RESUMO DA GEOGRAFIA
GERAL INCLUINDO A DE MOÇAMBIQUE
A Geografia divide-se em dois (2) ramos:
I.
Geografia Física – ocupa-se pelos fenómenos físico-naturais, tais como: Biogeografia (seres
vivos), climatologia (climas), hidrogeografia (água), pedologia (solos),
geologia (rochas e minerais), etc.
II.
Geografia Económica ou Humana – Estuda a interação
entre o Homem e o meio ambiente. Por exemplo a Geografia da População e as suas
actividades económicas (agricultura, pecuária, indústria, silvicultura,
transportes e comunicações, turismo, comércio, etc.)
O estudo da Geografia é importante porque:
i.
Facilita à
interpretação dos fenómenos físico-naturais;
ii.
Favorece o
estudo da população e das suas actividades económicas;
iii.
Contribui para a
resolução de muitos problemas demográficos;
iv.
Permite à
compreensão da distribuição espacial da população, dos recursos naturais e
sócio-económicos;
v.
Explica a
relação Homem e o ambiente, etc.
GEOGRAFIA
FÍSICA
Identificar os elementos de
Universo
Os astros do universo observados pelo homem
são: galáxias, estrelas, nebulosas, cometas, planetas, satélites, planetóides e
meteoritos.
As galáxias são consideradas os elementos
básicos da massa do universo, a mais conhecida e mais estudada é a via láctea,
pois é, dentro dela que se encontra a Terra e o todo o sistema solar.
As estrelas são corpos gasosos, dotados de
luz própria e possuidores de elevadas temperaturas e pressões.
O sistema solar está formado por um
conjunto de astros que giram em torno do sol. Os astros que fazem parte do
sistema solar são: os planetas, os
satélites, os planetóides, os cometas e os meteoros.
As suas órbitas são elípticas e variam em
função da massa da velocidade e da distância em relação ao sol.
O sistema solar compõe-se por seguintes astros:
- Uma (1) estrela, o sol (centro do sistema)
- Oito (8) planetas
- Trinta e dois (32) satélites
- Milhares de planetóides
- Numerosos cometas
Os planetas são astros iluminados que giram
em torno do sol descrevendo órbitas elípticas pouco alongadas.
Existem oito (8) planetas, os quais apresentam a
seguinte ordem de afastamento em relação ao sol.
1.
Mercúrio
2.
Vénus
3.
Terra
4.
Marte
5.
Júpiter
6.
Saturno
7.
Urano
8.
Nepturno
Os planetas mais próximos do sol possuem
maior temperatura e maior velocidade de translação; os mais distantes são os
mais frios e apresentam menor velocidade de translação.
Os satélites são astros iluminados que
giram em torno dos planetas. Existem 32 satélites naturais pertencentes a seis
(6) planetas que são:
- Terra – 1 satélite (a lua)
- Marte – 2 satélites (Fobus e Deimus)
- Júpiter – 12 satélites
- Saturno – 10 satélites
- Urano – 5 satélites
- Neptuno – 2 satélites
Os planetóides ou asteróides
São pequenos planetas que se movem entre as
órbitas de Marte e Júpiter.
Existem duas (2) hipóteses que explicam a sua
origem:
1ª Hipótese – Afirma-se que
seriam restos de um planeta desintegrado.
2ª Hipótese – Outros afirmam que
é uma matéria que não chegou a formar um planeta.
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Os cometas
São corpos celestes de núcleo brilhante e cauda
nebulosa e alongada, e construída basicamente por rochas e minerais. O cometa
mais conhecido e espectacular é o Halley,
o qual leva 76,5 anos para percorrer a sua órbita em torno do sol. Foi visto
em 1910 e 1986.
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Os Meteoritos ou bólidos (Bolas de fogo)
São pequenas partículas rochosas que atraídas pela Terra,
penetram na sua atmosfera com grande velocidade e devido ao atrito tornam-se
incandescente recebendo o nome popular de “estrelas cadentes”.
Esporadicamente, grandes meteoritos atingem a superfície terrestre e a
velocidade de impacto pode originar grandes crateras.
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A localização da Terra
Em relação aos outros planetas, a Terra
ocupa o terceiro lugar pela ordem de afastamento em relação ao sol. Situa-se
entre as órbitas de Vénus e Marte, a uma distância média de 150 milhões de km
do sol.
Quanto a sua forma
A Terra foi atribuída diferentes formas tais
como: esférica, plana, triangular, ovóide, elipsóide, tetraédrica, geóide e
outras.
A forma da Terra é inegavelmente esférica:
entretanto por não ser perfeita devido ao achamento que se verifica nos pólos e
ao abaulamento do Equador, atribui-se a forma de geóide.
A Terra é 49 vezes maior que a lua e 1 300
000 menor que o sol. O planeta Terra é o quinto maior planeta em tamanho. Os
planetas maiores que a Terra são: Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno.
Os movimentos rotação e translação da terra
A Terra é um astro em movimento no espaço e
possui nada menos que 14 movimentos. Neste momento dois (2) é que interessam no
ramo de geografia – rotação e
translação.
Movimento de rotação é o movimento que a Terra executa em torno de um
eixo imaginário que passa pelos seus pólos. Este movimento é feito no sentido
Oeste-leste num período de 24 Hora (1 dia) a uma velocidade de 1609 km/h do
equador.
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Consequências do
movimento de rotação
- Sucessão de dias e noites
- Abaulamento da Terra na região equatorial
- Achatamento nos pólos devido a acção da força centrífuga
- A circulação dos ventos e das correntes marítimas
- A força de coriolis ocasiona um desvio dos ventos e das correntes marítimas para a direita do observador no hemisfério norte e para a esquerda do observador no hemisfério sul.
Movimento de translação é o movimento que a Terra executa em torno do sol
num período aproximado de 365 dias, 5 Hora, 48 minutos e 48 segundos.
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A trajectória descrita pela Terra no seu
movimento de translação chama-se órbita.
As consequências do movimento de translação
- Sucessão das estações do ano
- Plano da eclítica solar
- Distribuição desigual da luz e calor na Terra conforme a época
- Solstícios e os equinócios
- Variação da altura do sol
- Desigualdade dos dias e noites
2
A TERRA E AS SUAS ESFERAS
A Terra é constituída por um conjunto combinado de
quatro (4) esferas: a atmosfera, biosfera, hidrosfera e litosfera.
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i.
Atmosfera
A atmosfera é uma
camada gasosa que envolve a Terra e acompanha em todos os seus movimentos.
Os gases propriamente
ditos, ela apresenta também uma quantidade variável de vapor de água e certas
impurezas.
As ciências que se
dedicam ao estudo da atmosfera são a meteorologia e a climatologia.
ii.
Biosfera
A biosfera é a parte da
Terra constituída pelos seres vivos. Eles apresentam-se em forma de animais,
plantas e microrganismos invisíveis a olho nu. Os seres vivos no planeta estão
distribuídos de acordo com o seu habitat, uns na Terra, outros na água e em
diferentes zonas climáticas.
A ciência que se dedica
ao estudo da biosfera chama-se biogeografia.
iii.
Hidrosfera
A hidrosfera é a parte
liquida da Terra formada por águas superficiais (oceanos, mares, rios, lagos e
lagoas) vapor de água e por águas subterrâneas (lençóis subterrâneos).
A ciência que se dedica
ao estudo da biosfera chama-se hidrogeografia ou hidrologia.
iv.
Litosfera ou crusta terrestre
A litosfera é a camada
externa e consolidada da Terra com uma espessura média variável entre os 35 e
50 km de profundidade.
Nas áreas continentais
a litosfera possui duas camadas.
SiAl –
Camada superior ou externa constituída por Silício (Si) e Alumínio (Al).
SiMa – Camada
inferior ou interna constituída por Silício (Si) e Magnésio (Ma)
A litosfera é
constituída por rochas e minerais.
Rochas são constituídas
por vários minerais, ou seja uma rocha é formada por dois ou mais minerais. Os
minerais são constituídos por um único elemento químico como uma fórmula bem
definida.
Agora faça anotação das características de cada camada da atmosfera
A atmosfera é constituída por cinco (5) camadas
distintas: Troposfera, estratosfera, mesosfera, termosfera ou ionosfera e
exosfera.
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i.
Troposfera - A troposfera é a camada mais baixa da atmosfera que está em contacto
directo com o solo e que acumula a maior parte da massa atmosférica. O ar
encontra-se, geralmente, mais agitado (ventos) e poluído.
Nela observa-se
perturbações que definem os estados do tempo, tais como: o relâmpago, chuvas,
ventos debaixo de nuvens e outros fenómenos atmosféricos.
Na troposfera a
temperatura e a pressão atmosférica diminuem a medida que a altitude aumenta,
este comportamento é designado por inversão
térmica. O limite superior da troposfera designa-se tropopausa.
ii.
Estratosfera - A estratosfera é a zona intermédia da atmosfera que apresenta
temperaturas mais elevadas entre os 30km e 50km de altitude onde se situam as
fortes concentrações do ozono. Portanto o seu limite superior designa-se por
estratopausa.
iii.
Mesosfera - A mesosfera situa-se entre 50 e 85km de altitude e o seu limite superior
designa-se mesopausa.
iv.
Termosfera ou Ionosfera - A termosfera (Alta atmosfera) situa-se entre 85 e
690 km de altitude, o seu limite superior designa-se por termopausa. O ar é
extremamente raro, assim as velocidades das moléculas são muito grandes e o
choque entre elas provoca elevadíssimas temperaturas originando estrelas
cadentes e auroras boreais.
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Estrelas cadentes são fragmentos de
cortes celestes (espaciais) que ao atravessarem a ionosfera se inflamam por
fricção.
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Auroras boreais
são fenómenos
luminosos ainda mal explicados que se podem observar nas regiões
circumpolares que se supõem resultar do magnetismo terrestre.
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v.
Exosfera
A exosfera é a camada
que corresponde a parte superior da atmosfera a partir de 800km de altitude.
Ela estabelece a transição entre a atmosfera e o espaço interplanetário.
Apresenta uma densidade de ar extremamente baixa.
A composição da atmosfera
A maio parte da massa
(ar) atmosférica é constituída por uma mistura de gases entre os quais s
destacam o azoto e o oxigénio, os mais abundantes.
Gases
|
Volume (%)
|
Total
|
Azoto
Oxigénio
|
78.03
20.99
|
99%
|
Árgon
Dióxido
do carbono
Ozono
Vapor
de água
|
0.93
0.03 (variável)
0.000006
Muito variável
|
1%
|
Fonte: A Terra, planeta dinâmico, 1989.
A importância da atmosfera pode ser
percebida integralmente, conhecendo o papel por ele exercido. A atmosfera
contribui para o equilíbrio térmico da Terra, pois as radiações solares
atravessam a atmosfera antes de atingir a Terra: 17% da energia solar é
absorvida directamente pela atmosfera e 36% reenviada para o espaço e os
restantes 47% atinge o solo.
A atmosfera serve como barreira que se
interpõem entre o sol e a Terra; Protege-nos dos meteoritos[1]. O vapor de água, dióxido do carbono, as
poeiras e outras impurezas acumuladas desempenha um papel importante, cabe-lhes
a função de estufa, retendo assim, o calor próximo da superfície terrestre.
A atmosfera para além de filtrar as
radiações ultravioletas, retém também radiações infravermelhas.
Outra função essencial, é aquela que
desempenha o ozono, actuando como filtro ao reter a maior parte de radiações
ultravioletas (dos raios solares).Para além da absorção de
calor, a camada de ozono filtra cerca de 95% das radiações ultra-violetas, que
são nocivas para os seres vivos. Porém, os 5% restantes são benéficos para
a vida, pois contribuem para a produção de vitamina D, indispensável ao normal
desenvolvimento dos ossos.
Os elementos e factores de clima
Os elementos de clima são todas as
manifestações meteorológicas que se registam na atmosfera. Por exemplo: a
temperatura, pressão atmosférica, a precipitação, o vento, a humidade
atmosférica e a nebulosidade.
Os factores do clima são elementos
geográficos que contribuem para a modificação do clima de uma região. Por
exemplo: a altitude, a latitude, as correntes marítimas, a continentalidade e
as massas de ar.
Tempo representa o estado da atmosfera num
determinado momento e num certo local (sucessão de dia e noite). Por exemplo:
Céu limpo, vento forte ou menos forte.
A Temperatura
A temperatura é o estado de aquecimento ou
arrefecimento do ar atmosférico num determinado lugar e tempo.
O grau de aquecimento e arrefecimento pode
ser medido por um instrumento próprio chamado termómetro ou termógrafo.
Os tipos de
termómetros
|
As temperaturas e amplitudes térmicas
o Cálculo das Temperaturas Médias
i)
A Temperatura
Média Diurna (TMD) é a média aritmética dos valores registados em diferentes Hora do dia.
Assim, será: TMD = Somas das temperaturas registadas
: Número de leituras feitas
|
ii)
A Temperatura
Média Mensal (TMM) é a média aritmética
dos valores registados ao longo do mês.
Assim,
será: TMM = Somas das temperaturas registadas : Número de leituras feitas
iii)
A Temperatura
Média Anual (TMA) é a média aritmética
das temperaturas médias mensais.
Assim,
será: TMA = Somas das temperaturas registadas : Número de leituras feitas
o Cálculo das amplitudes térmicas
i)
A Amplitude
Térmica Diurna (ATD) é a diferença entre a Temperatura máxima e a mínima do
dia.
Assim, será: ATD = TM – Tm
|
i)
A Amplitude
Térmica Mensal (ATM) é a diferença entre a Temperatura máxima e a mínima do
dia.
Assim,
será: ATM = TM - Tm
ii)
A Amplitude
Térmica Anual (ATA) é a diferença entre a Temperatura máxima e a mínima do dia.
Assim,
será: ATA = TM - Tm
As formas de condensação
As principais formas de
condensação são: nevoeiros, neblinas,
orvalho, geadas e nuvens.
§ Nevoeiro - são vapores de água que ocorrem ou
condensam nas baixas altitudes, isto é perto da superfície terrestre.
§ Neblinas - são vapores de água que ocorrem ou
condensam nas baixas altitudes sobre as águas dos oceanos, mares, lagos e rios.
§ Orvalhos - são gotas de água que se formam à
superfície dos objectos ou corpos (telhados, plantas, vidros, etc.) a uma
temperatura pouco acima de 0°C.
§ Geadas - são partículas de gelo que se formam sobre
partículas sólidas a uma temperatura igual ou inferior a 0°C.
§ Nuvens - são gotículas de água que se formam quando há
condensação de vapor de água nas grandes altitudes.
Portanto,
um nevoeiro que se forma as grandes altitudes dá origem as nuvens e uma nuvem
que chega junto ao solo, por exemplo à uma montanha constitui um nevoeiro.
Tipos
de chuvas
Os tipos de Chuvas de chuvas são: Orográficas, de relevo (de
montanhas) e frontais (ciclónicas).
i.
Chuvas
orográficas
Nas
chuvas orográficas ou do relevo (montanhas) o ar sobe pelas encostas
(vertentes) das montanhas. À medida que ascende, o ar arrefece. Este
arrefecimento provoca o aumento da humidade relativa, podendo atingir o ponto
de saturação.
Assim, o vapor de água condensa-se e verifica-se a
formação de nuvens e chuvas. Este tipo de chuva é típico das zonas montanhosas.
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ii.
Chuvas
convectivas ou de convecção
Nas
chuvas convectivas, o ar húmido em contacto com a superfície muito aquecida,
torna-se mais leve. Expande-se e sobe, com o aumento de altitude, o ar
arrefece, satura-se, condensa-se e precipita.
Estas chuvas são mais abundantes nas regiões
equatoriais. As vezes são acompanhadas de granizo ou saraivas.
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iii.
Chuvas
Ciclónicas ou frontais
Estas
chuvas são produzidas quando há uma passagem das frentes ou seja quando há
confronto de uma frente fria e quente.
O encontro de duas massas de ar com temperatura,
pressão e humidades atmosféricas diferentes provocam sempre a subida do ar
mais quente, este por ser mais leve.
|
Este
tipo de chuvas ocorre sobretudo nas zonas temperadas.
