíssimas e isso, está associada a escassez da humidade atmosférica para a sobrevivência humana.



Nas regiões tropicais, é devido a abundância das chuvas, doenças endémicas e tropicais (malária e cólera) e da predominância de florestas densas.



ii)                  O relevo

As maiores elevações terrestres (cadeias de Himalaias, Andes e montanhas rochosas da América do Norte) são os maiores vazios humanos do planeta.



O relevo montanhoso dificulta a comunicação entre a população, e apresenta solos pobres para a pratica da agricultura, associado a isso, também é devido ao factor relevo ou seja quanto maior for a altitude menor será a temperatura.



iii)                O solo

A população concentra-se nos solos mais férteis, junto as margens dos rios e lagos, sobretudo nas planícies fluviais e lacustres e nos vales das montanhas.



iv)                A vegetação

As menores concentrações da população verifica-se nas florestas densas de África, América e Oceânia, e nas florestas subárcticas de Europa e Ásia.



v)                  Recursos hídricos

Regista-se mais concentrações ao longo do litoral, junto aos portos marítimos, lacustres e fluviais dos continentes. Na Europa é comum verificar-se concentrações humanas ao longo dos rios e lagos devido ao acesso a água potável para o consumo domestico e industrial, desporto aquático e como vias de comunicação.



Os Factores humanos e económicos (sócio-económicos)

i)                    Agricultura e pecuária

A população concentra-se nos solos aráveis que são propícias para a prática de agricultura e prática de pecuária como por exemplo: nos vales dos rios Nilo, Zambeze e Níger (África) Ganges e Indo (Índia), Yang Tsé e Chiang (China).



ii)                  Indústria e comércio

Algumas cidades antigas da Europa, América e Ásia localizavam-se nas regiões próximas das minas e fontes energéticas, daí a existência de maiores aglomerações humanas. Por exemplo Cidade de Liverpool, Manchester, Tóquio, Chicago, São Paulo, Rio de Janeiro e outras.



iii)                Transporte

A maior parte da concentração de vias de acesso de transporte e vias de comunicações para facilitar a movimentação de pessoas e mercadorias. Por isso as regiões próximas dos portos marítimos, fluviais e lacustres. Assim como ao longo do litoral são de maiores concentrações humanas.



AGRICULTURA

Agricultura é a arte de cultivar terra e domesticar animais úteis ao homem (Pierre George).

A agricultura foi descoberta no Neolítico há mais de 7000 anos. De recordar que antes o homem dependia da natureza ou seja tinha uma economia recolectora, era nómada, alimentava-se de raízes, frutos e com as primeiras invenções desenvolveu arco, a flecha e o arpão que lhe permitiu caçar e pescar. Com a escassez de alimentos em certos espaços geográficos e o deslocamento das suas presas de acordo com o ritmo das estações de tempo, ganhou novas dinâmicas.



Com a prática da agricultura foi um passo gigantesco para a humanidade e deu-se uma revolução, dando lugar a sedentarização, e isso facilitou a produção de alimentos, no entanto assistiu-se o aumento da produção e produtividade, houve muitas inovações e rápido crescimento da população e redução de crises alimentares.

        



                                                 

Os factores condicionantes à produção agrícola

i. Factores físico-naturais

- Doenças e pragas agrícolas

- Disponibilidade de bons climas

- Disponibilidade de solos aráveis

- Disponibilidade de recursos hídricos (água)

- Existência de planícies e vales fluviais

- Desastres naturais (as poeiras vulcânicas fertilizam os solos)

- Disponibilidade de vegetação



ii. Factores sócio-económicos

- Disponibilidade de capital financeira (investimentos)

- Disponibilidade de transporte e vias de comunicação

- Disponibilidade de mercado de comercialização

- Disponibilidade de insumos agrícolas

- Existência de políticas agrárias

- Estabilidade de tecnologia



 OS SISTEMAS AGRÁRIOS

Os sistemas de cultura é a forma como o solo é utilizado para obter uma determinada produção. Os sistemas de produção podem ser: intensivos ou extensivos.



O sistema intensivo é o processo de exploração agrícola que recorre a muitos inputs (rega, tecnologia, trabalho e investimentos), para a obtenção de maiores rendimentos embora crie grandes impactos ecológicos.



O sistema extensivo é um processo que recorre a poucos inputs, e, realizado em regime de sequeiro (sem recorrer a rega) levando a obtenção de menores rendimentos.



De uma forma geral existem dois tipos de sistemas agrários: Agricultura tradicional (de subsistência) e moderna (industrial).



Características
Agricultura familiar
Agricultura moderna
Tipo de agricultura
Tradicional
Moderna
Sistema de cultura
Policultura
Monocultura

Técnicas agrícolas
Instrumentos rudimentares como enxadas, ancinho e depende das condições climáticas
Mecanização, especialização e máquinas
Mão-de-obra
Familiar
Trabalhadores assalariados
Objectivos de produção
Consumo familiar e venda de excedente
Comercialização (mercado)
Principais culturas
Algodão, milho, uvas, amendoim, mandioca, feijão, batata-doce, etc.
Trigo, arroz, citrinos, milho, mapira, girassol, tabaco etc.



I - A agricultura tradicional (subsistência)



Agricultura tradicional depende integralmente das condições atmosféricas e é desenvolvidas maioritariamente nos países

§  tropicais, fazem parte:

§  A agricultura de sequeiro

§  Agricultura itinerante

§  Agricultura de oásis (no desertos)

§  Agricultura de campos abertos (Openfield) na Europa

§  Agricultura de campos fechados (Bocage)

§  Agricultura das monções (rizicultura)



a)      Agricultura de sequeiro – é aquela em que o desenvolvimento das plantas está dependente exclusivamente das precipitações atmosféricas. No entanto, é praticada de forma rudimentar, e muitas das vezes evolui acompanhada de queimadas, rotação e pousio de culturas.



Esta agricultura está associada a fortes densidades populacionais e uma exploração completa do terreno através de cultivo permanente dos campos, usa-se estrumes e adubação permanentemente, o que lhe permite a renovação rápida do solo.



b)      A agricultura itinerante – é aquela em que o agricultor muda constantemente do campo de produção, no clima equatorial. Esta agricultura caracteriza-se pela fraca produtividade, uso de queimadas, abandono dos solos e é praticada em pequenos grupos (nómadas) Por exemplo: o agricultor  pode possuir quatro (4) espaço de produção onde pode fazer a rotação de cultura em diferentes períodos de produção.

II - A agricultura moderna

Agricultura moderna depende essencialmente de factores económicos, e é influenciada pelo mercado de comercialização, no entanto fazem parte:

§  A agricultura científica

§  Agricultura de mercado

§  Agricultura empresarial

§  Agricultura especializada

§  Agricultura de plantações

Estas formas de agricultura são desenvolvidas, sobretudo, nas zonas temperadas e nos países desenvolvidos (Europa e América do Norte) e envolve enormes capitais financeiros, elevados rendimentos, e, é uma agricultura ligada a indústria alimentar.

Agricultura moderna de plantações é praticada nos países tropicais, é uma agricultura científica e mecanizada virada para o mercado exterior, é uma agricultura que envolve enormes capitais, e é dependente de capitais estrangeiros. Está agricultura está virada para a produção de algodão, sisal, girassol, copra, citrinos, bananas e castanha de caju.



A distribuição geográfica de  algumas culturas

Distribuição
Cereais
Europa Ocidental, Canadá, EUA e China
Milho
Ásia e EUA
Arroz
Europa Ocidental, EUA, Argentina, Canadá, Austrália, China e Índia
Trigo

Distribuição
Culturas Industriais
China, EUA, Egipto, México, Moçambique
Algodão
Brasil, EUA, Filipinas, África Ocidental
Oleaginosas
Brasil, Cuba, Índia, China, Colômbia, México, RSA
Cana sacarina

Tipos de gado

Os tipos de gado mais produzido, a nível mundial são: bovino (bois), caprino (cabritos), ovinos (ovelhas), suíno (porcos), galináceo (galinhas e frangos), equino (cavalo), canino (cães) e asinino (burros).



                                                              i.      Gado bovino é composto por bois e algumas espécies de búfalo ou elevado grau de valor económico devido a produção de carne, leite e couro. Os maiores produtores são: a Índia, Brasil, China, EUA, Argentina, Sudão e Etiópia.



                                                            ii.      Gado suíno é composto por porcos domésticos, é uma espécie da pecuária muito rentável que não precisa de muitos cuidados. Os maiores produtores mundiais são: A China, EUA, Brasil, Alemanha, Espanha, Vietname, Polónia e Portugal.

                                                          iii.      Gado ovino é composto por ovelhas e carneiros e têm uma importância significativa na produção de carne, leite e lã. Os mais produtores são: A China, Austrália, Índia, Irão, Sudão, Nova Zelândia e Reino Unido.



                                                          iv.      Gado caprino é composto por cabras para a produção de carne. Os maiores produtores mundiais são: China, Índia, Paquistão, Sudão, Bangladesh, Nigéria e Irão.



Para além de cabras, produz-se, em todo mundo, frangos para a produção de carne, pintos e ovos. Brasil, México, Argentina, Inglaterra, Espanha e os EUA são maiores produtores do gado equino.

Os sistemas pecuários (intensiva e extensiva)

A pecuária intensiva é um sistema de criação em que o gado é criado num espaço bastante reduzido de modo a receber melhores cuidados por parte dos criadores.

A pecuária intensiva encontra-se mais representada nos países desenvolvidos.



Características da pecuária intensiva

        Grandes investimentos de capitais

        Objectivo é a produção de carne, leite, lã, couro, ovos e pintos para o mercado.

        O gado é criado em estábulos

        Emprega-se tecnologia moderna

        Alimentação é adequada (ração)

        Selecção das espécies (raças)



A pecuária extensiva é um sistema de criação em que o gado ocupa um espaço maior, recebendo menores cuidados por parte dos criadores.



Características da pecuária extensiva

        Produção de carne

        Aumento de rebanho

        Recebe menores cuidados



Tipos de pastorícia

i.                    Nomadismo – é uma forma em que os pastores dependem de deslocações a grandes distância a busca de pastagens naturais.



ii.                  Transumância – nesta a deslocação dos pastores observa-se mediante a variação das estações do ano, sendo que no verão os rebanhos se deslocam para a montanha e no inverno para a planície. Diferentemente do nomadismo, nesta apenas se deslocam os rebanhos e os pastores



iii.                Pastoreio de montanha – caracteriza as regiões de elevada altitude, nas quais no inverno o gado permanece em estábulos e no verão vai para as pastagens da montanha.



A importância económica da pecuária

Ø  É uma fonte de emprego

Ø  Garante a entrada de divisas (capital) para o país

Ø  Fornece carne, leite, lã, couro, pele e ovos, desenvolve o comércio e auxilia na agricultura

Ø  Fornece fertilizantes para a agricultura

Ø  Serve de tracção animal

Ø  Fornece matéria-prima para as indústrias têxteis, calçados, de lacticínios, de conservas, de produção de rações, de cardumes, estimula a ciência, etc.



Classificação das indústrias

De uma forma geral (tradicional) temos os seguintes tipos de indústrias:

i.                    Indústria extractiva é uma actividade que se dedica a exploração de recursos minerais, energéticos e florestais. Por exemplo: O ouro, petróleo, gás natural, ferro, madeira etc.



ii.                  Indústria transformadora é aquela que processa a matéria-prima bruta ou semi-elaborada em produtos intermédios ou finais. Por exemplo: Cimento, vestuário, calçados, bebidas, etc.



As indústrias podem ser classificadas segundo o peso e o valor dos produtos onde temos:

i.                    Indústria ligeira é aquela que transforma a matéria-prima em produtos de bens de uso e consumo directo da população ou seja  tem produto final de grande valor em relaç`ao ao peso. Por exemplo: vestuário, calçado, alimentos, etc.



ii.                  Indústria pesada é aquela que transforma a matéria-prima bruta recorrendo ao uso de metais como ferro para o fabrico de equipamentos que não são de uso directo da população ou seja trabalha grandes quantidades de matéria-prima que tem pequeno valor em relação ao peso. Por exemplo: O cimento, material ferroviário, siderúrgico, metalúrgico, petroquímica, etc.



As características da indústria pesada (Base e equipamento)
Ø  Consumo de muita energia;
Ø  Ocupa instalações volumosas;
Ø  Elevados investimentos e uso permanente de metais




Os Factores da localização da indústria

Factores naturais

Ø  Abundância de água;

Ø  Existência de matéria-prima;

Ø  Existência de fontes de energia (Carvão mineral, petróleo, gás natural, electricidade ou outras fontes alternativas).



NB: Actualmente, a localização da indústria não depende dos factores naturais. Com a descoberta da electricidade, localiza-se perto dos centros de investigação ou universidades.