O ar quente tem a tendência de subir constantemente, pois o ar é
leve e as frentes frias tendem a descer porque o ar frio é pesado.
Centros
Barométricos São linhas concêntricas e fechadas que indicam
a pressão atmosférica. Os centros barométricos podem ser: Centros de alta e
baixa pressão.
Linhas
isobáricas e isóbaras são linhas que unem lugares com o mesmo valor
da pressão.
Os centros das altas e baixas pressões
As altas pressões também se denominam por anticiclones
e originam tempo seco porque o ar é descendente e nesse movimento aquece.
As baixas pressões podem também, se apelidar por depressões
ou ciclones e originam tempo chuvoso porque o ar é convergente à superfície
e é obrigado a ascender, transportando consigo vapor de água, que arrefece na
ascensão em altitude e condensa, formando nuvens e originando precipitação
quando saturado.
i.
Centro de altas pressões ou anticiclones
- Os valores da pressão aumentam da periferia para o centro onde no centro são
representados pela letra A ou sinal (+).
ii.
Centro de baixa pressão ou ciclones
(depressões barométricas) - Os valores da pressão diminuem da periferia para o
centro onde são representados pela letra B ou sinal ( - ).
A classificação de massas de ar e frentes
As massas de ar classificam-se de acordo com as características de
cada região. As massas de ar podem ser: equatorial, tropical e polar.
i.
Massas de ar equatorial – formam-se envolvendo
o Equador onde as temperaturas e humidade atmosférica são elevadas. Trata-se,
por isso, de massa de ar muito quente e húmida.
ii.
Massas de ar tropical – formam-se na região
tropical, atravessadas pelos trópicos, por isso são muito quentes e de grau de
humidade variável, conforme se originem na Terra ou no mar.
iii.
Massas de ar polar – formam-se nas latitudes
elevadas, nos pólos, por isso são frias.
Frente - é uma
linha de intersecção entre a superfície terrestre e superfície frontal.
Superfície
Frontal - é uma superfície que separa duas massas de ar diferentes ou seja
frente fria e frente quente.
CLASSIFICAÇÃO DOS VENTOS
De uma forma geral os ventos classificam-se em:
A.
Ventos
Constantes
B.
Ventos
periódicos
A.
Ventos
constantes são os que sopram permanentemente,
durante todo o ano no mesmo sentido e na mesma direcção, por exemplo: os ventos
alísios ou gerais, ventos de Oeste e ventos de Leste polar.
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i.
Os ventos alísios sopram na zona intertropical
e convergem no equador.
ii.
Os ventos de Oeste sopram de altas pressões
subtropicais em direcção às baixas pressões subpolares
iii.
Os ventos de Leste Polar sopram das altas
pressões polares para as baixas pressões subpolares.
B. Ventos periódicos
são aqueles que sopram, alternadamente em sentidos opostos. Como por exemplo: as monções e brisas.
|
|
i.
Monções são
ventos periódicos que no verão sopram do mar para Terra e no inverno da Terra
para o mar.
ii.
Brisas são
ventos periódicos que de dia sopram do mar (vale) para a Terra (montanha).
Nas zonas costeiras existem brisas marítimas e terrestres.
As brisas marítimas de dia sopram do mar para Terra enquanto as
brisas terrestre de noite da Terra para o mar.
Nas zonas montanhas existem brisas do vale e da
montanha.
As brisas do vale de dia sopram do vale para
montanha (Cume). Ao anoitecer o vento sopra do cume para o fundo dos vales, é a
brisa da montanha.
Conceitos
|
A biosfera
possui vários ecossistemas que se
distribuem pela superfície terrestre, no ar e águas continentais e
marítimas.
A importância da Biosfera
O homem utiliza a maior parte dos recursos da
biosfera para a sua alimentação.
Sem prescindir do que lhe oferece a horticultura e a
fruticultura, volta-se também para o consumo da carne, peixe e crustáceos,
situando-se entre limites do “comer para viver” e do “viver para comer”. Para
além de comer, pode-se desfrutar do consumo de água potável e do poder
criativo de fabricar e consumir bebidas como vinho, cerveja, o café, cacau
obtido das culturas da vinha (uva), cevada, lúpulo ou mesmo da mandioca, do
cafezeiro, do chazeiro e do cacaueiro, respectivamente.
Para vestir e abrigar recorre-se a biosfera, aí
encontra uma variedade de vestuários produzidos de algodão, do linho, da
seda, da lã e de peles de animais.
Ainda, se pode produzir perfumes, medicamentos,
mobiliário, produtos químicos e outra matéria-prima, e isso demonstra que a
biosfera é a fonte de riqueza e bem estar. no entanto alimenta-se de
horticultura
O Uso, protecção e conservação da atmosfera e da
biosfera
As causas da
poluição atmosférica
A poluição atmosférica caracteriza-se pela presença
de gases nocivos e de partículas sólidas no ar. As principais causas deste
fenómeno são: gases e fumos lançados pela combustão dos combustíveis fosseis
do motores dos carros, aviões, comboios, navios, fábricas de cimentos,
centrais eléctricas que usam carvão mineral, refinarias de petróleo, na
incineração de lixo, na agricultura devido as queimadas incontroladas e dos
incêndios das florestas.
O aquecimento da atmosfera é uma grande ameaça, às
zonas litorais. As causas gerais da degradação nos ecossistemas naturais são:
o alastramento de fogos incontrolados; a proliferação de actividades humanas
atentatórias do ambiente; a tendência crescente para a formação de chuvas
ácidas nas zonas industriais e agrícolas devido ao uso de produtos químicos e
queimadas.
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|||
A Biosfera é a parte
da Terra constituída pelos seres vivos. A ciência que se dedica ao
estudo da biosfera chama-se biogeografia.
A biogeografia é a ciência que estuda e explica a
origem, condições geográficas e repartição espacial das plantas e animais.
Ecossistemas é o conjunto de animais e plantas
juntamente com o meio ambiente (factores abióticos) clima, solo e águas em
que esses seres vivos vivem e suas interpelações.
Poluição é qualquer degradação das condições
ambientais, do habitat de uma colectividade humana que pode provocar um
desequilíbrio do meio ambiente.
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As causas de
deflagração dos fogos são variadas. Algumas resultam das manifestações dos
vulcões ou raios de raios provocados pela tempestade e outros pela acção humana
sobretudo nas zonas intertropicais, na pratica da agricultura tradicional e/ ou
caça.
As práticas agrícolas e
pecuárias, se não forem convenientes conduzidas, podem também levar a
degradação da cobertura vegetal e desflorestação. Do mesmo modo, o alargamento
desordenado dos espaços residenciais, industriais e o incremento de turismo
podem ter efeitos semelhantes.
Nos espaços industriais
verifica-se uma forte tendência poluidora dos solos motivados motivada pelos
poluentes emitidos para atmosfera, alguns dos quais depois caem, e pelos
resíduos tóxicos despejados directamente ao solo, onde acabam por se acumular
numerosas substâncias químicas.
O desgaste provocado
pelo vento e pelas águas, tanto no estado líquido como sob forma de gelo,
torna-se mais intenso quadro o solo se encontra desprotegido, o que sucede nas
situações em que perde a cobertura vegetal.
As consequências da poluição atmosférica são sentidas
de forma global ou seja em todo o mundo devido a subida do nível médio das
águas do mar, desaparecimento de certas ilhas do mapa, extinção de plantas e
animais mais sensíveis, os problemas de saúde humana, a desertificação de
vastas áreas no mundo, as alterações climáticas e o aquecimento global, chuvas
excessivas, o degelo nas zonas polares.
As medidas a tomar para
estancar os problemas ambientais provocados pela poluição
i)
Educação
ambiental eficaz e uso racional dos recursos naturais;
ii)
Evitar queimadas
incontroladas;
iii)
Envolver as
comunidades locais na gestão dos recursos naturais;
iv)
Criar políticas
que atenuem o impacto negativo;
v)
Evitar o
desflorestamento (as árvores produzem oxigénio necessário para o homem);
vi)
Uso de técnicas
modernas nas indústrias como filtros especiais para não lançar gases poluentes
na atmosfera;
vii)
idrosfera é a camada líquida da Terra, fazem parte, as águas doe
|
A repartição da
massa sólida e liquida é desigual dos 510 milhões de Km2 da
superfície total da Terra, 361 milhões de Km2 ou seja 71%,
correspondente a ¾ da superfície total da Terra são ocupadas por águas e
apenas 149 milhões de Km2, correspondente a ¼ da superfície total,
ocupada por massa sólida (continentes e ilhas). As águas ocupam a maior parte
do que a massa sólida.
A hidrogeografia
divide-se em três ramos, a saber:
Oceanografia – é o ramo que se ocupa pelo estudo dos
mares e oceanos, suas bacias, propriedades físicas e químicas, dinâmicas e a
sua distribuição geográfica.
Potamogeografia – estuda as águas superficiais e
subterrâneas (lençol freático).
Limnogeografia – estuda rios, pântanos e lagos.
A água é utilizada
como fonte de energia, meio de comunicação, extracção de recursos importantes
como peixe, sal, petróleo, gás natural, etc.
|
Os oceanos e mares
As águas dos oceanos e
mares formam grandes extensões de água salgada que separam continentes e ilhas.
A sua profundidade média é de 3 800 km.
As maiores extensões de
água são salgadas, e são designadas por oceanos e mares quando se aproximam das
terras insinuando-se nas reentrâncias (golfos e baías) e nas saliências
(penínsulas, pontas e cabos).
A distribuição dos oceanos nos dois hemisférios
Partindo da observação dos dois
hemisférios, pode-se concluir que o hemisfério sul é marítimo em oposição ao
hemisfério norte que é continental, quer dizer no hemisfério norte localiza-se
a maior parte das massas continentais e no hemisfério sul as grandes massas
oceânicas.
Se todo globo terrestre
fosse nivelado, a Terra ficaria submersa sob uma camada de água com 2440 m de
espessura.
.Observe a terra
nos dois hemisférios! Agora, compare-os.
No hemisfério sul 82%
da superfície é ocupada pelos oceanos e 18% pela massa continental, enquanto
hemisfério norte 60% por oceanos e apenas 40% por massa continental.
Os oceanos separam grandes massas
continentais e, em certos locais, apresentam grandes profundidades superiores
a 6 000 metros, conhecidas por fossas marinhas.
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As fossas são zonas de
grande profundidade que existem nos mares e oceanos. Por exemplo: A fossa das
Marianas e Filipinas (as mais profundas do mundo, com mais de 10 000 m de
profundidade), fossa de Japão, de Java, Sandwich, de Porto Rico, Aleutas,
Kermadec, de Curilas, Challenger e Mindanau.
De uma forma geral,
existe três (3) principais oceanos. Oceano Pacifico (maior), Atlântico e o
Índico.
Conceito
Mares são pequenas massas aquáticas salgadas
que assentam na plataforma continental
dos oceanos e comunicam com estes através de estreitos ou abertamente.
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Os tipos de mares
Os mares são parte de
oceanos, portanto menores do que estes que se distinguem pela sua
configuração costeira e dimensões.
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1. Mares abertos ou
litorais – são aqueles que se encontram juntos dos oceanos
ao longo das regiões costeiras. Eles têm uma comunicação mais aberta com os
oceanos. Por exemplo: O mar do Japão, mar do Caraíbas, mar do Norte, mar do
Golfo de México, o mar de Bengala, mar das Antilhas, etc.
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2.
Mares interiores ou continentais – são os que se
encontram no interior dos continentes mas mantêm uma comunicação com os
oceanos ou outros mares através de uma pequena abertura chamada por estreito (istmo).
Por exemplo: O mar Mediterrâneo que se comunica com oceano Atlântico através
do estreito de Gibraltar; o mar Vermelho comunica-se com oceano Indico pelo
estreito de Bad-el-Mandeb. No entanto as características desses mares são
diferentes. Ainda temos mar Negro e Báltico.
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3. Mares fechados - são os que não tem
nenhuma comunicação com os oceanos nem outros mares. Por exemplo os mares
Morto e Cáspio.
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As características gerais dos oceanos e
mares
As condições que
caracterizam as águas dos oceanos e mares são: salinidade, temperatura,
densidade, pressão, transparência, cor e gases dissolvidos.
Salinidade é a
quantidade de sais dissolvidos contidos num quilograma de água. A salinidade
média da água do mar é de 36‰ ou seja em cada 1000 grama da água do mar contém
em média 36 gramas de sais dissolvidos.
Mostragem de quantidades de sais.
Sais
|
g/litro
|
% de sais
|
Cloreto de sódio
|
27.2
|
77.5
|
Cloreto de magnésio
|
3.8
|
10.8
|
Sulfato de magnésio
|
1.6
|
4.7
|
Sulfato de calico
|
1.3
|
3.6
|
Sulfato de potássio
|
0.9
|
2.5
|
Carbonato de cálcio
|
0.1
|
0.3
|
As águas dos oceanos e
mares não estão em repouso, elas encontram-se em movimento por meio de ondas,
marés e correntes marítimas.
As ondas
As ondas são movimentos oscilatórios das águas dos oceanos e
mares provocados pela acção de ventos.
Há dois tipos de ondas:
As ondas transversais e oscilatórias.
As ondas transversais
consistem no deslocamento da massa líquida de encontro ao litoral.
As ondas oscilatórias
são aquelas em que a massa oceânica não é deslocada, isto é, só existe o
movimento circulatório das águas. São do tipo de ondas que se verifica no alto
mar.
Os principais
elementos de uma onda são:
Crista – é a parte superior
de uma onda.
Cava – é a parte inferior
de uma onda
Amplitude ou altura
de onda – é a distância na vertical entre a crista e cava ou
seja a amplitude entre crista e cava.
Comprimento de onda – é a distância na
horizontal entre as duas cristas.
|
As marés
As marés são movimentos de avanço ou recuo alternado no mar em
relação a costa. Também se pode considerar como movimento periódico na vertical
das águas dos oceanos em direcção a costa ou litoral e alto mar. este movimento
é provocado pela atracção da lua e do sol sobre a Terra. Num certo período, o
nível do mar baixa é baixa maré ou maré-baixa e, num outro
período a maré sobe é maré alta ou preia mar.
As correntes marítimas
As correntes marítimas é o movimento na horizontal de grandes massas de água
salgada que circulam nos oceanos na mesma direcção. As correntes marítimas
podem ser: frias ou quentes.
As correntes frias são
as que têm origem nas latitudes polares (altas latitudes) e se deslocam dos
pólos para o equador. Por exemplo: As correntes frias de Benguela,
Califórnia e de Humboldt.
As correntes quentes
são as que têm origem nas baixas latitudes (equador) e se deslocam do equador
para os pólos. Por exemplo: As correntes quentes do Canal de Moçambique, do
Golfo e de Curo-sivo.
A importância das
correntes marítimas
As correntes marítimas
exercem grande influência na distribuição da temperatura, quer dizer estabelece
um equilíbrio térmico só para elucidar certos aspectos, as correntes quentes
transportam grandes massas de água quente para as zonas polares, elevando a
temperatura enquanto as frias transportam grandes massas de água fria para as
zonas equatoriais, assim suavizando a temperatura nesta parte do globo.
As correntes marítimas
trazem consigo grandes cardumes (peixes) que é a fonte de riqueza para a
população que se dedica as actividades piscatórias. As correntes marítimas
quentes são húmidas enquanto as frias são secas.
A importância dos oceanos e mares
Ø A vida dos
oceanos e mares é abundante portanto, é uma fonte de reserva alimentar para o
homem;
Ø Pode-se
extrair água doce nas regiões áridas ou desérticas, temos o caso de Israel que
usa para o consumo doméstico e industrial através da dessalinização da água do
mar;
Ø Os oceanos e
mares são grandes reservas de petróleo, gás natural e outros produtos
energéticos. De salientar que mais da metade das reservas de petróleo estão nos
mares e oceanos;
Ø O oceano é
fornecedor de produtos como Iodo, Mg, Potássio, Cloreto do sódio (sal da
cozinha);
Ø Os oceanos
ligam diversos continentes através das navegações no sector de transportes e
comunicações no planeta;
Ø Pratica-se
várias actividades tais como: piscatórias, turismo, recreação e desporto como
(natação, vólei, pesca e outras modalidades), etc.