Factores sócio-económicos

Ø  Disponibilidade financeira;

Ø  Disponibilidade de mercado consumidor;

Ø  Disponibilidade de mão-de-obra;

Ø  Disponibilidade de transportes e comunicações;

Ø  Disponibilidade de tecnologia e

Ø  Conhecimentos científicos etc.





Factores políticos

Ø  Boa governação;

Ø  Estabilidade ou instabilidade política(s) e

Ø  Políticas governamentais.



As fases da revolução industrial no mundo

A Revolução Industrial teve três fases distintas, nomeadamente:

1ª Fase: A descoberta de carvão e a invenção da máquina a vapor

Ø  Inicio da mecanização na indústria têxtil, o carvão é usado como combustível para a máquina a vapor inventada por James Watt (1769) e como matéria-prima associada ao ferro para o fabrico de aço;

Ø  As indústrias estavam localizadas perto da matéria-prima e energia devido a dificuldades dos transportes;

Ø  Desenvolvimento dos circuitos de transportes aquáticos e terrestres, com a construção dos primeiros caminhos-de-ferro na Inglaterra (1825), a abertura dos canais de Suez (1869) e do Panamá (1914)

Ø  Surgimento dos primeiros movimentos de sindicatos de trabalhadores no mundo.



2ª Fase: Revolução energética (Descoberta de petróleo e de electricidade)

Ø  Descoberta da electricidade e do petróleo nos EUA;

Ø  Desenvolvimento da indústria química com as aplicações do petróleo e seus derivados;

Ø  Nova revolução nos transportes e comunicações com a invenção do motor a explosão (1890); do telefone (1876); da rádio (1920); e da televisão (1945);

Ø  Houve uma divisão e especialização mundial do trabalho cada vez mais acensuada entre os países do Sul e de Norte.



3ª Fase: A descoberta da energia nuclear, a automatização e a automação

Ø  Utilização dos primeiros computadores nas pesquisas científicas (1946). A informática torna-se uma ciência;

Ø  Automatização[2] e automação[3] em coordenação com computadores e máquinas robots (robô);

Ø  O aproveitamento da energia geotérmica, forças das marés, energias solar, eólica, biomassa e, sobretudo a energia nuclear;

Ø  O avião passou a ser utilizado para fins comerciais e deslocamento de pessoas e mercadorias;

Ø  Modernização dos transportes e comunicações via satélite e dos transportes terrestres e aquáticos.

Ø  Uso da tecnologia de ponta[4] e trabalho em cadeia[5].



Recursos naturais renováveis e não renováveis
Recurso natural é um bem que o homem precisa para satisfazer às suas necessidades.

i.                    As fontes renováveis

São aquelas que mesmo utilizadas são susceptíveis (vulneráveis) de recuperação ou seja não se esgotam. Por exemplo: energias solar, eólica, geotérmica, eléctrica e as forças das marés.



ii.                  As fontes não renováveis

São aquelas que uma vez utilizadas não são susceptíveis de recuperação ou seja esgotam-se. Por exemplo: O petróleo, gás natural, carvão mineral e metais fósseis (plutónio e urânio).

As principais associações comerciais e blocos regionais mundiais

Ø  UE (União Europeia) constituída por 27 países devido a saída do Reino Unido (Brexit)

Ø  ACP (África, Caraíbas e Pacífico)

Ø  ASIEN (Associação dos Países do Sudoeste Asiático)

Ø  NAFTA (Acordo de Livre Comércio da América do Norte). Constituído pelos EUA e Canadá.

Ø  MERCOSUL ou MERCOSUR (Mercado Comum do Cone Sul). Constituído pelos países da América do Sul.

Ø  OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). Os países membros são: Arábia Saudita, Kuwait, Emiratos Árabes, Barém, Qatar, Irão, Iraque, Líbia, Argélia, Camarões, Venezuela, Equador, Indonésia e Angola.



Os produtos turísticos

De forma geral, as linhas de produtos turísticos mais procurados são: turismo de sol, de praia, ecoturismo, aventurismo, de negócio, de visita, montanha, termal, desportivo, recreativo, literário, religioso, ambiental, militar, histórico e outras.



i.                    Turismo cultural

Praticado para aquisição de novos conhecimentos. Este tipo de turismo compõe-se de um público bem específico. O termo cultura é mais abrangente, porém se refere aos estilos de vida, a valorização do património artístico como cinemas, templos, fortalezas, feiras, arenas, antigas cidades e vilas, museus, praças e locais onde são organizados grandes festivais culturais. Por exemplo: A Fortaleza de Maputo, Ilha de Moçambique, Baía das Gatas em Cabo Verde, etc.



ii.                  Turismo cinergético

É o conjunto de actividades turísticas relacionadas com a caça, pesca desportiva, fotografia, recreação, comércio, filmagens, contemplação de animais selvagens e vegetação.



iii.                Ecoturismo (turismo ecológico)

É o conjunto de actividade turísticas desenvolvidas em áreas naturais visando a conservação do meio ambiente e a promoção de bem-estar das comunidades locais.



iv.                Turismo desportivo

Acontece em locais organizados para grandes eventos com as manifestações desportivas, no entanto é notável nas grandes movimentações de pessoas nos jogos olímpicos, campeonatos mundiais, continentais e em cada país assim como nas caças desportivas, pesca desportiva, alpinismo, golfe, ténis, atletismo, centros hípicos, da fórmula 1 e outros desportos de índole profissional.



v.                  Turismo recreativo

É praticado em locais de lazeres, sobretudo nas praias, ilhas exóticas, nos parques e reservas, nas barragens em vista a desfrutar de belas paisagens naturais pelas viagens por simples prazer, espírito de imitação e mistura de ambientes.



vi.                Turismo literário

Trata-se de um turismo em que o turista procura um contacto directo com o autor de uma determinada obra literária, por questão de reconhecimento ou devoção. Alguns o fazem pela simples observação do local, antes visto em filmes, jornais, revistas, internet ou mesmo em novelas. Os turistas literários, muitas das vezes, visitam esses locais, porque inspiraram muitos autores para produção de certas obras literárias.



vii.              Turismo religioso

Trata-se de um turismo organizado de forma individual ou colectiva, em romarias, penitências, castidades, peregrinações movido por cumprimento de certas confissões, dogmas, pactos, arrependimento, promessas, votos e/ou fidelidade, sobretudo em locais sagrados e santuários. Por exemplo: Peregrinação à Fátima (Portugal), à Lourdes (França), à Meca, à Namaacha, à Jerusalém etc.



viii.            Turismo ambiental ou ecoturismo

Este turismo é considerado ecológico ou ecoturismo, este envolve viagens para lugares naturais pois promove o contacto directo com a Natureza e a promoção de bem-estar das comunidades locais. 