A
estrutura interna da terra
Como é constituído o planeta
Terra?
A Terra é
constituída por três (3) zonas: crusta, manto e núcleo.
i.
Crusta da
Terra
· É a parte
exterior da Terra. A sua espessura varia entre 30 a 40 Km na parte
continental e 6 a 7Km nos oceanos.
Uma grande
parte da crusta é coberta por mares e oceanos que ocupam cerca de 71% da
superficie total do globo, contra 29% ocupada por continentes.
ii.
Manto
·
É a zona
situada entre o limite inferior da crusta e os 2900Km de profundidade.
É a zona mais volumosa, representando nada menos do
que 82% do volume do globo.
·
A
densidade das rochas do manto é maior do que a das da crusta.
|
iii.
Núcleo
É a zona central, com uma espessura que vais dos
2900 Km ao centro da Terra, ou seja, até aos 6371Km de profundidade.
Admite-se ser constituido, em grande parte, por metais
pesados e com propriedades magnéticas, como o ferro e o niquel;
Devido a predominância
de metais pesados, a densidade do núcleo é maior do que da crusta e a do manto;
O núcleo externo tem
característica de um fluído e o interior é constituido por materiais sólidos.
CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS QUANTO À ORIGEM
i.
Rochas
magmáticas
As rochas magmáticas resultam da solidificação do magma. Por exemplo:
Traquito, andesito, riolito, granito, gabro, diorito, basalto e bentonite.
As rochas
magmáticas (ígneas) quanto ao modo de ocorrênciais podem ser: plutónicas ou
extrusivas.
Se a solidificação ocorre à grandes profundidades e,
por isso, muito lentamente, formam-se as rochas plutónicas ou intrusivas,
como por exemplo: o granito, sienito, gabro, diorito etc.
Se a solidificação ocorre à superficie ou perto dela
e, por isso, mais ou menos rapidamente, originam-se as rochas vulcânicas
ou extrusivas, como por exemplo: basalto, riolito, andesito.
ii.
Rochas
metamórficas
Resultam a partir de profundas alterações das rochas quando são submetidas
às altas pressões e elevadíssimas temperaturas. Por exemplo: Mármore, ardósia,
gnaisse, grafite, etc.
iii.
Rochas
sedimentares
Resultam da acumulação de sedimentos ou seja da
degradação de uma rocha-mãe. Por exemplo: Areia, argila, calcário, carvão,
sal-gema, os arenitos (ou grés), e os xistos. O petróleo e o carvão natural são
também rochas sedimentares.
Solo é a camada superficial da crusta terrestre,
constituindo uma das riquezas que o Homem precisa para a sua sobrevivência.
Os solos são resultantes do processo da erosão e do
intemperismo (meteorização) este último que consiste na acção dos processos
físicos, químicos e biológicos sobre as rochas da superfície terrestre,
ocasionando a desintegração e decomposição das rochas in situ ou seja
sem o transporte do material erosivo.
Formação do solo
O solo resulta do contacto entre a atmosfera,
litosfera, biosfera e hidrosfera. Realmente as rochas vão sendo aos poucos
fragmentadas pela acção dos agentes atmosféricos ou erosivos (chuvas, ventos,
rios, animais e plantas, mares, glaciares etc.). As plantas actuam através de
raízes ao penetrar numa rocha.
Os factores da formação
dos solos
Quais são os
factores da formação do solo?
Na formação do solo, os factores importantes são:
rocha-mãe, seres vivos, tempo, clima e a topografia (relevo). Portanto, Os
elementos do solo são água, minerais, ar, matéria-orgânica e microrganismo.
Boa resposta!
A medida que a camada superficial da litosfera vai-se
desagregando a alterando resulta a parte mineral do solo. Pouco a pouco, esta
camada mineral será invadida pela fauna e flora que, por sua vez, aceleram a
desagregação mecânica e decomposição química e provocam a acumulação da matéria
orgânica na parte superficial.
O perfil do solo
O
solo é constituído por uma série de camadas cuja sequência é chamada perfil de solo.
A
acção dos microrganismos intensifica-se decompondo esta matéria orgânica
acumulada e transformando-a em húmus. E vai evoluindo, numa fase de maturidade
apresentando três camadas distintas – Os horizontes.
i.
Horizonte A ou
superior – é o mais ou menos rico em matéria orgânica.
ii.
Horizonte B ou
médio – é constituído por matéria orgânica arrastada do horizonte A, pela acção
da água de infiltração e por matéria mineral proveniente do horizonte C.
iii.
Horizonte C –
estabelece a transição para a rocha-mãe, sendo constituído por blocos de
rochas, mais ou menos fragmentados e alterados.
OS
AGENTES MODELADORES DE RELEVOS
O relevo terrestre é resultante da actuação de dois
tipos de forcas denominadas agentes do relevo ou geodinâmica da Terra.
A geodinâmica pode ser interna (quando resulta da
acção proveniente do interior da Terra) e é externa (quando resulta de
fenómenos que actuam directa ou indirectamente sobre a superfície terrestre.
AGENTES DA GEODINÂMICA INTERNA
Os movimentos internos podem actuar muito lentamente,
em movimentos não perceptíveis pelo homem (movimentos tectónicos) ou bruscos e
violentos (sismos e vulcões).
O Tectonismo
Os movimentos tectónicos também chamados Diastrofismo
(distorções), são forças lentas e prolongadas que afectam a superfície
terrestre verticalmente (epirogênise) ou horizontalmente
(orogênise).
Epirogênise: são
movimentos verticais lentos e prolongados que provocam afundamentos e
levantamentos de grandes extensões continentais (blocos de rochas).
Orogênise: são
movimentos horizontais lentos e prolongados que actuam sobre camadas de rochas
sedimentares de boa plasticidade, provocando o dobramento das mesmas. É o
processo de formação das montanhas.
Estrutura das dobras
Os movimentos desencadeados pelas forcas horizontais
produzem deformações nas massas rochosas sedimentares, por possuírem grande
plasticidade, originando dobras.
Distingue-se diferentes
tipos de dobras:
Dobras convexas ou Anticiclinal – surge como monte. Dá-se o nome de anticiclinal a
parte da dobra cuja concavidade está voltada para baixo ou seja é a parte
superior de uma dobra.
Dobras côncavas ou Sinclinal – surge como vale (depressão de monte). Dá-se o nome
de sinclinal a parte da dobra cuja concavidade estás voltada para cima ou seja
é a parte inferior de uma dobra.
Estrutura de uma falha
Quando as forcas horizontais, com origem no interior
da Terra, exercem pressões sobre as rochas mais duras, estas quebram-se isto é,
fracturam-se.
.
Fractura é uma ruptura das
massas rochosas, sem nenhum deslocamento de blocos rochosos
|
A falha surge quando os blocos fracturam-se e sofrem um
deslocamento ao longo da zona de fractura.
As falhas encontram-se em todos os tipos de rochas.
No entanto, raramente aparecem isoladas. Em geral, surgem agrupadas numa ou
várias direcções, formando relevos salientes - Os relevos de falha
|
.
OS
AGENTES MODELADORES DE RELEVOS - ABALOS SÍSMICOS E VULCANISMO
Os abalos sísmicos são movimentos vibratórios da
crusta terrestre mais ou menos violentos mas de curta duração. Os mais fortes
são muitas vezes precedidos e sucedidos de outros menos intensos – os abalos
premonitórios e as réplicas, respectivamente.
Qualquer sismo tem origem no interior da crusta ou do
manto, num local chamado hipocentro ou foco.
A origem dos sismos é variada, embora muitas das vezes
esteja relacionada com o movimento das placas tectónicas. Podem, também, surgir
sismos em consequência das explosões nucleares, desmoronamento subterrâneos,
erupção vulcânica, etc.
A partir de foco, o sismo propaga-se por intermédio de
vibrações até que atinja a superfície. Ao ponto da superfície terrestre por
onde se manifesta o sismo dá-se o nome de epicentro.
A intensidade do sismo é maior no epicentro do que em
qualquer outro ponto da superfície terrestre. A intensidade varia igualmente
com a profundidade a que se encontra o foco e a quantidade de energia libertada
pelo foco.
Quando
o epicentro se localiza no continente chama-se terramoto ou tremor de
Terra, e quando se localiza no mar ou oceano chama-se maremoto ou tsunami.
Os aparelhos que registam a intensidade de sismos são chamados sismógrafos. Estes traçam sismogramas.
Os aparelhos que registam a intensidade de sismos são chamados sismógrafos. Estes traçam sismogramas.
A ciência que estuda os sismos, a sua origem e seus
elementos é a sismologia. As escalas de medição da intensidade dos sismos que
mais se destacam são a de Mercalli com 12º expressas em números romanos e a de
Richter (esta é a mais frequentemente usada) que corresponde a dez (10) graus.
As consequências dos
sismos
As consequências dos sismos são variadas e por vezes
catastróficas. Desmoronamentos, derrocadas de edifícios, incêndios, aberturas
de fendas na crusta, desvio de rios, lagos, alteração da temperatura de água
nas nascentes e alterações morfológicas.
Os abalos sísmicos podem ser benéficos para o planeta:
·
Os abalos sísmicos permitem restabelecer um equilíbrio
das forças na Terra, pois, com eles dissipam-se as tensões que se vêem
acumulando ao longo dos tempos.
·
Os movimentos sísmicos aceleram as transformações
morfológicas do globo criando novas fendas, deslocando blocos, enfim,
rejuvenescendo normalmente o aspecto muito da superfície terrestre.
VULCANISMO
Chama-se vulcanismo a actividade pela qual se dá
à eliminação dos materiais magmáticos do interior da Terra para a superfície
terrestre.
Quando o material magmático alcança a superfície
terrestre através de uma abertura (fenda) tem-se então o que se chama erupção
vulcânica ou vulcão, propriamente.
Vulcão é uma
abertura ou fenda na crusta terrestre através da qual saem diversos materiais
como: a lava, cinzas vulcânicas, gases, vapor de água e fragmentos de rochas.
Lavas são
materiais magmáticos em estado de fusão que atingem a superfície da Terra a
temperaturas muito elevadas (por vezes superiores a 1000º C).
Os elementos de um
vulcão
Cratera – é depressão mais
ou menos circular por onde são expelidas as lavas.
Chaminé - é o canal por onde se
processa a subida (ascensão) da lava e outros materiais vulcânicos.
Cone vulcânico – é constituído por
materiais resultantes da acumulação dos produtos vulcânicos, formando o
formato de cone.
Câmara magmática – é o depósito do
magma ou seja local do interior da Terra onde partem os materiais vulcânicos.
|
Tipos de vulcões
Vulcões activos – os
que tiveram erupções desde os tempos históricos.
Vulcões extintos – os
que não tiveram nenhuma erupção em tempos históricos.
NB: Erupção – é emissão de matérias vinda do interior
da Terra.
A distribuição
geográfica dos sismos e vulcões
Existem duas grandes zonas onde estão concentradas a
maioria dos vulcões modernos. São eles:
·
O circuito ou Anel do fogo do Pacífico – abrange as seguintes regiões: Cordilheira dos
Andes, costas ocidentais da América do Norte, Japão, Filipinas, Nova Guine,
Península de Kamchatka, Nova Zelândia, Ilhas Aleutas, e Filipinas.
·
O circuito do fogo do Atlântico – abrange América central, Antilhas, Açores, Cabo
Verde, Mediterrâneo e Himalaias.
OS AGENTES DA GEODINÂMICA EXTERNA
Depois do relevo formado, sobre ele, começam a actuar
forcas externas que vão provocando lentas, mas profundas transformações.
As transformações do relevo devem-se as acções
constantes de agentes que provocam alterações nas rochas. Estes agentes, porque
actuam na superfície terrestre, designam-se agentes externos ou da geodinâmica
externa.
A acção de transformação do relevo pelos agentes
externos designa-se erosão. A erosão envolve três processos: Desgaste
das rochas, transporte dos materiais resultantes desse processo de desgaste e a
acumulação ou deposição desses materiais.
EROSÃO
A erosão é o conjunto de fenómenos sucessivos que
determina a modificação das rochas e do relevo pela desintegração da rocha,
transporte e acumulação dos materiais rochosos.
Tipos
de erosão
i)
Erosão fluvial
Os rios realizam três trabalhos principais e de grande
importância que são: arranque (desgaste), transporte e acumulação dos
sedimentos (detritos). No entanto a erosão fluvial tem como finalidade
principal escoamento do leito e a formação de vertentes, permitindo assim um
melhor escoamento das águas desde a nascente (olho de água) até a desembocadura
do rio (foz).
A erosão fluvial depende de:
- do caudal do rio;
- da carga sólida transportada;
- do declive do terreno e
- da velocidade da águas do rio
ii)
Erosão eólica
Manifesta-se pela formação de dunas e loess devido a
acção do vento sobretudo nas zonas costeiras e desérticas.
Para além das erosões anteriores, ainda temos a erosão
marinha (acção de mares e oceanos), erosão pluvial (acção da chuva), erosão
glacial (acção dos glaciares nas zonas polares) e erosão lacustre (nos lagos),
etc.
METEORIZAÇÃO
A meteorização é o processo da desintegração mecânica
ou decomposição da rocha provocada por acções dos agentes externos, quer pela variação da temperatura quer pela acção da
água, sem nenhum deslocamento do material rochoso, ou seja ocorre in situ, no
mesmo lugar.
A meteorização pode ser: Física, química e biológica.
a)
Meteorização física ou mecânica – consiste em que as forças de tensão actuem sobre as
rochas, causando a sua desagregação, através da variação da temperatura
Diz-se termoclastia quando a desagregação da
rocha resulta do aumento da temperatura e arrefecimento brusco, fazendo com que
a rocha estala-se e destrua-se.
Diz-se crioclastia quando a desagregação da
rocha resulta congelação de uma rocha devido a penetração da água nos seus
poros, fazendo com haja alargamento dos mesmos, estando-se a posterior.
Os factores principais da meteorização física ou
mecânica são: a temperatura, água e a vegetação (plantas e animais).
b)
Meteorização química – A mudança da rocha está acompanhada pela modificação
da composição química.
Os factores principais são: água, dióxido do carbono e
a temperatura.
c)
Meteorização biológica – A rocha é destruída física e quimicamente devido a
acção da matéria orgânica.
ERAS GEOLÓGICAS E EVOLUÇÃO GEOLÓGICA DA TERRA
Numa primeira fase a Terra
era formada por um supercontinente chamado Pangeia e rodeado por um
único oceano chamado Pantalassa.
Nos cerca dos 4 600 milhões de anos de existência
muitas foram as alterações que o planeta sofreu. Com base nesses acontecimentos
geológicos, biológicos e climáticos pode-se individualizar as eras geológicas.
A maior parte do relevo que então se formou foi
destruída ao longo dos tempos e o que nos resta são os famosos escudos antigos
(por exemplo: escudo africano).
A Era
Arcaica é muito pouco conhecida. A maior parte do relevo moderno que se formou
nesta Era foi destruída ao longo do tempo e deles apenas restam alguns como o
escudo africano.
No entanto, as Terras estavam interligadas num único
super continente chamado Pangea, rodeado por um único oceano chamado a Pantalassa.
Na Paleozóica esse super continente terá começado a subdividir-se
em dois continentes: a Laurásia (no norte) e a Gondwana (a sul).
A Gondwana englobaria a actual América do Sul, África,
Índia, Madagáscar, Austrália e Antárctida.
Os continentes Laurásia e Gondwana encontravam-se
parcialmente separados por um amplo oceano chamado – o mar de Thétis.
Ao longo desta Era, foram-se formando cadeias
montanhosas como resultados dos movimentos orogénicos que se fizeram sentir.
Na
Mesozóica os relevos, anteriormente, formados sofreram erosão e detritos daí
resultantes, foram-se acumulando nos mares e imediações continentais,
particularmente o mar de Thétis.
A Era Cenozóica trouxe profundas alterações.