ix.                Turismo de montanha

Está associado a prática de alpinismo, aos desportos radicais e do inverno (na neve). Por exemplo do turismo praticado na Serra das Estrelas (Portugal) e nas Himalaias (Ásia).



x.                  Turismo rural

Está ligado a vivência, hábito e costumes com o meio rural, visita as antigas ruínas (palácios e casas tradicionais). Por exemplo: No antigo reino de Grande Zimbabwe.



xi.                Turismo de aventura (aventurismo)

Este tipo é praticado maioritariamente por jovens e está ligado aos desportos radicais. Por exemplo a corrida de bicicletas, alpinismo etc.



xii.              Turismo termal

Esta prática é uma das mais antigas e está associada com o aproveitamento das águas termais (nascentes de água quente), pois são benéficas a saúde e o bem-estar. De referir que as suas águas são usadas para fins medicinais. Essas locais são mais comuns nos Açores, Indonésia, Sibéria e Moçambique (Niassa e Zambézia).



xiii.            Turismo balnear

Está associado ao mergulho (praia, piscinas e cascatas). Por exemplo: Cascatas de Namaacha.



xiv.            Turismo sénior

Resulta do envelhecimento da população, este tipo é mais praticado nos países mais desenvolvido do mundo, devido a predominância da população da terceira idade, sobretudo na Europa Ocidental e Central, EUA, Canadá e Japão.



xv.              Turismo militar

É praticado nas antigas bases militares, bases navais e quartéis que serviram de locais de inspiração para muitos militares e heróis em todo mundo.



A importância do turismo

*      Permite a entrada de divisas (moeda estrangeira)

*      Permite o desenvolvimento das vias de transporte e comunicação

*      Permite a criação de mais postos de trabalhos

*      Impulsiona o desenvolvimento do artesanato e outros serviços ligados a indústria hoteleira

*      Permite o aumento dos rendimentos e do consumo dos produtos locais

*      Desenvolve o comércio e a pesca

*      Criação de infra-estruturas

*      É uma fonte de emprego para a população

*      Permite o desenvolvimento das zonas rurais e urbana

*      Estimula o êxodo rural



Impacto económico do turismo

ü  Regista ganhos em moeda estrangeira que resulta das receitas obtidas através da venda de bens e serviços aos turistas,

ü  Criação de emprego para a população local gerado pelo turismo directa ou indirectamente,

ü  Contribuição para a entrada de divisas ou receitas do Estado e

ü  Contribuição para o desenvolvimento da região ou país,



Impacto sócio-ambiental do turismo

ü  Destruição dos solos costeiros

ü  Poluição das praias e locais turísticos

ü  Saturação de serviços e equipamentos

ü  Saturação da população (superpovoamento)

ü  Poluição de (água, do ar, sonora e solos) e congestionamento de viaturas

ü  Melhoria de infra-estruturas sócio-económicas

ü  Conservação de áreas naturais importantes (florestas sagradas, reservas e parques naturais)

ü  Conservação de locais (arqueológicos, históricos e de carácter cultural e arquitectónico)

ü  Assoreamento da costa, devido às acções humanas, com destruição de corais

ü  Degradação da flora e da fauna local devido ao desflorestamento

ü  Prática de caça e pesca ilegal

ü  Desaparecimento de animais em via de extinção

ü  Pilhagens dos recursos naturais (solos dunares)



     

Protecção do meio ambiente

ü  Educação ambiental

ü  Regular a circulação de viaturas nas praias, nas dunas e fiscalizar o turismo nos parques e reservas

ü  Envolver as comunidades locais na gestão do turismo

ü  Proibir a destruição de recifes, corais, vegetação e dunas incluindo a caça e pesca ilegal de animais nos parques, lagos e lagoas naturais no interior e ao longo da costa



Classificação das cidades

As cidades podem ser agrupadas de acordo com a sua função dominante, ou seja com actividade ou serviço com maior relevância.



Desta forma existe cidades com:



i.                    Função industrial (onde predomina a indústria)



Por exemplo: As cidades de Manchester e Liverpool (Inglaterra), Dusseldorf (Alemanha) e muitas outras.



ii.                  Função político-administrativa (capital de um país ou região onde está a autoridade administrativa)



Pode-se citar, como exemplo de cidades político-administrativas, Brasília (Brasil), Pretória (África do Sul), Washington (EUA), Ottawa (Canadá), entre outras.



iii.                Função comercial (onde o sector comercial é bastante expressivo).



Alguns exemplos: Marselha, Amesterdão, Colónia, Detroit, Dakar, Montreal.



iv.                Função religiosa (por estar ligada a alguma tradição ou valor religioso).  Exemplos de cidades desse tipo são: Jerusalém (Israel), Meca (Arábia Saudita), Aparecida do Norte (Brasil), Santiago de Compostela (Espanha), Trindade (Brasil), Fátima (Portugal), Lourdes (França), entre outras.



v.                  Função cultural (Locais onde existam universidade ou centros culturais). Esta função relaciona-se com a edificação (também remontando à Idade Média) de universidades, conventos ou abadias, pois era o clero (naquela época) que detinha a literacia. Actualmente, para além de locais com famosas universidades, há ainda a acrescentar a cidades com esta função, locais de investigação e centros de estudo: Coimbra, Oxford, Cambridge, Salamanca.



vi.                Função defensiva (Como era o caso das cidades fortificadas da idade média). A maior parte destas cidades surgiu também na Idade Média, com as cidades-fortalezas, construídas preferencialmente no cimo de elevações, onde era edificado um castelo e rodeado por muralhas. Muitas das actuais cidades derivam deste factor: Bragança, Leiria, Roma, Toledo, Almeida, Elvas e outras.



vii.              Função residencial (Surge principalmente nas localidades ou bairros a volta das grandes cidades). Por exemplo: cidade da Matola.



viii.            Cidades turísticas: são cidades que possuem algum significativo atractivo turístico e de lazer, seja pelos seus recursos naturais, seja pelas possibilidades oferecidas pelo seu espaço geográfico. Dentre esse tipo de cidade, podemos citar Las Vegas (EUA), Porto Seguro (Brasil), Cancun (México) etc.



Geografia Económica de Moçambique



População: conceito e importância

Vamos então, procurar a resposta para esta pergunta: o que é a população humana?

De uma forma simples, entende-se por população humana, o conjunto de pessoas que habitam num determinado espaço geográfico ou território. Assim, a população pode ser de localidade, distrito, cidade, província, país, continente ou do globo terrestre/Mundo.