Concretizou-se a formação do oceano Atlântico sul; a continuação da separação
da América do Norte e a Eurásia; principiou a separação da América do Sul e
África; uniram-se as duas Américas (Norte e Sul) através do estreito do Panamá;
o mar de Thétis foi progressivamente compactado, transformando no actual mar
Mediterrâneo; A massa continental da Índia deslocou-se para o Norte até colidir
com a Ásia, como consequência da colisão surgiu a cadeia dos Himalaias.
Estas deslocações deram origem as outras cadeias montanhosas,
como os Alpes (na Europa), Atlas (África), Montanhas Rochosas e os Andes
(América). Nesta Era, verificou-se, também, a separação da Austrália, do
Madagáscar e da Antárctida.
A Era Quaternária é a mais recente e é marcada pelo
aparecimento do Homem. Nesta Era notabilizou-se pela instabilidade da orogenia
alpina, numerosos sismos e vulcões nas áreas profundamente afectadas por esta
orogenia. Época marcadamente, pela instabilidade climática.
ERAS GEOLÓGICAS – DIVISÃO DO TEMPO GEOLÓGICO
Eras
|
Duração em milhões de
anos
|
Principais
Acontecimentos
|
||
Geológicos
|
Biológicos
|
Climáticos
|
||
Quaternária ou
Antropozóica
|
2
|
Alterações
do nível do mar comandam o sistema erosivo
|
Aparecimento
do Homem
|
Grandes
alterações climáticas associadas as glaciações
|
Terciária ou
Cenozóica
|
63
|
Movimentos
orogénicos – orogenia alpina – dão origem as grandes cadeias montanhosas
(Alpes, Himalaias e Andes, etc.)
|
Desenvolveram
os mamíferos e as flores de caducifólias e os prados
|
Grande
diversidade climática
|
Secundária ou Mesozóica
|
160
|
Inicio
da fragmentação da massa continental; intensa erosão e sedimentação – calma
orogénica
|
Desapareceram
muitos animais primitivos, surgem as primeiras aves; os répteis atingem o seu
apogeu.
|
O
clima não sofre grandes alterações nesta Era.
|
Primária ou
Paleozóica
|
345
|
Movimentos
orogénicos – principalmente os da orogenia hercinica que deram origem as
cadeias montanhosas.
|
Desenvolvimento
dos primeiros seres; aparecimento de peixes e dos primeiros répteis. Surge a
vida na parte continental.
|
Variações
climáticas com ocorrência de glaciações (período em que as condições
climáticas conduzem ao estabelecimento de muitos glaciares e sua progressão).
|
Pré-câmbrica ou
Arcaica ou mesmo
Criptozóica
|
4030
|
Formação
da Terra, seu arrefecimento, diferenciação da crusta granítica e basáltica,
formação de rios e mares
|
Aparecimento
das primeiras formas de vida no mar.
|
Alterações
da composição da atmosfera com condensação de vapor de água e produção de
oxigénio.
|
Quadro Resumo das Eras geológicas Fonte: Matos (1989)
Geografia Física de Moçambique
Localização Geográfica
Moçambique
localiza-se a Sul do Equador, na costa oriental de África na região da África
Austral .
Localização cósmica
No
que respeita a localização cósmica (astronómica), Moçambique estende-se entre os paralelos
10˚27´ e 26˚52’ de latitude Sul e entre os meridianos 30˚12’ e 40˚51’de
latitude Este.
Limites
Moçambique tem como limites:
Norte – Rio Rovuma que o separa da
República Unida da Tanzânia
Sul- República da África do Sul
Este- Oceano Índico
Oeste/ W- Zimbabwe e República da África do
Sul
Noroeste – Malawi e Zâmbia
Sudoeste - África do Sul e Swazilândia (vide o
mapa 2)
|
A extensão territorial de Moçambique
O território
nacional, cobre uma superfície total de 799.380 km2, sendo que,
786.380 km² correspondem a terra firme e 1.300 km2 são ocupados por
águas interiores constituídos pelos rios, lagos, lagoas e pântanos.
Os pontos extremos de Moçambique
A
configuração de Moçambique apresenta variação na sua largura.
A maior
largura do território situa-se entre a confluência do rio Aruângua com o rio
Zambeze, no distrito de Zumbo, a Oeste
da província de Tete, e a Ponta Janga, na península de Mossuril, a Este da,
província de Nampula com 963 km.
A menor
largura é de 47,5 km, Situa-se no Sul de país, entre a fronteira da Swazilândia
em Namaacha e o Alto Farol da Catembe, na baía de Maputo.
O
comprimento máximo é de 1.800 km, entre a foz do rio Rovuma, a Norte e o rio
Maputo, a Sul.
A Importância Socioeconómica dos Acidentes da Costa
Moçambicana
Eles
revestem-se de grande importância socioeconómica e cultural, pelo facto
de constituírem lugares para:
§ Instalação
de bases militares;
§ instalação
de faróis para a navegação marítima;
§ prática de
turismo e de diversão e lazer;
§ prática de
desporto aquático;
§ prática do
comércio nacional e interna;
§ instalação
de portos e docas;
§ prática da
pesca desportiva;
§ extracção de
sal;
§ instalação
de centros de investigação e pesquisa da fauna e flora marinha;
§ apoio à
navegação marítima.
As
Principais Unidades Geológicas: Precâmbrico e Fanerozóico
i.
O Precâmbrico
O Precâmbrico, é uma unidade que
representa os terrenos mais antigos de Moçambique, constituída por rochas mais
antigas formadas há mais de 600 milhões de anos.
Esta formação ocupa uma superfície
de 534.000 km2, equivalente a dois terço do território nacional.
O Precâmbrico localiza-se nas
regiões Norte e Centro do país, principalmente nas províncias de Manica,
Sofala, Zambézia, Nampula e Cabo Delgado.
Em Moçambique as rochas do
Precâmbrico dividem-se em duas partes a saber:
Precâmbrico Inferior ou Arcaico
O
Precâmbrico Inferior é representado pelo cratão rodesiano (zimbabwiano),
geologicamente é constituído por rochas metamórficas de origem magmáticas e
sedimentares.
O Precâmbrico Inferior localiza-se
na província de Manica, as suas rochas têm uma idade de 200 milhões de anos e
são constituídas por formações montanhosas de Macequesse, M’beza e Vengo.
O Sistema Manica prolonga-se para o
interior do Zimbabwe, onde, forma os cinturões de ouro de Mutare e Odzi.
Pré-câmbrico
Superior
Precâmbrico Superior, conhecido por
cinturão de Moçambique (Mozambique Belt) são rochas antigas que datam de 500
milhões de anos, resultantes de orogenias.
O precâmbrico superior divide-se em 3 províncias geológicas; nomeadamente:
- Província de Moçambique que abrange as regiões Norte e Centro de
Tete e as proximidades do Lago Niassa.
- Província de Niassa que se estende desde Zambézia até ao interior
de Niassa abrangendo Cabo Delgado.
- Província do Médio-Zambeze que ocupa uma parte do Sul de Tete e
Norte de Manica.
O Fanerozóico é constituído essencialmente por rochas
sedimentares que se formaram entre 300 e 70 milhões de anos. Essas rochas
incluem também as formações eruptivas, como basaltos e riólitos que ocorrem
junto a fronteira Sul do país .
Ocupa quase na sua totalidade as províncias de
Inhambane, Gaza e Maputo, e vai-se estreitando de forma gradual para o Norte
até ao curso inferior do rio Rovuma ocupando, 237.000 km2 do
território nacional.
As principais formações do Fanerozóico
Fazem parte do Fanerozóico as formações como:
Karroo, Jurássico, Cretácico, Terciário e Quaternário.
i.
Karroo
O Karroo é constituído por depósitos
de sedimentos que correspondem a ocorrência de carvão mineral. E nele
distinguem-se três divisões: Indiferenciado,
Inferior e Superior.
O nome Karroo provém de uma área com
o mesmo nome na República Sul Africana onde o sistema está bem representado. As
principais bacias carboníferas de Moçambique localizam-se nas províncias de Cabo Delgado, Niassa (Bacias de Chemba,
Luchimua e Lunho-Maniamba), Tete (Bacias de Moatize-Minjova, Mucanha-Vuzi e
Sânango) e Manica (Espungabera) e Sofala.
O valor económico do Karroo reside
no facto de possuir enormes jazigos de carvão mineral, germânico, perlites,
ágatas e bentonites.
ii.
O Jurássico
O Jurássico é constituído por rochas
sedimentares como grés, calcário e conglomerados, por vezes grosseiro, entre
Nacala e Mossuril e na Bacia do Rovuma mas, também possui rochas eruptivas como
riólitos e gabros. As formações do Jurássico ocorrem fundamentalmente, nas
províncias de Cabo Delgado, Nampula e Tete.
iii.
O Cretácico
Durante este período ocorreram em
Moçambique fenómenos transgressivos que originaram a formação de depósitos
sedimentares nas bacias do Zambeze e Save. É neste período que se formaram depósitos de hidrocarbonetos,
de grande valor económico para o país.
Na ocasião formaram-se rochas sedimentares como: grés,
conglomerados e calcário; rochas
eruptivas extrusivas: riólitos e carbonatitos.
O destaque especial em termos de
eventos deste período vai para a formação dos depósitos de hidrocarbonetos onde
ocorrem os jazigos de gás natural nas províncias de Inhambane (Pande e Temane),
Sofala (Búzi) e Cabo Delgado (Bacia de Rovuma).
iv.
O Terciário
e Quaternário
Estas duas formações do Fanerozóico
são as mais recentes e apresentam semelhanças na composição litológica.
Foi durante o Quaternário, que surge
o Homem e as formações recentes que cobrem a maior parte do Sul do Save, e o
litoral do país até foz do Rovuma. Constituem formações do Quaternário: as
dunas litorais, o calcário litoral, o grés, conglomerados de areias pesadas,
granadas, ouro aluvional, aluviões, coluviões, argila, e diatomito. Algumas
destas formações revestem-se de extrema importância económica para o país.
Classificação
e distribuição dos solos em Moçambique
A classificação dos solos está
relacionada com as condições hídricas, morfológicas locais; a influência do
clima, a natureza geológica e a idade da rocha mãe, distribuem-se de forma
irregular ao longo do território nacional, conforme se pode depreender de
Norte para o Sul do pais:
Solos da
região Norte
Nesta região devido a predominância
das rochas de precâmbrico e abundância das precipitações os solos dominantes
são argilosos que variam da seguinte forma:
- Solos franco-argilosos-avermelhados que são vulneráveis à erosão e que cobrem a maior área desta zona do país;
- Solos franco-argilosos vermelhos e castanhos profundos cobrindo uma área considerável da zona, esses são permeáveis pouco susceptíveis à erosão e de boa drenagem.
No litoral Norte devido a presença do fanerozóico ocorrem solos arenosos
dunares,costeiros e fluviais expostos à acção eólica.
Solos da região Centro
Nesta região há ocorrência de solos franco-argilosos-arenosos avermelhados
ricos em calcários e solos franco-argilosos-arenosos acastanhados. No curso
médio e inferior do rio Zambeze dominam os solos fluviais com alta fertilidade.
Os chamados solos escuros caracterizam a área comprendida entre a Cidade de
Tete e grande parte do distrito de Moatize, devido à ocorrência do carvão
mineral e grafite.
Solos da região Sul
No Sul do país, os solos predominantes são os arenosos pouco férteis e
bastante permeáveis ou seja com baixo poder de retenção de água, ainda ocorrem
solos arenosos brancos, fluviais de elevado grau de fertilidade e marinhos. Na
cadeia dos Libombos, ao longo da fronteira dominam os solos delgados, pouco
evoluídos e não muito aptos para a prática da agricultura uma vez que são pouco
profundos.
1.8.1.
formas de
relevo de Moçambique
i.
Planície
litoral
A planície litoral, estende-se ao
longo de toda a faixa costeira, estreitando da foz do rio Rovuma, ao delta de
Zambeze e alonga-se na parte Sul à chamada grande planície moçambicana, até à
Ponta de Ouro. Ela ocupa 1/3 do território nacional.
Existem ainda as chamadas planícies
depressionárias que se estendem ao longo dos vales dos principais rios,
acabando por receber o nome das
respectivas bacias hidrográficas, como por exemplo:
§ Planície do
Incomáti,
§ Planície do
Limpopo,
§ Planície do
Save,
§ Planície do
Búzi,
§ Planície do
Lúrio,
§ Planície de
Lugela
§ Planície do
Messalo,
§ Planície do
Zambeze,
ii.
Planaltos
Em Moçambique, os planaltos ocorrem principalmente
nas regiões Centro e Norte do país onde são mais expressivos sobretudo nas
províncias de Manica, Tete, Zambézia , Nampula, Niassa e Cabo Delgado,
configurando-se em montes ilhas ou “inselbergs”
(montes residuais).
Na região Sul do país, os planaltos ocupam apenas
uma pequena faixa na zona ocidental das províncias de Maputo e Gaza num alinhamento montanhoso de
aproximadamente, 900 km de comprimento e 30 km de largura máxima, ao longo da
fronteira entre Moçambique com a Suazilândia, República da África do Sul e
Zimbabwe;
Em algumas zonas planálticas ocorrem planícies de
acumulação que resultam das escavações realizadas nos vales dos rios, como é o
caso dos vales dos rios Zambeze, Messalo e Lugela.
Na zona dos planaltos distinguem-se:
-
Planaltos médios (200m – 600 m de altitude)
- Altiplanaltos (600m – 1.000 m de altitude)
Os principais planaltos
Planalto
Moçambicano: Localiza-se nas províncias da Zambézia e Nampula.
Nesta região os planaltos possuem altitudes que variam de 600 e 1.000 metros de
altitudes. A principal característica do planalto Moçambicano é a ocorrência de
“inselbergs” designados por montes ilhas ou residuais.
Planalto de
Niassa - localiza-se na província de Niassa ao longo do lago Niassa;
Planalto de
Mueda – localiza-se na província de Cabo Delgado;
Planalto de
Chimoio– Localiza-se na província de Manica junto à fronteira com Zimbabwe;
Planalto de
Marávia - na província de Tete junto à fronteira com Zâmbia;
Planalto de
Angónia – na província de Tete junto à fronteira com Malawi;
As principais montanhas
As formações montanhas com
altitudes iguais ou superiores a 1.000 metros situam-se a :
§ Ocidente do
Niassa;
§ Noroeste da
Zambézia e Tete;
§ Ocidente de
Manica.
Os principais factores que influenciam o clima de Moçambique
Os factores que influenciam o clima de Moҫambique são: latitude, altitude, continentalidade,
corrente marítima quente do canal de
Moҫambique e ventos alíseos e a Zona de Convergência Intertropical (CIT).
i.
Latitude
A maior parte do território
moçambicano situa-se na zona intertropical ou tórrida, onde a latitude ainda é pequena, o que lhe
confere temperaturas médias anuais acima de 20º C, e o clima é quente do tipo
tropical.
ii.
Altitude
Nas zonas planálticas e montanhosas do interior do país, Maniamba-Amaramba,
Chire-Namúli, Marávia-Angónia, Mueda, Montes Libombos e Chimanimani, as
temperaturas são relativamente suáveis ou amenas, ocorrendo frequentemente,
chuvas de tipo orográficas ou de relevo
com elevados valores pluviométricos.
iii.
Continentalidade
As temperaturas e as chuvas variam com a aproximação ou afastamento do mar.
A medida que nos afastamos do mar, para o interior do país chove menos e as
amplitudes térmicas são
maiores. Assim, no interior de Moçambique, em particular no Sul de Save
(interior das províncias de Inhambane e
Gaza), Sul de Tete, e Norte de Manica chove menos em relação ao litoral que
recebe massas de ar marítimo quente e húmido, proporcionando chuvas regulares
ao longo do ano.
Corrente marítima quente do Canal de Moҫambique
A
corrente marítima quente do Canal de Moçambique, com uma direcção geral
Norte-Sul, condiciona nas zonas de sua influência, o aumento da temperatura e
da evaporação das superfícies líquidas, o que tem culminado com a ocorrência de
precipitações sobretudo ao longo do litoral.