O estudo da população é de extrema importância, porque permite-nos ter respostas de perguntas tais como: Quantos somos? Quem somos nós? Como crescemos? Onde e como vivemos? Como estamos estruturados por idade e sexo? Que actividades desenvolvemos? Quais são as nossas necessidades materiais e espirituais? E tantas outras que podemos formular.

Os dados sobre a população são de grande utilidade para as mais diversas esferas  ou domínios da vida económica, social, política, histórica  e cultural do nosso país, permitindo deste modo, uma melhor planificação do seu desenvolvimento.



A evolução da população

Os valores quantitativos e qualitativos da população moçambicana vão variando com o tempo e as condições de vida.

Os dados sobre o tamanho (quantidade), composição (etária, sexual e sectorial) e qualidade (lugar onde vive, como vive, formação, etc.) da população nos são revelados pelos resultados do recenseamento geral da população e habitação, que em condições normais, desde a história do Moçambique independente  acontece de dez em dez anos,  observemos  a tabela 8 que se segue sobre a evolução da população moçambicana depois da Independência Nacional.

Recenseamento
Ano de realização
População total (hab.)
Obs.
I
1980
12.130.000
Entre 1980 e 1997 o intervalo é 17 anos   devido  a guerra civil.
II
1997
16.099.246
III
2007
20.579.265
Censo 2007
IV
2017
28.861.863
Censo 2017



As principais causas da elevada taxa de natalidade prendem-se com:

- A elevada taxa do analfabetismo;

- casamentos prematuros;

- gravidezes precoces;

- estruturas sociais e tradicionais baseadas em tradições e costumes religiosos;

- necessidade de mão-de-obra familiar;

- prestígio no seio familiar;

- falta de conhecimento de métodos de planeamento familiar;

- prática de poligamia.



Para estancar as elavadas taxas de natalidade é necessario:

- Melhorar o nível de vida socioeconómico;

- inserir a mulher no mercado de trabalho;

- erradicar o analfabetismo;

- mudar a mentalidade nas comunidades locais;

- dar uma educação sexual eficaz;

- diminuir os encargos de famílias enumeradas;

- incentivar casamentos tardios;



Mortalidade é o número de mortes ou óbitos ocorridos numa dada região, num dado período de tempo.

Taxa de mortalidade é a relação entre o número de óbitos ocorridos num ano, num dado lugar, e o número total de habitantes desse mesmo lugar, em cada mil habitantes.

TM=

M -número de óbitos/mortos e     P- número da população total.



Taxa de mortalidade infantil é a relação entre o número de óbitos ocorridos em crianças com menos de um ano, num dado lugar, e o número total de nados vivos desse mesmo lugar, por mil.

TMI=

M- número de óbitos com idade inferior de 1 (um) ano,   NV- número de nados vivos.



A taxa geral de mortalidade em Moçambique é influencionada por :

- Oposição ao tratamento hospitalar (devido a algumas  crenças tradicionais e religiosas);

-  doenças  endémicas (como a cólera, tuberculose e a malária);

-  ao HIV/SIDA;

- baixo nível de vida (escolaridade, emprego, habitação, alimentação, etc.);

- suicídios;

- guerras (durante o conflito armado no país);

- falta de assistência médica e medicamentosa adequada em alguns pontos do país.



Perante esta situação, são envidados grandes esforços, pelo governo e parceiros de cooperação, no sentido de inverter o cenário, convista a melhoria de condições de assistência médica, medicamentosa, de alimentação, habitação, educação, nível de vida e de trabalho.



Crescimento Natural ou Saldo fisiológico - é a diferença entre o número de nascimentos e o número de óbitos num ano e dado lugar.

Taxa de Crescimento Natural - é a diferença entre a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade verificada num ano, lugar e o número total da população desse mesmo lugar em cada mil habitantes.

TCN=

TCN- Taxa de Crescimento Natural, TN- Taxa de Natalidade, TM- Taxa de Mortalidade e Pt- População total.

O crescimento natural da população, segundo o INE, 2011, em 2007 era de 2.8%.

Esperança média da vida á nascença ou longevidade - indica o número médio de anos que uma pessoa pode viver ao nascer.

 Segundo, o censo de 2007, a esperança de vida em Moçambique é de 50.9 anos, sendo, 48.8 para homens e 52.9 para mulheres (INE, 2011:19).

Os factores que concorrem para o seu aumento, são:

- A redução da mortalidade, com a melhoria dos serviços de assistência médica e medicamentosa;

- a melhoria das condições de alimentação, habitação e trabalho.



Estrutura Sectorial da População Moçambicana

A população em termos económicos, pode ser: economicamente activa, aquela que está em condições de trabalhar e população dependente ou passiva, a que não esta em condições de trabalhar (crianças e idosos).

A população economicamente activa, ocupa-se das mais diversificadas actividades, agrupadas em sectores, a saber:

Sector primário comporta actividades como: agricultura, pecuária, pesca, silvicultura, caça e recolecção. De salientar que este sector, absorve a maior parte da população moçambicana.

Sector secundário congrega as seguintes actividades: indústria (transformadora) e construção civil e obras públicas.

 Sector terciário abrange serviços  de educação, saúde, comércio, transportes, comunicações, banca  e seguros.

Actualmente, devido ao desenvolvimento económico, científico e tecnológico, pode-se falar do sector quaternário, contemplando os cientistas, investigadores e outros profissionais das tecnologias de ponta.



Distribuição Geográfica  da População Moçambicana

A população moçambicana, encontra-se distribuída de forma desigual ao longo do território nacional, devido à influências de vários factores, tais como:

1-      Naturais: clima, relevo, vegetação, solos, recursos de água, riqueza do subsolo, etc.

2-      Socioeconómicos: desigualdade em termos de nível de desenvolvimento social e económico entres as regiões: Sul, Centro e Norte do País.

3-      Histórico-Políticos: o passado colonial, e as guerras de libertação nacional e de desestabilização.





Principais problemas demográficos  em Moçambique

Moçambique, é um País em desenvolvimento com uma taxa de crescimento da população relativamente alta, e que conta com uma população maioritariamente jovem, o que coloca ao Estado Moçambicano certos desafios relacionados com problemas demográficos, sendo de destacar os seguintes:

No domínio da educação - a prevalência duma alta taxa de analfabetismo, dificuldades na absorção de crianças em idade escolar, superlotação das turmas, sobretudo nos centros urbanos, falta de salas de aula,  entre outros.