A costa
Sul do Save, na província de Inhambane é atravessada pelo Trópico de
Capricórnio, o lugar de influência de altas pressões subtropicais seria por
natureza, de clima tropical seco, facto que não acontece graças à influência da
corrente marítima quente do Canal de Moçambique.
i.
Ventos
alíseos
São ventos constantes que sopram dos trópicos para o Equador tornando-se
numa zona de Convergência Intertropical (CIT), para onde convergem os ventos
alíseos (centro de baixas pressões equatoriais-ciclones). Ela desloca-se de um
para outro lado do Equador, ocasionando duas estações diferentes, sendo uma:
quente e chuvosa (que vai de Outubro à Março) e outra seca e fresca (que vai de
Abril à Setembro).
Principais tipos de climas características e
localização.
A combinação
dos diferentes factores meteorológicos, físicos e humanos levam-nos a concluir
que em Moçambique ocorrem os seguintes tipos de clima (mapa 8):
§ Clima
tropical húmido
§ Clima tropical seco
§ Clima tropical semi-árido
§ Clima
tropical de altitude
Clima
tropical húmido – tem como características: As Temperaturas Médias
Anuais superiores a 20˚C, oscilando por vezes entre 24˚C e 26˚C. Regista
pequenas amplitudes térmicas anuais, variando entre 3˚C e 6˚C. Os valores
pluviométricos situam-se entre 800 mm e 1.000 mm/ano. A época chuvosa
prolonga-se por mais de seis meses no verão (Outubro à Abril), portanto,
superando a seca.
Distribuição: Este
clima cobre quase na totalidade a região Norte, metade do Centro e uma pequena faixa
do litoral Sul.
Clima tropical seco -
caracteriza-se por possuir: As Temperaturas Médias Anuais superiores a 26˚C. A
estação seca (fresca e seca) é a mais prolongada vai de Abril à Setembro, superando
deste modo a quente e chuvosa. A precipitação é fraca com valores a rondarem
entre 600 mm e 800 mm/ano.
Localização: Na região Centro (Sul de Tete, Norte de Tete, Sudoeste da Zambézia, Sul de
Manica e Sofala nas proximidades do rio Save), e interiores das províncias
meridionais de Inhambane, Gaza e Maputo.
Clima tropical semi-árido – apresenta como características. As Temperaturas
Médias Anuais acima de 26˚C. O períolo seco é o mais longo. As
chuvas são raras e fracas, com índices pluviométricos abaixo de 400 mm/ano.
Localização: Está bem representado nas terras do interior da província de Gaza:
Pafúri, Chicualacuala, Guijá e Massingir.
Clima
tropical de altitude ou modificado pela altitude
caracteriza-se por: Os valores médios térmicos anuais não ultrapassarem os
22˚C; as chuvas de relevo ou orográficas regulares e abundantes ao longo do
ano; a quantidade de queda pluviométrica anual está entre 1.400mm e 1.800mm.
Localização:
Distribui-se pelas regiões planálticas e montanhosas do país, nomeadamente:
Planaltos da Marávia–Angónia (Norte de Tete), Sistema Maniamba–Amaramba
(Niassa), Formações Chire-Namúli (Zambézia), Maciço Chimanimani( Manica) e
Cadeia dos Libombos (Maputo).
Biogeografia é a ciência geográfica que estuda a distribuição espacial dos seres vivos
(plantas e animais).
Fitogeografia- é a ciência que estuda, a distribuição da vegetação
pela superfície terrestre.
Zoogeografia- é a ciência que estuda a distribuição de animais pela superfície
terrestre.
Fitogeografia ( vegetação)
A
cobertura de Moçambique pela vegetação natural deve-se, por um lado, a sua
localização geográfica e por outro, a diferentes factores, tais como: latitude,
altitude, geologia, clima, solos, extensão da bacia hidrográfica,
continentalidade, acção humana, entre outros. Razão pela qual, apresenta
diferentes tipos de formações vegetais.
Das
mais de vinte (20) regiões fitogeográficas existentes em Moçambique, segundo a
sua localização geográfica no continente africano, importa-nos destacar apenas
três (3), a saber:
1- Centro Regional de Endemismo
Zambeziano;
2- Mozaíco Regional Zanzibar;
3- Mozaíco Regional Tongoland –
Pongoland.
Noções sobre algumas formações vegetais que ocorrem em
Moçambique
Floresta- é a cobertura vegetal constituída por diferentes
estratos vegetais (herbáceo, arbustivo e arbóreo) e de acordo com o seu
desenvolvimento pode ser fechada ou aberta e caracteriza as zonas com índices
pluviométricos consideráveis, caso de Norte e Centro do país.
Savana- é uma formação vegetal menos
desenvolvida com três estratos, elas são típicas das zonas de fraca
precipitação e com aspecto diferenciado, de acordo com a sua constituição,
assim distingue-se:
Savana herbácea - com
domínio de estrato herbáceo de gramíneas ou capim.
Savana arbórea apresenta
os três estratos, sendo o de árvores o mais dominante.
Savana arbustiva - o estrato
de arbustos é dominante em relação aos outros (herbáceo e arbóreo).
Floresta galeria -
desenvolve-se ao longo das margens dos rios com um aspecto de um túnel,
trata-se duma vegetação que se confunde com a floresta densa, ocorrendo
principalmente nas regiões Norte e Centro.
Estepe - é uma
formação vegetal muito menos desenvolvida e típica das zonas sob influência de
climas tropical seco e semi-árido que ocorrem principalmente nas terras do
interior das províncias de Inhambane, Gaza, Maputo e Sul de Tete.
Flora aquática/Mangal - cresce
ao longo da costa, sobre solos halomórficos (salgados) sob influência das
marés, ventos marítimos e descargas dos rios. O seu aspecto vegetativo varia
entre arbustivo e arbóreo.
Pradaria- formação
vegetal principalmente de gramíneas baixas
de altura que vai até um metro e desprovida de arbustos e árvores. Ela
desenvolve-se em zonas planas de solos aluvionares de textura média e fina que
se sujeitam às inundações em regiões depressionárias
Flora cultural- refere-se
a espécies vegetais seleccionadas pelo Homem segundo o seu valor socioeconómico
e cultural. Fazem parte da flora cultural espécies como: fruteiras, cereais,
oleaginosas e árvores de sombra.
Parques Nacionais
Parques Nacionais
|
Localização
|
Área (km²)
|
Parque Nacional de Gorongosa
|
Sofala
|
5.370
|
Parque Nacional de Zinave
|
Inhambane
|
6.000
|
Parque Nacional de Banhine
|
Gaza
|
7.000
|
P. N. do Arquipélago de Bazaruto
|
Inhambane
|
1.600
|
Parque Nacional das Quírimbas
|
Cabo Delgado
|
7.500
|
Parque Nacional do Limpopo
|
Gaza
|
10.000
|
Tabela Reservas de caça
Reservas de caça
|
Localização
|
Área(km²)
|
Reserva Especial de Maputo
|
Maputo
|
700
|
Reserva de Pomene
|
Inhambane
|
200
|
Reserva do Gilé
|
Zambézia
|
2.100
|
Reserva de Marromeu
|
Sofala
|
1.500
|
Reserva do Niassa
|
Niassa
|
42.200
|
Tabela Coutadas ( apenas
alguns exemplos)
Número de coutada
|
Localização
|
Área(km²)
|
4
|
Manica
|
12.300
|
5
|
Sofala
|
6.868
|
12
|
Sofala
|
2.963
|
14
|
Sofala
|
1.353
|
As principais bacias
hidrográficas de Moçambique
Moçambique dispõe de muitos rios, que se localizam ao longo do território
nacional, apresentando diferenças no seu comportamento influenciado pelas
condições climáticas e morfológicas, fundamentalmente.
Veja
descritas a seguir algumas bacias hidrográficas de Norte a Sul ( observe o mapa
11).
As principais bacia hidrográficas de Moçambique
Bacia do Rovuma (101.160 km²)
É irrigada pelo rio Rovuma que nasce no
planalto de Ungone na República Unida da Tanzânia, os 650 km são percorridos no
território nacional no sentido, Oeste–Este, desaguando em forma de um estuário
no Oceano Índico junto ao distrito de Palma, Província de Cabo Delgado .
O seu
regime é constante, alimenta-se da água da chuva, bem como, dos seus afluentes:
rios Lugenda, Messinge e Lucheringo.
Bacia de Lúrio (área de 60.800 km²)
O Rio
Lúrio nasce no monte Malema em Nampula até a sua foz no Índico onde termina em
estuário depois de percorrer mais de 500 km, o rio Lúrio é inteiramente
moçambicano e serve de limite natural entre as província de Nampula, com a de
Niassa e Cabo Delgado. A bacia de Lúrio abrange as províncias de Nampula,
Niassa e Cabo Delgado. O seu regime é periódico e conta com os afluentes, rios:
Lalaua e Moataze.
Bacia do Zambeze (percorre 820 km em Moçambique)
O rio
Zambeze nasce na Zâmbia a 30 km da fronteira com Angola. A sua área total é de 1.390.000 km² é também partilhada entre: Angola,
Namíbia, Malawi e Botswana.
Nas
zonas montanhosas e planálticas apresenta cataratas (quedas de água) como são
os casos de Quedas Victória (Victory Fall’s) com cerca de 1708 m de extensão e
uma queda de 99 m, Chavuma Fall’s e Ngonye Fall’s.
O rio Zambeze
possui um elevado potencial hidroeléctrico, e, é sobre ele que se construíram
as barragens de Cahora-Bassa, na província de Tete e de Kariba entre Zimbabwe e
Zâmbia. O rio Zambeze tem um comprimento de 820 km na parte moçambicana, do seu
total de 2.700 km e desagua em forma de um delta no oceano Índico em Chinde, província da Zambézia. O seu
regime é constante e os afluentes são Chire, Aruângua, Panhame, Revubue e
Luenha.
Bacia de Búzi (Com uma área de 28.800 km² sendo, 25.600 km² em Moçambique)
O rio
Búzi nasce no Zimbabwe, atravessa Manica e Sofala até Índico, percorrendo a
mesma distância de 320 km, na bacia de Búzi, localiza-se o rio Revué onde se
encontra a Barragem de Chicamba Real na província de Manica.
Bacia de Púnguè (29.500 km²)
O Rio Púngue
nasce no Zimbabwe, atravessa Manica e Sofala num percurso de 322 km até a sua
foz no Oceano Índico; O seu regime é periódico. Os seus afluentes são:
Mazingaze, Muda e Vanduzi.
Bacia de Save (22.575 km²)
O rio
Save nasce no Zimbabwe e tem a sua foz no Índico, percorrendo 330 km,
atravessando uma vasta planície, separando as províncias de Manica e Sofala
(Centro), Gaza e Inhambane (Sul) e desagua em forma de estuário no oceano
Índico em de Nova Mambone, possuindo regime periódico.
Bacia de Limpopo(80.000 km²)
O rio
Limpopo nasce na África do Sul, percorrendo 1.170 km, dos quais, 600km em
Moçambique. Ela é partilhada ainda pelo Zimbabwe e termina no Indico, perto de
de Xai-Xai. Possui como afluentes, o rio dos Elefantes onde se localizam as barragens: de Massingir e o rio Changane.
A barragem de Macarretane localiza-se no rio Limpopo.
Bacia de Incomáti (46.200 k km², sendo 14.925 km² em Moçambique)
O Rio
Incomáti nasce na África do Sul e desagua no Oceano Índico, depois de um
percurso de 280km . O rio Sábie é o seu afluente, sobre o qual, ergueu-se a
barragem de Corumana, no Distrito de Moamba, província do Maputo.
Bacia de Umbelúzi (2.240 km² em Moçambique, dos 5.460 km² do seu total)
O rio
Umbelúzi nasce na Suazilândia e entra em Moçambique através do posto
administrativo de Goba. É sobre ele que foi erguida a barragem dos Pequenos
Libombos, de salientar que as suas águas abastecem as cidades de Maputo e
Matola.
Bacia do Maputo
(1.570 km²)
O rio
Maputo nascendo no Kwazulu-Natal na África do Sul na confluência entre os rios
Phongolo Ngwavuma e Suthu percorre
150 km no território moçambicano até a baía de Maputo onde desaguam em
estuário.
Geografia
Económica
População
O que entende por conceito população?
Em estatística, o conceito população
significa (universo ou colectivo) indicando um conjunto de elementos com
características comuns.
A demografia é a ciência que se dedica ao
estudo da população. Por isso ao definir o conceito população, na demografia
prescindimos do adjectivo humano.
População é o número de habitantes (indivíduos)
da mesma espécie que habita numa área, território, ou país, num determinado
tempo.
Densidade de população ou população relativa é
a relação entre o número de habitantes e a superfície total (considerada).
Exprime-se geralmente em hab/km2.
A fórmula é: Dens. Pop
= Pop. Total/Área Total
Actividade
1.
Numa cidade com 10 000 habitantes e 2 000 Km2
de superfície. Qual é a densidade populacional?
Dados:
Pop Total = 10 000 hab. Dens. Pop = Pop.
Total/Área Total
Área Total Dens. Pop = 10 000/2
000 = 5 hab/km2
Anecúmenas são áreas desabitadas. Portanto os maiores vazios (regiões
repulsivas) são as regiões polares, as grandes altitudes dos continentes e as
florestas densas.
|
||
Ecúmenas são as grandes concentrações humanas
(regiões atractivas), sobretudo no hemisfério norte em volta do Oceano
Atlântico (Europa e América do Norte) e na Ásia meridional e oriental (Ásia
das Monções).
|
Recenseamento da população é o conjunto de operações que consistem em
recolher, agrupar e publicar dados demográficos que dizem respeito a um
determinado momento.
A
importância do estudo da população
Em Moçambique foram realizados quatro (4) censos
(Recenseamento Geral da População e Habitação) em 1980, 1997, 2007 e 2017.
Qual era o objectivo desse recenseamento? Era uma
oportunidade para sabermos:
Quantos somos (número de habitantes). Como somos (idade, sexo, grau
de parentesco, líinguas faladas etc.). onde vivemos (no campo, na vila, na
cidade, província, distrito, aldeia, etc.). como vivemos (tipo de casa, tipo de
energia consumida, acesso à água, etc.). Quantos hospitais, escolas, lojas,
etc.
Depois de rol dos dados necessário para o recenseamento, vamos
falar da importância do estudo da população, tendo em conta os dados do
recenseamento.
O estudo da população e das suas actividades económicas
facilitam diversos organismos para a
organização de vários dados estatísticos como FNUAP (Fundo das Nações Unidas
para a População), UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e outros.
Geralmente, quando se faz o estudo da população deve-se responder às seguintes
questões: Quantos somos? Onde vivemos?
O estudo da população fornece-nos dados numéricos sobre diversas áreas da vida económica e social,
informações sobre as variáveis demográficas (natalidade, mortalidade,
fecundidade, esperança de vida e migrações) e ainda indicadores
sócio-económicos, com o número de pessoas com o acesso à educação, saúde,
transportes, emprego, informação, água e electricidade.
Contribui, também para fazer
projecção da população num dado intervalo de tempo, de modo a prever a
construção de infra-estruturas públicas como hospitais, escolas, estradas,
pontes, hotéis entre outras.
As principais variáveis demográficas e os seus
cálculos
As principais variáveis demográficas são as
taxas de natalidade, mortalidade e taxa de crescimento natural da população.
Taxa
de natalidade (TN): é o número de nascimentos anuais ocorridos em uma
determinada região em relação à população local. Esse dado não inclui os
chamados “nado-mortos”, aqueles que nascem mortos ou morrem logo após o parto.
Geralmente, essa relação é representada em percentagem (a cada 100 habitantes)
ou em permilagem (a cada mil habitantes), sendo essa última a forma mais comum.
Assim, temos que o cálculo da taxa de natalidade é:
TN = N x 1000
P
P
Onde: N - é o número de nascimentos e P - a
população total. Multiplica-se, no caso, por mil para obter os dados em
permilagem.
Taxa
de mortalidade (TM) é o número de óbitos anuais ocorridos em uma
determinada região em relação à população local, também obtido em permilagem, o
mais comum, ou também em percentagem. O cálculo da taxa de mortalidade
expressa-se dessa forma:
TM = M x 1000
P
P
Onde:
M é o número de mortos anuais e P é a população total.
A diferença entre as taxas de natalidade e
mortalidade representa o crescimento vegetativo de uma dada localidade, cidade,
distrito, província ou país.
Agora, vamos a
parte prática, calculando as TN, TM e o CV de uma cidade imaginária.
Exemplo:
Calcule as taxas de natalidade, mortalidade e crescimento vegetativo (dados em
permilagem) da cidade de Magicland, em 1980. Sabendo que tem uma população
total de 200 mil. No entanto, no mesmo ano, houve uma incidência de 2750
nascimentos, além de 1830 óbitos.
Taxa de natalidade:
TN = 2750 x 1000
200000
200000
TN =
13,75‰ – ou seja, nasceram cerca de 13 crianças para cada mil habitantes.
Taxa de mortalidade
TM = 1830 x 1000
200000
200000
TM =
9,15‰ – ou seja, faleceram cerca de 9 pessoas para cada mil habitantes.
Crescimento vegetativo
CV = TN – TM
CV = 13,75 – 9,15
CV = 4,6‰ – ou seja, houve um aumento
natural de pouco mais de 4 habitantes para cada mil pessoas residentes na
cidade
A taxa de mortalidade infantil é o número de
óbitos ocorridos em crianças com menos de um (1) ano, numa população por 1000
crianças nascidas vivas.
Parábens! Se respondeu correctamente. Agora, vamos
continuar com a aula.
Crescimento
natural ou vegetativo - representa a
evolução do aumento do número de habitantes de uma dada região sem considerar o
saldo migratório, ou seja, é o crescimento populacional envolvendo somente os
habitantes oriundos do território em questão. Assim, para conhecer e
quantificar o crescimento demográfico de um dado lugar, utiliza-se o cálculo
das taxas de natalidade e mortalidade.
O crescimento natural da população é a
diferença entre as taxas de natalidade e de mortalidade.
O crescimento natural é positivo, nulo ou
negativo conforme a natalidade é maior, igual ou menor que a mortalidade.
O crescimento da população apresentou, a partir
da Revolução industrial, ritmos diferentes no Mundo. Até ao início do século
XX, a população Ásia, América do Norte, Europa Ocidental e até América Latina
cresceram de forma significativa. Na Oceânia estabilizou-se e da África
diminuiu. No século XX houve uma viragem, a população de África, Ásia e América
Latina aumentou explosivamente. Na Europa, América do Norte e Oceânia o
crescimento foi moderado e, nalguns casos, nulo.
Fecundidade
A fecundidade é o número de nascimentos por
mulher na idade fértil (15 – 49 anos de idades) numa área geográfica e num dado
período de tempo.
A taxa de fecundidade é o número de nascimento,
em cada mil mulheres na idade fértil (de procriar) numa área geográfica e num
dado período de tempo. Por exemplo um ano.
Esperança de vida ou longevidade
A esperança de vida é o número de anos que uma
pessoa possa viver depois de nascer.
As migrações
As migrações podem ser classificadas a partir
de vários critérios, tais como: a forma, ao controlo e duração do tempo e
espaço.
Vamos classificar as migrações
quanto ao tipo, um voluntário, por favor!
Quanto a forma podem ser: voluntárias ou
forçadas. São migrações voluntárias quando a decisão da mudança de residencial habitual
é feita por vontade própria. São forçadas quando as pessoas são obrigadas a
mudar da sua residência habitual.
Quanto ao controlo podem ser: legais ou
clandestina. São migrações legais quando se faz um registo e comunicação as entidades
oficiais. São clandestinas quando as pessoas entram e residem num determinado
país ou espaço sem Efectuar o registo legal.
Quanto a duração de tempo podem ser:
temporárias, pendulares e definitivas. São migrações temporárias quando
obedecem uma periodicidade, ou seja se forem feitas por um intervalo de tempo
determinado. São pendulares se forem movimentos diários de vaivém, por exemplo
a ida e volta de casa – escola – casa ou casa – serviço – casa. São migrações
definitivas quando as pessoas se deslocam por um tempo indeterminado.
Quanto ao espaço podem ser: internas e
externas.
As migrações internas ocorrem dentro do mesmo
país. Por exemplo o êxodo rural (a saída de pessoas de áreas rurais para a
cidade).
As migrações externas ou internacionais referem-se
a deslocação de pessoas de um país para o outro. As migrações internas assumem
duas formas: Emigração e Imigração.
Emigração é a saída voluntária de
nacionais para um território estrangeiro
com a intenção de aí fixarem, temporária ou definitivamente a sua residência.
Imigração é a entrada de indivíduos num país
com intenção de nele fixarem, temporária ou definitivamente, a sua residência.
O saldo migratório é a diferença entre a
imigração e emigração. (SM = I – E)
Diz-se que o saldo migratório é positivo quando
a imigração é maior do que a emigração.
Diz-se que o saldo migratório é negativo quando
a imigração é menor do que a emigração (houve mais saída de pessoa para o
estrangeiro).
Crescimento efectivo é a soma aritmética do
crescimento natural e do saldo migratório. A taxa de crescimento efectivo é o
resultado da soma das duas taxas.
As causas
das migrações
De uma forma geral
nos países de origem são motivadas por falta de emprego e de condições básicas
necessárias para garantir uma vida com um mínimo de dignidade, perseguições
políticas e/ou religiosas. Nos países de acolhimento, aceitam elementos jovens
e adultos aos trabalhos mais duros e prestigiantes. Ora vejamos, em detalhes.
Vamos
sentar em grupo, no entanto cada grupo vai descrever um factor de cada, e eu
(professor (a)) vou fazer anotação de resultado de cada grupo. Combinado?
i.
Factores
de ordem físico-naturais
ü Maus solos e climas
ü Calamidades naturais (secas, cheias e
tempestades)
ü Esgotamento de solos
ü Desertificação
ü Disponibilidade de água
ü Pragas agrícolas
ü Disponibilidade de vegetação
ü Sismos e vulcões
ii.
Factores
de ordem histórica
ü Guerras
ü Colonização
ü Ideias políticas
iii.
Factores
de ordem sócio-económicas
ü A procura de melhores condições de
vida
ü Melhores salários
ü As epidemias e fome
ü Fracos investimentos
ü Desemprego
iv.
Factores
de ordem étnico-religiosa
ü Peregrinação
ü Perseguições étnico-religiosas
ü Guerras tribais
ü Xenofobia
v.
Factores
de ordem política
ü Guerras
ü Perseguições políticas
ü Tensões políticas ou militares e
ideias políticas (ideologia)
Óptimo! Agora, vamos fazer o
mesmo com as as consequências das migrações, um grupo para lugar de saída e
outro para o de chegada. Mãos à obra...
As consequências das migrações
De modo geral, nos países de origem verifica-se envelhecimento da população,
diminuição das natalidades, motivadas pelo facto de um número significativo dos
que emigram se encontrarem em idade de procriar. Nos países de acolhimento,
necessitam de mão-de-obra pouco qualificada para reconstruírem as suas
economias. Entre décadas de 1950 e 1990 verificou emigrações massivas para ex.
RDA e RFA dos habitantes de Sul da Europa e África. Hoje em dia, o cenário
mudou devido as reacções de carácter étnico, religioso e subida ao poder de
regimes democráticos. De forma mais resumida, temos o seguinte.
i.
No
lugar de partida (saída)
ü Diminuição de efectivos
populacionais
ü Diminuição da população jovem
ü Diminuição da produção e
produtividade
ü Diminuição da mão-de-obra
ü Redução de natalidade e fecundidade
ü Desequilíbrio na estrutura
demográfica
ü Envelhecimento da população
ii.
No
lugar de chegada
ü Crescimento da população
ü Aumento da população jovem
ü Aumento da produção e produtividade
ü Aumento da mão-de-obra
ü Aumento de natalidade e fecundidade
ü Desequilíbrio na estrutura
demográfica
ü Falta de habitação
ü Desemprego
ü Aumento da criminalidade,
marginalidade, mendicidade, prostituição e delinquência
ü Trabalho e prostituição infantil
ü Surgimento de bairros de latas e
clandestinos.
A distribuição da população mundial
A população mundial encontra-se distribuída de
forma muito irregular, existindo áreas, com valores a 200, 500 ou mais hab./Km2,
outras, pelo contrário, ocupando uma maior extensão, chegam a ter densidades inferiores a 1 hab./Km2.
A população mundial está distribuída de forma
irregular. As maiores concentrações localizam-se no Nordeste da América do
Norte (EUA e Canada), Europa Ocidental e na Ásia das Monções)
Na Ásia das Monções há duas regiões: Ásia
Oriental (China, Japão e Filipinas) e na Ásia Meridional (União indiana,
Paquistão, Sri Lanka, Indonésia e Bangladesh).
Portanto, a Ásia das Monções, Europa Ocidental
e Nordeste dos EUA e Canada localizam-se entre os paralelos 20º e 60º N.
Os Factores físico-naturais
i)
O
clima
As maiores concentrações humanas encontram-se
na zona temperada de Norte, entre os paralelos 20º e 60º N, no clima temperado.
Este clima é mais atractivo, por isso estimula as actividades humanas.
As menores concentrações humanas registam-se
nos climas frios, sobretudo nas regiões polares e de grandes altitudes pois,
possuem baixas temperaturas, nas regiões desérticas onde as temperaturas são
elevadíssimas e isso, está associada a escassez da humidade atmosférica para a
sobrevivência humana.
Nas regiões tropicais, é devido a abundância
das chuvas, doenças endémicas e tropicais (malária e cólera) e da predominância
de florestas densas.
ii)
O
relevo
As maiores elevações terrestres (cadeias de
Himalaias, Andes e montanhas rochosas da América do Norte) são os maiores
vazios humanos do planeta.
O relevo montanhoso dificulta a comunicação
entre a população, e apresenta solos pobres para a pratica da agricultura,
associado a isso, também é devido ao factor relevo ou seja quanto maior for a
altitude menor será a temperatura.
iii)
O
solo
A população concentra-se nos solos mais
férteis, junto as margens dos rios e lagos, sobretudo nas planícies fluviais e
lacustres e nos vales das montanhas.
iv)
A
vegetação
As menores concentrações da população
verifica-se nas florestas densas de África, América e Oceânia, e nas florestas
subárcticas de Europa e Ásia.
v)
Recursos
hídricos
Regista-se mais concentrações ao longo do
litoral, junto aos portos marítimos, lacustres e fluviais dos continentes. Na
Europa é comum verificar-se concentrações humanas ao longo dos rios e lagos
devido ao acesso a água potável para o consumo domestico e industrial, desporto
aquático e como vias de comunicação.
Os Factores humanos e económicos
(sócio-económicos)
i)
Agricultura
e pecuária
A população concentra-se nos solos aráveis que
são propícias para a prática de agricultura e prática de pecuária como por
exemplo: nos vales dos rios Nilo, Zambeze e Níger (África) Ganges e Indo
(Índia), Yang Tsé e Chiang (China).
ii)
Indústria
e comércio
Algumas
cidades antigas da Europa, América e Ásia localizavam-se nas regiões próximas
das minas e fontes energéticas, daí a existência de maiores aglomerações
humanas. Por exemplo Cidade de Liverpool, Manchester, Tóquio, Chicago, São
Paulo, Rio de Janeiro e outras.
iii)
Transporte
A maior
parte da concentração de vias de acesso de transporte e vias de comunicações
para facilitar a movimentação de pessoas e mercadorias. Por isso as regiões
próximas dos portos marítimos, fluviais e lacustres. Assim como ao longo do
litoral são de maiores concentrações humanas.
AGRICULTURA
Agricultura é a arte de cultivar terra e
domesticar animais úteis ao homem (Pierre George).
A agricultura foi descoberta no Neolítico há
mais de 7000 anos. De recordar que antes o homem dependia da natureza ou seja
tinha uma economia recolectora, era nómada, alimentava-se de raízes, frutos e
com as primeiras invenções desenvolveu arco, a flecha e o arpão que lhe
permitiu caçar e pescar. Com a escassez de alimentos em certos espaços
geográficos e o deslocamento das suas presas de acordo com o ritmo das estações
de tempo, ganhou novas dinâmicas.
Com a prática da agricultura foi um passo
gigantesco para a humanidade e deu-se uma revolução, dando lugar a sedentarização, e isso facilitou a produção de alimentos, no entanto
assistiu-se o aumento da produção e
produtividade, houve muitas inovações e rápido crescimento da população e redução de crises alimentares.
Os factores condicionantes à produção agrícola
i. Factores físico-naturais
- Doenças e pragas agrícolas
- Disponibilidade de bons climas
- Disponibilidade de solos aráveis
- Disponibilidade de recursos hídricos (água)
- Existência de planícies e vales fluviais
- Desastres naturais (as poeiras vulcânicas
fertilizam os solos)
- Disponibilidade de vegetação
ii. Factores sócio-económicos
- Disponibilidade de capital financeira
(investimentos)
- Disponibilidade de transporte e vias de
comunicação
- Disponibilidade de mercado de comercialização
- Disponibilidade de insumos agrícolas
- Existência de políticas agrárias
- Estabilidade de tecnologia
OS
SISTEMAS AGRÁRIOS
Os sistemas de cultura é a forma como o solo é
utilizado para obter uma determinada produção. Os sistemas de produção podem
ser: intensivos ou extensivos.
O sistema intensivo é o processo de exploração
agrícola que recorre a muitos inputs (rega, tecnologia, trabalho e
investimentos), para a obtenção de maiores rendimentos embora crie grandes
impactos ecológicos.
O sistema extensivo é um processo que recorre a
poucos inputs, e, realizado em regime de sequeiro (sem recorrer a rega) levando
a obtenção de menores rendimentos.
De uma forma geral existem dois tipos de
sistemas agrários: Agricultura tradicional (de subsistência) e moderna
(industrial).
Características
|
Agricultura familiar
|
Agricultura moderna
|
Tipo de agricultura
|
Tradicional
|
Moderna
|
Sistema de cultura
|
Policultura
|
Monocultura
|
Técnicas agrícolas
|
Instrumentos rudimentares como enxadas,
ancinho e depende das condições climáticas
|
Mecanização, especialização e máquinas
|
Mão-de-obra
|
Familiar
|
Trabalhadores assalariados
|
Objectivos de produção
|
Consumo familiar e venda de excedente
|
Comercialização (mercado)
|
Principais culturas
|
Algodão, milho, uvas, amendoim, mandioca,
feijão, batata-doce, etc.
|
Trigo, arroz, citrinos, milho, mapira,
girassol, tabaco etc.
|
I - A
agricultura tradicional (subsistência)
Agricultura tradicional depende integralmente das condições
atmosféricas e é desenvolvidas maioritariamente nos países
|
§ tropicais,
fazem parte:
§ A
agricultura de sequeiro
§ Agricultura
itinerante
§ Agricultura
de oásis (no desertos)
§ Agricultura
de campos abertos (Openfield) na Europa
§ Agricultura
de campos fechados (Bocage)
§ Agricultura
das monções (rizicultura)
a) Agricultura
de sequeiro – é aquela em que o desenvolvimento das plantas está dependente
exclusivamente das precipitações atmosféricas. No entanto, é praticada de forma
rudimentar, e muitas das vezes evolui acompanhada de queimadas, rotação e
pousio de culturas.
Esta agricultura está associada a
fortes densidades populacionais e uma exploração completa do terreno através de
cultivo permanente dos campos, usa-se estrumes e adubação permanentemente, o
que lhe permite a renovação rápida do solo.
b) A
agricultura itinerante – é aquela em que o agricultor muda constantemente do
campo de produção, no clima equatorial. Esta agricultura caracteriza-se pela
fraca produtividade, uso de queimadas, abandono dos solos e é praticada em
pequenos grupos (nómadas) Por exemplo: o agricultor pode possuir quatro (4) espaço de produção
onde pode fazer a rotação de cultura em diferentes períodos de produção.