No domínio da saúde - apesar dos esforços em curso, para minimizar as dificuldades no sector, ainda constituem preocupação, a falta de médicos, hospitais, centros de saúde e fármacos.

Desemprego - este mal social, verifica-se sobretudo, nos centros urbanos, lugar onde converge o movimento migratório campo-cidade (êxodo-rural). O aumento de número de desempregados provoca o surgimento de fenómenos, tais como: a marginalidade, a mendicidade, a criminalidade, a prostituição, etc.

Habitação - neste domínio, importa destacar que, constitui um grande problema, a falta de boas condições de habitabilidade, o surgimento de bairros suburbanos com imóveis construídos com base num material precário.

Alimentação - o país é produtor de uma grande diversidade de alimentos. Mas, denota-se na população problemas graves de desnutrição crónica; derivados de hábitos alimentares pouco apropriados. Campanhas estão sendo levadas a cabo junto às comunidades, com o intuito de  sensibilizá-las sobre a necessidade  de mudança de atitude no tocante ao hábitos alimentares.

Ambiente - nos centros urbanos e na periferia dos mesmos,  verifica-se uma degradação da qualidade de ambiente, devido a exploração intensiva de recursos, superlotação de imóveis, produção de resíduos sólidos, entre outros problemas.



Factores que influenciam na Agricultura

i.                    Factores naturais.

Clima é um factor fundamental que influencia positiva e/ou negativamente na produção agrícola, pois, interfere na selecção e distribuição geográfica de culturas agrícolas, bem como, na fixação do calendário agrícola.

 Relevo – o relevo muito acidentado constitui um entrave para a prática da agricultura em relação as terras baixas (planícies, vales dos rios, etc.) e influencia no clima da região.

Solo – constitui um dos factores essenciais para esta actividade, daí que é importante, examiná-lo antes, pois nem todos os tipos de solos são favoráveis ao desenvolvimento de culturas agrícolas.



ii.                  Factores humanos e socioeconómicos

 Capital – interfere na refinação do modelo de produção agrícola; na aquisição de equipamentos, de insumos agrícolas e pagamento de mão-de-obra.

 Mão-de-obra- é importante avaliar a sua qualidade e quantidade.

 Cultura- tem a ver com os hábitos alimentares que determinam o tipo de culturas agrícolas a praticar numa determinada região.



Importância económica da agricultura

 A agricultura em Moçambique é muito importante porque:

§  Fornece a maior parte dos produtos para a alimentação da população;

§  Fornece produtos como matéria-prima para a nossa indústria;

§  Fornece produtos para a exportação,

§  Serve de fonte de emprego para o maior número da população activa no nosso país;

§  Constitui base de desenvolvimento económico do país.



As principais culturas e sua distribuição

a)      Culturas de subsistência ou alimentares



Milho: cultiva-se em todo o território nacional.

Mandioca: as zonas de maior cultivo estão localizadas nas províncias de Zambézia, Nampula e Cabo Delgado.

Mapira: é uma das culturas mais importantes das províncias das regiões Norte e Centro do país, e Norte de Gaza.

Amendoim: cultivado sobretudo nas províncias de Nampula, Inhambane e litoral de Gaza e Maputo.

Feijão: as zonas de maior cultivo encontram-se nas províncias a Sul do rio Save Mexoeira: cultivada principalmente a Sul de Tete e Norte de Manica. Mas também em algumas zonas de Sofala, Gaza e Inhambane.

Arroz: cultiva-se nas zonas baixas e húmidas da Zambézia, Sofala, Nampula e Gaza.

b) Culturas de rendimento ou de mercado

Algodão: cultivado em quase todas as províncias do norte e centro do país e na zona central de Gaza.

Chá: praticado em terras altas da Província da Zambézia especialmente em Gurué.

Cana-de-açúcar: cultivado nas Províncias da Zambézia e Sofala no vale do rio Zambeze mais exactamente em Marromeu e Luabo, ainda em Sofala em Mafambisse no vale do rio Púngue, em Búzi junto ao rio com o mesmo nome, e na Província de Maputo no vale do rio Incomáti em Xinavane e Maragra.

Copra: praticada na Província da Zambézia, seguindo-se as províncias de Nampula e Inhambane, em áreas localizadas no litoral.

Cajú: produzido nas Províncias de Nampula, Cabo Delgado, Zambézia, Sofala, Inhambane, Gaza e Maputo.



Importância da agricultura

 O conhecimento da agricultura  é importante porque ela:

- Absorve a maior parte da população moçambicana;

- fornece a maior parte dos produtos para a alimentação da população;

- fornece produtos que servem de  matéria-prima para a nossa indústria;

- fornece produtos para a exportação e constitui como base do desenvolvimento económico do país.

 

A pesca em Moçambique

Moçambique possui excelentes condições naturais para o desenvolvimento da actividade pesqueira, como por exemplo: a grande extensão das águas marinhas (cerca de 2.500 km de costa);  a grande rede hidrográfica (rios e lagos); as excelentes condições para abertura de lagos artificiais, como lago Niassa, Chiúta, Chirua, Amaramba, albufeiras de Cahora Bassa, de Chicamba Real, de Massingir, de Pequenos Libombos.

Esta actividade é desenvolvida dentro de normas que devem ser estritamente observadas: respeito pelo calendário localmente estabelecido, uso de técnicas recomendadas entre outros dispositivos, que concorrem para a defesa  e protecção de recursos pesqueiros e do ambiente.

Tipos de pesca

 No desenvolvimento desta actividade de acordo com os moldes, distinguem-se os seguintes tipos:

i.                     Pesca artesanal

É praticada tanto no litoral como nas águas interiores pela grande maioria da população, sendo pescadores individuais, cooperativas de pesca, associações de pescadores, utilizam instrumentos simples, como anzóis, linhas, redes, canoa, e pequenos barcos à motor; a produção é de pequena escala; o rendimento é muito baixo; a produção destina-se à venda no mercado local e consumo dos pescadores.



ii.                  Pesca industrial e semi-industrial

Geralmente, é praticada no alto mar por grandes empresas pesqueiras; a produção é de grande escala, utiliza técnicas e métodos modernos especializando-se em uma ou em algumas espécies, o rendimento é muito elevado, é uma pesca virada para o mercado interno e internacional.



Principais espécies pesqueiras

No mundo aquático existe uma grande variedade de espécies, aqui iremos dar alguns exemplos: camarão, lagosta, caranguejo, corvina, marora, sardinha, anchoveta, carapau, cavala, atum, peixe-pedra, peixe vermelho, salmonete, pargo, tubarão, holotúrias, mexilhão, crustáceos, etc.



Transportes e Comunicações em Moçambique

i.                    Conceitos relacionados

Transporte: conjunto formado pelos meios (material circulante), vias de comunicação e todo o aparelho mecânico que assegura o seu funcionamento.

Vias de comunicação: lugares especialmente equipados e adaptados para o movimento do material circulante/meios de transporte.

Meio de transporte: todo o material circulante utilizado para a mobilidade da carga/mercadoria e/ou de pessoas.



Classificação dos transportes

Os transportes podem ser classificados de seguinte modo:

I.                    Transpotes terrestres

Estes englobam:

·         Transportes primitivos (força humana e tracção animal);

·         Transportes ferroviários;

·         Transportes rodoviários

·         Transportes tabulares (gasodutos e oleodutos).

II.                Transportes Aquáticos

Estes englobam:

·         Transportes fluviais;

·         Transportes marítimos;

·         Transportes lacustres.



III.             Transportes aéreos;

IV.              Transportes teleféricos

V.                 Transportes invisiveis.



Vantagens e desvantages dos diferentes  tipos de transportes.

Transportes de tracção animal

Vantagens

·         Não exige grandes transformações do meio;

·         Prestação de setviços úteis a actividade quotodiana;



Desvantagens

·         Fraca capacidade de carga e de passageiros;

·         Demasiado lento.



Transporte  ferroviário

Vantagens

·         Tem alta capacidade de transportar mercadorias pesadas e volumosas a grandes e médias distâncias;

·         O custo de transporte é mais barato  que o do transporte rodiviário;

·         Tem relativamente menor impacto ambiental e menor consumo de energia;

·         O desenvolvimento do comboio de alta velocidade (TGV) oferece comodidade e rapidez ( a velocidade que pode ultrapassar os 300 a 600 Km hora);

·         Não depende das condições atmosféricas;

·         Menor índice de sinistralidade.



Desvantagens

·         Os itinerários ( linhas férreas e terminais de comboios) são fixos;

·         Exigem o transbordo de mercadorias e de passageiros, sendo o serviço de transporte completado pelo outro tipo de transporte;

·         Requer elevados investimentos na manuntenção e funcionamento do sistema ferroviário;

·         Torna-se viável para um certo número de passageiros e volume  de mercadorias e para lá de certas distâncias.

·         Obdece a disposição do relevo, isto é, quando o terreno é bastante acidentado, têm de ser construidos túneis ou pontes para o seu desvio o que acarreta maiores investimentos de capitais



Transporte rodoviário

Vantagens

·         Tem maior flexibilidade nos itinerários;

·         É o transporte económico para curtas distâncias;

·         Transporta carga e passageiro de porta à porta sem necessitar de transbordo ( o que é impossível com outros meios de transportes modernos);

·         Não requer infra-estruturas complexas para carga e descarga;

·         Tem alta mobilidade

·         São um meio versátil de transporte

·         Tem capacidade de atingir grande velocidade nas estradas pavimentadas;

·         Tem possibilidade de penetrar para o interior;

·         Completa o serviço iniciado por outro tipo de transporte;

·         Podem atingir grandes velocidades;

·         São práticos e económicos;

·         Dispôem de um certo grau de especialização( como por exemplo: transporte de combustiveis, água e camiões cisternas).



Desvantagens

·         Pequena capacidade de carga em relação ao transporte ferroviário e marítimo;

·         Ocupação de grandes espaços pelas estradas;

·         Provoca um impacto ambiental extremamente negativo ( poluição e ruido), bem como desflorestamento para dar lugar à construção de rodovias;

·         Alto consumo de energia;

·         Elevada sinistralidade ( acidentes de viação).

·         O material circulante possui uma vida relativamente curta;

·         Maior consumo de energia;



Transportes tabulares

Vantagens

·         É um modo de transporte rápido;

·         O fluxo de produtos é motorizado e contralado por computador;

·         É seguro e económico;

·         Menor poder de poluição e contaminação do meio ambiente;

·         Não depende das condições climáticas;

·         Maior duração do material;

·         Redução nos custos de transporte.



Desvantagens

·         É bastante caro, em especial para instalação das infra-estruturas;

·         Destruição dos ecossistemas para isnstalação de respectivas infra-estruturas;

·         A segurança e a manutenção destes sistemas exige constante cuidados para evitar situações que ponham em risco as pessoas, o ambiente, bem como as próprias tabulações;

·         Até certo ponto é limitado, uma vez que, após o esgotamento dos produtos ou recursos a transportar, são abandonadas as condutas tabulares, não havendo possibilidade de reutilização.



Transportes fluviais

Vantagens

·         É mais barato que construção dos caminhos de ferro e estradas pavimentadas;

·         É único transporte para as ligações locais, ou transporte de cabotagem;

·         Possui vias de comunicação natural ( rios e lagos);

·         A capacidade de embarcações, em algumas vezes ultrapassa a de vagões.



Desvantagens

·         É muito lento;

·         Depende dos caudais dos rios;

·         Depende das condições geomorfológicas ( as formas do relevo, cataratas)

·         Perca de tempo para passageiros e carga para  chegarem ao destino



Transportes marítimos

Vantagens

·         É o mais rentável( vantajoso) para cargas pesadas e volumosas a longa distância;

·         É competitivo com o aumento da distância a pecorrer e com a quantidade de mercadoria a transportar;

·         É o único viável no transporte de grandes quantidades de mercadorias entre continentes;

·         Os custos são mais baratos que o transporte ferroviário.



Desvantagens

·         É muito lento;

·         Exigem o transbordo de mercadorias e passgeiros;

·         Hoje, é usado poucas vezes para o transporte de passageiros, limitando-se quase a cruzeiros de férias e de lazer às ligações de ilhas próximas.

N.B: Quando se fala dos transportes maritimos há a considerar certas especialidades que os caraterizam, nomeadamente:



O gigantismo:  a automatização permitiu o aumento crescente da capacidade de carga dos navios.



Especialização: Na medida em que o comércio internacional se torna cada vez  mais intenso, as embarcações vão se especializando em relação ao tipo de produto transportado. Exemplos:

·         Navios tanques ou petroleiros- transportam petróleo;

·         Navios metaneiros- transportam gás natural liquefeito;

·         Navios frigoríficos- transportam carne, peixo e outros produtos facilmente deterioráveis em ambiente natural;

·         Os navios bananeiros e cerealeiros- transportam cereais;

·         Os navios porta contentores.