II - A
agricultura moderna
Agricultura moderna depende essencialmente de factores económicos,
e é influenciada pelo mercado de comercialização, no entanto fazem parte:
§ A
agricultura científica
§ Agricultura
de mercado
§ Agricultura
empresarial
§ Agricultura
especializada
§ Agricultura
de plantações
Estas formas de agricultura são desenvolvidas, sobretudo, nas zonas
temperadas e nos países desenvolvidos (Europa e América do Norte) e envolve
enormes capitais financeiros, elevados rendimentos, e, é uma agricultura ligada
a indústria alimentar.
Agricultura moderna
de plantações é praticada
nos países tropicais, é uma agricultura científica e mecanizada virada para o
mercado exterior, é uma agricultura que envolve enormes capitais, e é
dependente de capitais estrangeiros. Está agricultura está virada para a
produção de algodão, sisal, girassol, copra, citrinos, bananas e castanha de
caju.
A distribuição geográfica de
algumas culturas
Distribuição
|
Cereais
|
Europa
Ocidental, Canadá, EUA e China
|
Milho
|
Ásia e
EUA
|
Arroz
|
Europa
Ocidental, EUA, Argentina, Canadá, Austrália, China e Índia
|
Trigo
|
Distribuição
|
Culturas Industriais
|
China,
EUA, Egipto, México, Moçambique
|
Algodão
|
Brasil,
EUA, Filipinas, África Ocidental
|
Oleaginosas
|
Brasil,
Cuba, Índia, China, Colômbia, México, RSA
|
Cana
sacarina
|
Tipos de
gado
Os tipos de gado mais
produzido, a nível mundial são: bovino (bois), caprino (cabritos), ovinos
(ovelhas), suíno (porcos), galináceo (galinhas e frangos), equino (cavalo),
canino (cães) e asinino (burros).
i.
Gado
bovino é
composto por bois e algumas espécies de búfalo ou elevado grau de valor
económico devido a produção de carne, leite e couro. Os maiores produtores são:
a Índia, Brasil, China, EUA, Argentina, Sudão e Etiópia.
ii.
Gado
suíno é
composto por porcos domésticos, é uma espécie da pecuária muito rentável que
não precisa de muitos cuidados. Os maiores produtores mundiais são: A China,
EUA, Brasil, Alemanha, Espanha, Vietname, Polónia e Portugal.
iii.
Gado
ovino é
composto por ovelhas e carneiros e têm uma importância significativa na
produção de carne, leite e lã. Os mais produtores são: A China, Austrália,
Índia, Irão, Sudão, Nova Zelândia e Reino Unido.
iv.
Gado
caprino é
composto por cabras para a produção de carne. Os maiores produtores mundiais
são: China, Índia, Paquistão, Sudão, Bangladesh, Nigéria e Irão.
Para
além de cabras, produz-se, em todo mundo, frangos para a produção de carne,
pintos e ovos. Brasil, México, Argentina, Inglaterra, Espanha e os EUA são
maiores produtores do gado equino.
Os sistemas pecuários (intensiva e extensiva)
A pecuária intensiva é um sistema de criação em que o gado é
criado num espaço bastante reduzido de modo a receber melhores cuidados por
parte dos criadores.
A pecuária intensiva encontra-se mais
representada nos países desenvolvidos.
Características da pecuária intensiva
Grandes
investimentos de capitais
Objectivo
é a produção de carne, leite, lã, couro, ovos e pintos para o mercado.
O
gado é criado em estábulos
Emprega-se
tecnologia moderna
Alimentação
é adequada (ração)
Selecção
das espécies (raças)
A pecuária
extensiva é um
sistema de criação em que o gado ocupa um espaço maior, recebendo menores
cuidados por parte dos criadores.
Características da pecuária extensiva
Produção
de carne
Aumento
de rebanho
Recebe
menores cuidados
Tipos de pastorícia
i.
Nomadismo – é uma forma em que os
pastores dependem de deslocações a grandes distância a busca de pastagens
naturais.
ii.
Transumância – nesta a deslocação dos
pastores observa-se mediante a variação das estações do ano, sendo que no verão
os rebanhos se deslocam para a montanha e no inverno para a planície.
Diferentemente do nomadismo, nesta apenas se deslocam os rebanhos e os pastores
iii.
Pastoreio de montanha – caracteriza as
regiões de elevada altitude, nas quais no inverno o gado permanece em estábulos
e no verão vai para as pastagens da montanha.
A importância económica da pecuária
Ø É uma fonte de emprego
Ø Garante a entrada de divisas (capital) para o
país
Ø Fornece carne, leite, lã, couro, pele e ovos,
desenvolve o comércio e auxilia na agricultura
Ø Fornece fertilizantes para a agricultura
Ø Serve de tracção animal
Ø Fornece matéria-prima para as indústrias
têxteis, calçados, de lacticínios, de conservas, de produção de rações, de
cardumes, estimula a ciência, etc.
Classificação
das indústrias
De uma forma geral (tradicional) temos os
seguintes tipos de indústrias:
i.
Indústria
extractiva é
uma actividade que se dedica a exploração de recursos minerais, energéticos e
florestais. Por exemplo: O ouro, petróleo, gás natural, ferro, madeira etc.
ii.
Indústria
transformadora é
aquela que processa a matéria-prima bruta ou semi-elaborada em produtos
intermédios ou finais. Por exemplo: Cimento, vestuário, calçados, bebidas, etc.
As indústrias podem ser classificadas segundo o peso
e o valor dos produtos onde temos:
i.
Indústria
ligeira é
aquela que transforma a matéria-prima em produtos de bens de uso e consumo
directo da população ou seja tem produto
final de grande valor em relaç`ao ao peso. Por exemplo: vestuário, calçado,
alimentos, etc.
ii.
Indústria
pesada é
aquela que transforma a matéria-prima bruta recorrendo ao uso de metais como
ferro para o fabrico de equipamentos que não são de uso directo da população ou
seja trabalha grandes quantidades de matéria-prima que tem pequeno valor em
relação ao peso. Por exemplo: O cimento, material ferroviário, siderúrgico,
metalúrgico, petroquímica, etc.
As
características da indústria pesada (Base e equipamento)
Ø Consumo de muita energia;
Ø Ocupa instalações volumosas;
Ø Elevados investimentos e uso
permanente de metais
|
Os
Factores da localização da indústria
Factores naturais
Ø Abundância de água;
Ø Existência de matéria-prima;
Ø Existência de fontes de energia (Carvão
mineral, petróleo, gás natural, electricidade ou outras fontes alternativas).
NB: Actualmente, a localização da indústria não
depende dos factores naturais. Com a descoberta da electricidade, localiza-se
perto dos centros de investigação ou universidades.
Factores sócio-económicos
Ø Disponibilidade financeira;
Ø Disponibilidade de mercado consumidor;
Ø Disponibilidade de mão-de-obra;
Ø Disponibilidade de transportes e comunicações;
Ø Disponibilidade de tecnologia e
Ø Conhecimentos científicos etc.
Factores políticos
Ø Boa governação;
Ø Estabilidade ou instabilidade política(s) e
Ø Políticas governamentais.
As fases da revolução industrial no mundo
A Revolução Industrial teve três fases
distintas, nomeadamente:
1ª Fase: A descoberta de carvão e a invenção da
máquina a vapor
Ø Inicio da mecanização na indústria têxtil, o
carvão é usado como combustível para a máquina a vapor inventada por James Watt
(1769) e como matéria-prima associada ao ferro para o fabrico de aço;
Ø As indústrias estavam localizadas perto da
matéria-prima e energia devido a dificuldades dos transportes;
Ø Desenvolvimento dos circuitos de transportes
aquáticos e terrestres, com a construção dos primeiros caminhos-de-ferro na
Inglaterra (1825), a abertura dos canais de Suez (1869) e do Panamá (1914)
Ø Surgimento dos primeiros movimentos de
sindicatos de trabalhadores no mundo.
2ª Fase: Revolução energética (Descoberta de
petróleo e de electricidade)
Ø Descoberta da electricidade e do petróleo nos
EUA;
Ø Desenvolvimento da indústria química com as
aplicações do petróleo e seus derivados;
Ø Nova revolução nos transportes e comunicações
com a invenção do motor a explosão (1890); do telefone (1876); da rádio (1920);
e da televisão (1945);
Ø Houve uma divisão e especialização mundial do
trabalho cada vez mais acensuada entre os países do Sul e de Norte.
3ª Fase: A descoberta da energia nuclear, a
automatização e a automação
Ø Utilização dos primeiros computadores nas
pesquisas científicas (1946). A informática torna-se uma ciência;
Ø O aproveitamento da energia geotérmica, forças
das marés, energias solar, eólica, biomassa e, sobretudo a energia nuclear;
Ø O avião passou a ser utilizado para fins
comerciais e deslocamento de pessoas e mercadorias;
Ø Modernização dos transportes e comunicações via
satélite e dos transportes terrestres e aquáticos.
Recursos naturais renováveis e não renováveis
Recurso
natural é um bem que o homem precisa para satisfazer às suas necessidades.
|
i.
As fontes
renováveis
São aquelas que mesmo utilizadas são
susceptíveis (vulneráveis) de recuperação ou seja não se esgotam. Por exemplo:
energias solar, eólica, geotérmica, eléctrica e as forças das marés.
ii.
As fontes
não renováveis
São aquelas que uma vez utilizadas não são
susceptíveis de recuperação ou seja esgotam-se. Por exemplo: O petróleo, gás
natural, carvão mineral e metais fósseis (plutónio e urânio).
As
principais associações comerciais e blocos regionais mundiais
Ø UE (União Europeia) constituída por 27 países devido a saída do Reino
Unido (Brexit)
Ø ACP (África, Caraíbas e Pacífico)
Ø ASIEN (Associação dos Países do Sudoeste Asiático)
Ø NAFTA (Acordo de Livre Comércio da América do Norte). Constituído pelos
EUA e Canadá.
Ø MERCOSUL ou MERCOSUR (Mercado Comum do Cone Sul). Constituído
pelos países da América do Sul.
Ø OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). Os países
membros são: Arábia Saudita, Kuwait, Emiratos Árabes, Barém, Qatar, Irão,
Iraque, Líbia, Argélia, Camarões, Venezuela, Equador, Indonésia e Angola.
Os produtos turísticos
De forma geral, as linhas de produtos turísticos mais
procurados são: turismo de sol, de praia, ecoturismo, aventurismo, de negócio,
de visita, montanha, termal, desportivo, recreativo, literário, religioso,
ambiental, militar, histórico e outras.
i.
Turismo cultural
Praticado para
aquisição de novos conhecimentos. Este tipo de turismo compõe-se de um público
bem específico. O termo cultura é mais abrangente, porém se refere aos estilos
de vida, a valorização do património artístico como cinemas, templos, fortalezas,
feiras, arenas, antigas cidades e vilas, museus, praças e locais onde são
organizados grandes festivais culturais. Por exemplo: A Fortaleza de Maputo,
Ilha de Moçambique, Baía das Gatas em Cabo Verde, etc.
ii.
Turismo cinergético
É o conjunto de
actividades turísticas relacionadas com a caça, pesca desportiva, fotografia,
recreação, comércio, filmagens, contemplação de animais selvagens e vegetação.
iii.
Ecoturismo (turismo ecológico)
É o conjunto de
actividade turísticas desenvolvidas em áreas naturais visando a conservação do
meio ambiente e a promoção de bem-estar das comunidades locais.
iv.
Turismo desportivo
Acontece em locais
organizados para grandes eventos com as manifestações desportivas, no entanto é
notável nas grandes movimentações de pessoas nos jogos olímpicos, campeonatos
mundiais, continentais e em cada país assim como nas caças desportivas, pesca
desportiva, alpinismo, golfe, ténis, atletismo, centros hípicos, da fórmula 1 e
outros desportos de índole profissional.
v.
Turismo recreativo
É praticado em locais
de lazeres, sobretudo nas praias, ilhas exóticas, nos parques e reservas, nas
barragens em vista a desfrutar de belas paisagens naturais pelas viagens por
simples prazer, espírito de imitação e mistura de ambientes.
vi.
Turismo literário
Trata-se de um turismo
em que o turista procura um contacto directo com o autor de uma determinada
obra literária, por questão de reconhecimento ou devoção. Alguns o fazem pela
simples observação do local, antes visto em filmes, jornais, revistas, internet
ou mesmo em novelas. Os turistas literários, muitas das vezes, visitam esses
locais, porque inspiraram muitos autores para produção de certas obras
literárias.
vii.
Turismo religioso
Trata-se de um turismo
organizado de forma individual ou colectiva, em romarias, penitências,
castidades, peregrinações movido por cumprimento de certas confissões, dogmas,
pactos, arrependimento, promessas, votos e/ou fidelidade, sobretudo em locais
sagrados e santuários. Por exemplo: Peregrinação à Fátima (Portugal), à Lourdes
(França), à Meca, à Namaacha, à Jerusalém etc.
viii.
Turismo ambiental ou
ecoturismo
Este turismo é
considerado ecológico ou ecoturismo, este envolve viagens para lugares naturais
pois promove o contacto directo com a Natureza e a promoção de bem-estar das
comunidades locais.
ix.
Turismo de montanha
Está associado a
prática de alpinismo, aos desportos radicais e do inverno (na neve). Por
exemplo do turismo praticado na Serra das Estrelas (Portugal) e nas Himalaias
(Ásia).
x.
Turismo rural
Está ligado a vivência,
hábito e costumes com o meio rural, visita as antigas ruínas (palácios e casas
tradicionais). Por exemplo: No antigo reino de Grande Zimbabwe.
xi.
Turismo de aventura
(aventurismo)
Este tipo é praticado
maioritariamente por jovens e está ligado aos desportos radicais. Por exemplo a
corrida de bicicletas, alpinismo etc.
xii.
Turismo termal
Esta prática é uma das
mais antigas e está associada com o aproveitamento das águas termais (nascentes
de água quente), pois são benéficas a saúde e o bem-estar. De referir que as
suas águas são usadas para fins medicinais. Essas locais são mais comuns nos
Açores, Indonésia, Sibéria e Moçambique (Niassa e Zambézia).
xiii.
Turismo balnear
Está associado ao
mergulho (praia, piscinas e cascatas). Por exemplo: Cascatas de Namaacha.
xiv.
Turismo sénior
Resulta do
envelhecimento da população, este tipo é mais praticado nos países mais
desenvolvido do mundo, devido a predominância da população da terceira idade,
sobretudo na Europa Ocidental e Central, EUA, Canadá e Japão.
xv.
Turismo militar
É praticado nas antigas
bases militares, bases navais e quartéis que serviram de locais de inspiração
para muitos militares e heróis em todo mundo.
A importância do turismo
Impacto económico do turismo
ü Regista ganhos em moeda
estrangeira que resulta das receitas obtidas através da venda de bens e
serviços aos turistas,
ü Criação de emprego para
a população local gerado pelo turismo directa ou indirectamente,
ü Contribuição para a
entrada de divisas ou receitas do Estado e
ü Contribuição para o
desenvolvimento da região ou país,
Impacto sócio-ambiental
do turismo
ü Destruição dos solos
costeiros
ü Poluição das praias e
locais turísticos
ü Saturação de serviços e
equipamentos
ü Saturação da população
(superpovoamento)
ü Poluição de (água, do
ar, sonora e solos) e congestionamento de viaturas
ü Melhoria de
infra-estruturas sócio-económicas
ü Conservação de áreas
naturais importantes (florestas sagradas, reservas e parques naturais)
ü Conservação de locais
(arqueológicos, históricos e de carácter cultural e arquitectónico)
ü Assoreamento da costa,
devido às acções humanas, com destruição de corais
ü Degradação da flora e
da fauna local devido ao desflorestamento
ü Prática de caça e pesca
ilegal
ü Desaparecimento de
animais em via de extinção
ü Pilhagens dos recursos
naturais (solos dunares)
Protecção do meio
ambiente
ü Educação ambiental
ü Regular a circulação de
viaturas nas praias, nas dunas e fiscalizar o turismo nos parques e reservas
ü Envolver as comunidades
locais na gestão do turismo
ü Proibir a destruição de
recifes, corais, vegetação e dunas incluindo a caça e pesca ilegal de animais
nos parques, lagos e lagoas naturais no interior e ao longo da costa
Classificação das
cidades
As cidades
podem ser agrupadas de acordo com a sua função dominante, ou seja com
actividade ou serviço com maior relevância.