Vantagens da especialização

·         Cada navio transporta um tipo de mercadoria, o que aumenta a capacidade de carga;

·         Reduz a necessidade de mão-de-obra;

·         Facilita as operações de carga e descarga;

·         Reduz o custo de transporte;

·         Reduz o tempo de estadia nos portos de embarque e desembarque de carga.



Transportes aéreos

Vantagens

·         É rápido (os aviões atingem velocidades iguais ou superiores a 1000Km/h) com maior liberdade de movimento;

·         Ausência de itinerários fixos (os aviões sobrevoam continentes e oceanos);

·         Tem possibilidade de atingir lugares inacessiveis aos restantes meios de transporte;

·         Ultrapassam barreiras naturais (oceanos, florestas, montanhas, rios. etc);

·         Permitem o transporte de cargas leves, pouco volumosas, facilmente perecíveis( material electrónico, que requer um cuidado especial; diamantes, frutas, legumes, flores. etc);

·         Possuem grande conforto e comodidade;

·         São reativamente seguros em relação a outros meios de transpore;

·         É um meio de transporte privilegiado quanto ao transporte de passageiros pela redução de distância-tempo



Desvantagens

·         Menor capacidade de carga em relação ao transporte marítimo e ferroviário;

·         Elevado consumo de combustivel e grande perda de tempo no embarque e desembarque nos aeroportos;

·         É Caro, oque o torna pouco acessível;

·         Depende das condições meteorológicas (por exemplo, mau tempo, especialmenteo nevoeiro e as chuvas torrenciais constituem autênticos inimigos para a navegação aérea);

·         Pouca segurança (por exmplo, o perigo de colisão no ar ou na terra), referimo-nos a saturação do espaço aéreoem países desenvolvidos e industrializados onde há forte concentração de tráfego aéreo;

·         Poluição atmosférica resultante da emissão de gases lançados por aviões a jacto que contribuem para redução da camada de ozono e os riscos que isto representa para os seres vivos;

·         Poluição sonora, resultante de emissões de ruido pelos aviões nos aeroportos;

·         Necessita de infra-estruturas dispendiosas;

·         Exige uma manunteção especializada, o que o torna dispendioso.



N.B: Distância-tempo

Tempo necessario para percorrer uma certa distância, utilizando um determinado meio de transporte.

Naturalmente que a distância tempo-diminui com o aumento da velocidade, sendo, por isso, minímo, para uma determinada distância, no transpore aéreo.



Particularidades dos transportes e comunicações

A necessidade  de se comunicar  com os diferentes quadrantes a nível interno e externo fez com que  o sector dos transportes começasse a ganhar uma certa relevância em Moçambique, nos finais do séc. XIX, sobretudo, com a penetração no país de capitais estrangeiros de origem não português.

A actividade comercial teria também impulsionado este sector, uma vez que, os sectores como: agricultura, indústria, pecuária, etc., tinham a necessidade  de transportar os seus produtos para as trocas internas e externas e através  dos meios de comunicação facilitavam-se as trocas comerciais.

Outro factor não menos  importante no desenvolvimento do sistema de transportes em Moçambique é o de tornar o país servidor dos interesses dos países do interior (interland).

Actualmente, o Estado moçambicano continua a realizar esforços no sentido de rentabilizar as infra-estruturas existentes por meio da ampliação, modernização e edificação de novas infra-estruturas, apenas para citar alguns exemplos: Aeroportos de Maputo, Vilankulo, Nacala e Pemba, Pontes Armando Emílio Guebuza (sobre o rio Zambeze), de Unidade Nacional (sobre o Rovuma) e Maputo – KaTembe (sobre a baía de Maputo) e a ligação ferroviária Moatize-Nacala-Porto.

Os portos estão intimamente ligados  aos transporte  marítimo e ferroviário no manuseamento de cargas de exportação e importação, segundo a sua importância e influência podem ser classificados em:

1-      Regionais ou internacionais- Maputo, Beira e Nacala

2-      Nacionais/internos ou locais- Pemba, Mocímboa da Praia, Moma, Angoche, Lumbo, Quelimane, Pebane, Macuze, Chinde e Inhambane.

3-      Fluviais e lacustres- Meponda, Metangula, Zumbo, Marromeu, Luabo e Machanga.



Importância socioeconómica do turismo

A actividade turística  tem importância nas diferentes esferas da vida nacional, porque:

  • Constitui fonte de captação de divisas pela presença de turistas estrangeiros e de receitas pelo pagamento de direitos fiscais por parte dos agentes económicos do sector;
  • gere emprego;
  • incentiva o desenvolvimento de construção  de infra-estruturas, da indústria hoteleira, produção industrial, agro-pecuária, do comércio interno e externo, do artesanato e da cultura moçambicana.
  • impulsiona o melhoramento e a extensão da rede dos transportes e comunicações;
  • estimula a formação de quadros (mão -de-obra);
  • atrai investimentos: nacional e internacional.



Impacto ambiental e socioeconómico do turismo

O impacto ambiental e socioeconómico do turismo, deve ser avaliado do ponto de vista positivo e negativo

i.                    Impacto positivo

Além do que apontamos anteriormente sobre a sua importância socioeconómica, importa aqui referir que: O Fortalecimento da identidade cultural de Moçambique, aumentou de oportunidades  de negócio, revitalização de festivais, artes, expressões culturais e tradicionais bem como a melhoria da qualidade de vida das pessoas e das comunidades.

ii.                  Impacto negativo

Este por sua vez, recai sobre o ambiente, alteração das condições ambientais com a construção  e funcionamento das estâncias turísticas, sobretudo nas zonas costeiras, poluição das praias devido  a deposição de resíduos sólidos e /ou líquidos pelos utentes, entre outras práticas que atentam  contra a qualidade do ambiente.

No domínio socioeconómico, verifica-se: conflitos de terra, tensões nas comunidades, invasão da privacidade, proliferação de doenças, surgimento de fenómenos anti-sociais (prostituição, mendicidade, banditismo, etc.) e restrições de acesso a lugares de lazer, especialmente para os nativos da zona (por exemplo, tem aparecido em certos lugares, propriedades pertencentes a alguns estrangeiros, reclames como: NO BLACK, mas tais atitudes são desencorajadas e combatidas pelo Estado Moçambicano, por fomentar o racismo).



Todos os direitos estão reservados ao autor, por isso qualquer publicação deve-se ter em conta os seus direitos. hermenegildo.nassone@gmail.com
NB: Este material só pode ser usado integralmente no território nacional.



[1] São fragmentos rochosos interespaciais ou seja de cortes espaciais que atingem a superfície terrestre.

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