Desta forma existe cidades com:
i.
Função
industrial (onde predomina a indústria)
Por exemplo: As cidades de Manchester e Liverpool (Inglaterra), Dusseldorf
(Alemanha) e muitas outras.
ii.
Função político-administrativa (capital de
um país ou região onde está a autoridade administrativa)
Pode-se citar, como exemplo de cidades político-administrativas, Brasília
(Brasil), Pretória (África do Sul), Washington (EUA), Ottawa (Canadá), entre
outras.
iii.
Função
comercial (onde o sector comercial é bastante expressivo).
Alguns exemplos: Marselha, Amesterdão, Colónia, Detroit, Dakar, Montreal.
iv.
Função
religiosa (por estar ligada a alguma tradição ou valor religioso). Exemplos de cidades desse tipo são: Jerusalém
(Israel), Meca (Arábia Saudita), Aparecida do Norte (Brasil), Santiago de
Compostela (Espanha), Trindade (Brasil), Fátima (Portugal), Lourdes (França),
entre outras.
v.
Função
cultural (Locais onde existam universidade ou centros culturais). Esta função
relaciona-se com a edificação (também remontando à Idade Média) de
universidades, conventos ou abadias, pois era o clero (naquela época) que
detinha a literacia. Actualmente, para além de locais com famosas
universidades, há ainda a acrescentar a cidades com esta função, locais de
investigação e centros de estudo: Coimbra, Oxford, Cambridge, Salamanca.
vi.
Função
defensiva (Como era o caso das cidades fortificadas da idade média). A maior parte
destas cidades surgiu também na Idade Média, com as cidades-fortalezas,
construídas preferencialmente no cimo de elevações, onde era edificado um
castelo e rodeado por muralhas. Muitas das actuais cidades derivam deste
factor: Bragança, Leiria, Roma, Toledo, Almeida, Elvas e outras.
vii.
Função residencial (Surge principalmente nas
localidades ou bairros a volta das grandes cidades). Por exemplo: cidade da
Matola.
viii.
Cidades turísticas: são cidades que possuem algum
significativo atractivo turístico e de lazer, seja pelos seus recursos
naturais, seja pelas possibilidades oferecidas pelo seu espaço geográfico.
Dentre esse tipo de cidade, podemos citar Las Vegas (EUA), Porto Seguro
(Brasil), Cancun (México) etc.
Geografia Económica de Moçambique
População: conceito e importância
Vamos então, procurar a resposta para
esta pergunta: o que é a população
humana?
De uma forma simples, entende-se por
população humana, o conjunto de pessoas que habitam num determinado espaço
geográfico ou território. Assim, a população pode ser de localidade, distrito,
cidade, província, país, continente ou do globo terrestre/Mundo.
O estudo da população é de extrema
importância, porque permite-nos ter respostas de perguntas tais como: Quantos
somos? Quem somos nós? Como crescemos? Onde e como vivemos? Como estamos
estruturados por idade e sexo? Que actividades desenvolvemos? Quais são as
nossas necessidades materiais e espirituais? E tantas outras que podemos
formular.
Os dados sobre a população são de
grande utilidade para as mais diversas esferas
ou domínios da vida económica, social, política, histórica e cultural do nosso país, permitindo deste
modo, uma melhor planificação do seu desenvolvimento.
A
evolução da população
Os
valores quantitativos e qualitativos da população moçambicana vão variando com
o tempo e as condições de vida.
Os
dados sobre o tamanho (quantidade), composição (etária, sexual e sectorial) e
qualidade (lugar onde vive, como vive, formação, etc.) da população nos são
revelados pelos resultados do recenseamento geral da população e habitação, que
em condições normais, desde a história do Moçambique independente acontece de dez em dez anos, observemos
a tabela 8 que se segue sobre a evolução da população moçambicana depois
da Independência Nacional.
Recenseamento
|
Ano de realização
|
População total (hab.)
|
Obs.
|
I
|
1980
|
12.130.000
|
Entre 1980 e 1997 o
intervalo é 17 anos devido a guerra civil.
|
II
|
1997
|
16.099.246
|
|
III
|
2007
|
20.579.265
|
Censo 2007
|
IV
|
2017
|
28.861.863
|
Censo 2017
|
As principais causas da elevada taxa
de natalidade prendem-se com:
- A elevada taxa do analfabetismo;
- casamentos prematuros;
- gravidezes precoces;
- estruturas sociais e tradicionais
baseadas em tradições e costumes religiosos;
- necessidade de mão-de-obra
familiar;
- prestígio no seio familiar;
- falta de conhecimento de métodos de
planeamento familiar;
- prática de poligamia.
Para estancar as elavadas taxas de
natalidade é necessario:
- Melhorar o nível de vida
socioeconómico;
- inserir a mulher no mercado de
trabalho;
- erradicar o analfabetismo;
- mudar a mentalidade nas comunidades
locais;
- dar uma educação sexual eficaz;
- diminuir os encargos de famílias
enumeradas;
- incentivar casamentos tardios;
Mortalidade é
o número de mortes ou óbitos ocorridos numa dada região, num dado período de
tempo.
Taxa de mortalidade é a relação entre o número de óbitos ocorridos num ano, num dado lugar,
e o número total de habitantes desse mesmo lugar, em cada mil habitantes.
TM=
M -número de óbitos/mortos e P- número da população total.
Taxa de mortalidade infantil é a relação entre o número de óbitos ocorridos em crianças
com menos de um ano, num dado lugar, e o número total de nados vivos desse
mesmo lugar, por mil.
TMI=
M- número de óbitos com idade
inferior de 1 (um) ano, NV- número de
nados vivos.
A taxa geral de mortalidade em
Moçambique é influencionada por :
- Oposição ao tratamento hospitalar
(devido a algumas crenças tradicionais e
religiosas);
-
doenças endémicas (como a cólera,
tuberculose e a malária);
-
ao HIV/SIDA;
- baixo nível de vida (escolaridade,
emprego, habitação, alimentação, etc.);
- suicídios;
- guerras (durante o conflito armado
no país);
- falta de assistência médica e
medicamentosa adequada em alguns pontos do país.
Perante esta situação, são envidados
grandes esforços, pelo governo e parceiros de cooperação, no sentido de
inverter o cenário, convista a melhoria de condições de assistência médica,
medicamentosa, de alimentação, habitação, educação, nível de vida e de
trabalho.
Crescimento Natural ou Saldo fisiológico - é a
diferença entre o número de nascimentos e o número de óbitos num ano e dado
lugar.
Taxa de Crescimento Natural - é a diferença entre a taxa de natalidade e a taxa de
mortalidade verificada num ano, lugar e o número total da população desse mesmo
lugar em cada mil habitantes.
TCN=
TCN- Taxa de Crescimento Natural, TN-
Taxa de Natalidade, TM- Taxa de Mortalidade e Pt- População total.
O crescimento natural da população,
segundo o INE, 2011, em 2007 era de 2.8%.
Esperança média da vida á nascença ou longevidade - indica o número médio de anos que
uma pessoa pode viver ao nascer.
Segundo, o censo de 2007, a esperança de vida
em Moçambique é de 50.9 anos, sendo, 48.8 para homens e 52.9 para mulheres
(INE, 2011:19).
Os
factores que concorrem para o seu aumento, são:
- A
redução da mortalidade, com a melhoria dos serviços de assistência médica e
medicamentosa;
- a
melhoria das condições de alimentação, habitação e trabalho.
Estrutura Sectorial da
População Moçambicana
A
população em termos económicos, pode ser:
economicamente activa, aquela que está em condições de trabalhar e
população dependente ou passiva, a que não esta em condições de trabalhar
(crianças e idosos).
A
população economicamente activa, ocupa-se das mais diversificadas actividades,
agrupadas em sectores, a saber:
Sector primário comporta actividades
como: agricultura, pecuária, pesca, silvicultura, caça e recolecção. De
salientar que este sector, absorve a maior parte da população moçambicana.
Sector secundário congrega as seguintes
actividades: indústria (transformadora) e construção civil e obras públicas.
Sector terciário abrange serviços de educação, saúde, comércio, transportes,
comunicações, banca e seguros.
Actualmente,
devido ao desenvolvimento económico, científico e tecnológico, pode-se falar do
sector quaternário, contemplando os
cientistas, investigadores e outros profissionais das tecnologias de ponta.
Distribuição Geográfica da População Moçambicana
A população moçambicana,
encontra-se distribuída de forma desigual ao longo do território nacional,
devido à influências de vários factores, tais como:
1-
Naturais: clima, relevo, vegetação,
solos, recursos de água, riqueza do subsolo, etc.
2-
Socioeconómicos: desigualdade em termos de
nível de desenvolvimento social e económico entres as regiões: Sul, Centro e
Norte do País.
3-
Histórico-Políticos: o passado colonial, e as
guerras de libertação nacional e de desestabilização.
Principais problemas demográficos em Moçambique
Moçambique, é um País em
desenvolvimento com uma taxa de crescimento da população relativamente alta, e
que conta com uma população maioritariamente jovem, o que coloca ao Estado
Moçambicano certos desafios relacionados com problemas demográficos, sendo de
destacar os seguintes:
No domínio da educação - a prevalência duma alta taxa de analfabetismo,
dificuldades na absorção de crianças em idade escolar, superlotação das turmas,
sobretudo nos centros urbanos, falta de salas de aula, entre outros.
No domínio da saúde - apesar dos esforços em curso, para minimizar as
dificuldades no sector, ainda constituem preocupação, a falta de médicos,
hospitais, centros de saúde e fármacos.
Desemprego - este mal social, verifica-se sobretudo, nos centros
urbanos, lugar onde converge o movimento migratório campo-cidade (êxodo-rural).
O aumento de número de desempregados provoca o surgimento de fenómenos, tais
como: a marginalidade, a mendicidade, a criminalidade, a prostituição, etc.
Habitação - neste domínio, importa destacar que, constitui um grande
problema, a falta de boas condições de habitabilidade, o surgimento de bairros
suburbanos com imóveis construídos com base num material precário.
Alimentação - o país é produtor de uma grande diversidade de
alimentos. Mas, denota-se na população problemas graves de desnutrição crónica;
derivados de hábitos alimentares pouco apropriados. Campanhas estão sendo
levadas a cabo junto às comunidades, com o intuito de sensibilizá-las sobre a necessidade de mudança de atitude no tocante ao hábitos
alimentares.
Ambiente - nos centros urbanos e na periferia dos mesmos, verifica-se uma degradação da qualidade de
ambiente, devido a exploração intensiva de recursos, superlotação de imóveis,
produção de resíduos sólidos, entre outros problemas.
Factores que influenciam na
Agricultura
i.
Factores naturais.
Clima é um factor fundamental que influencia positiva e/ou
negativamente na produção agrícola, pois, interfere na selecção e distribuição
geográfica de culturas agrícolas, bem como, na fixação do calendário agrícola.
Relevo
– o relevo muito acidentado constitui um entrave para a prática da
agricultura em relação as terras baixas (planícies, vales dos rios, etc.) e
influencia no clima da região.
Solo – constitui um dos factores essenciais para esta actividade,
daí que é importante, examiná-lo antes, pois nem todos os tipos de solos são
favoráveis ao desenvolvimento de culturas agrícolas.
ii.
Factores humanos e
socioeconómicos
Capital – interfere na refinação do
modelo de produção agrícola; na aquisição de equipamentos, de insumos agrícolas
e pagamento de mão-de-obra.
Mão-de-obra- é importante avaliar a sua
qualidade e quantidade.
Cultura-
tem a ver com os hábitos alimentares que determinam o tipo de culturas
agrícolas a praticar numa determinada região.
Importância económica da
agricultura
A agricultura em Moçambique é muito importante
porque:
§ Fornece a maior parte dos
produtos para a alimentação da população;
§ Fornece produtos como
matéria-prima para a nossa indústria;
§ Fornece produtos para a
exportação,
§ Serve de fonte de emprego
para o maior número da população activa no nosso país;
§ Constitui base de
desenvolvimento económico do país.
As principais culturas e sua distribuição
a)
Culturas de subsistência ou alimentares
Milho: cultiva-se em todo o território nacional.
Mandioca: as zonas de maior cultivo estão localizadas nas
províncias de Zambézia, Nampula e Cabo Delgado.
Mapira: é uma das culturas mais importantes das províncias
das regiões Norte e Centro do país, e Norte de Gaza.
Amendoim: cultivado sobretudo nas províncias de Nampula,
Inhambane e litoral de Gaza e Maputo.
Feijão: as zonas de maior cultivo encontram-se nas províncias a Sul
do rio Save
Mexoeira: cultivada principalmente a
Sul de Tete e Norte de Manica. Mas também em algumas zonas de Sofala, Gaza e
Inhambane.
Arroz: cultiva-se nas zonas baixas e húmidas da Zambézia, Sofala,
Nampula e Gaza.
b) Culturas de rendimento ou de mercado
Algodão: cultivado em quase todas as províncias do norte e
centro do país e na zona central de Gaza.
Chá: praticado em terras altas da Província da Zambézia especialmente
em Gurué.
Cana-de-açúcar: cultivado nas Províncias da Zambézia e Sofala no
vale do rio Zambeze mais exactamente em Marromeu e Luabo, ainda em Sofala em
Mafambisse no vale do rio Púngue, em Búzi junto ao rio com o mesmo nome, e na
Província de Maputo no vale do rio Incomáti em Xinavane e Maragra.
Copra: praticada na Província da Zambézia, seguindo-se as
províncias de Nampula e Inhambane, em áreas localizadas no litoral.
Cajú: produzido nas Províncias de Nampula, Cabo Delgado,
Zambézia, Sofala, Inhambane, Gaza e Maputo.
Importância da agricultura
O conhecimento da
agricultura é importante porque ela:
- Absorve a maior parte da
população moçambicana;
- fornece a maior parte dos
produtos para a alimentação da população;
- fornece produtos que servem
de matéria-prima para a nossa indústria;
- fornece produtos para a
exportação e constitui como base do desenvolvimento económico do país.
A pesca em Moçambique
Moçambique
possui excelentes condições naturais para o desenvolvimento da actividade pesqueira,
como por exemplo: a grande extensão das águas marinhas (cerca de 2.500 km de
costa); a grande rede hidrográfica (rios
e lagos); as excelentes condições para abertura de lagos artificiais, como lago
Niassa, Chiúta, Chirua, Amaramba, albufeiras de Cahora Bassa, de Chicamba Real,
de Massingir, de Pequenos Libombos.
Esta actividade é desenvolvida dentro de normas que devem ser
estritamente observadas: respeito pelo calendário localmente estabelecido, uso
de técnicas recomendadas entre outros dispositivos, que concorrem para a
defesa e protecção de recursos
pesqueiros e do ambiente.
Tipos de pesca
No desenvolvimento desta
actividade de acordo com os moldes, distinguem-se os seguintes tipos:
i.
Pesca artesanal
É
praticada tanto no litoral como nas águas interiores pela grande maioria da
população, sendo pescadores individuais, cooperativas de pesca, associações de
pescadores, utilizam instrumentos simples, como anzóis, linhas, redes, canoa, e
pequenos barcos à motor; a produção é de pequena escala; o rendimento é muito
baixo; a produção destina-se à venda no mercado local e consumo dos pescadores.
ii.
Pesca industrial e
semi-industrial
Geralmente, é praticada no
alto mar por grandes empresas pesqueiras; a produção é de grande escala,
utiliza técnicas e métodos modernos especializando-se em uma ou em algumas
espécies, o rendimento é muito elevado, é uma pesca virada para o mercado
interno e internacional.
Principais espécies
pesqueiras
No mundo aquático existe uma
grande variedade de espécies, aqui iremos dar alguns exemplos: camarão,
lagosta, caranguejo, corvina, marora, sardinha, anchoveta, carapau, cavala,
atum, peixe-pedra, peixe vermelho, salmonete, pargo, tubarão, holotúrias,
mexilhão, crustáceos, etc.
Transportes e Comunicações
em Moçambique
i.
Conceitos relacionados
Transporte: conjunto formado pelos meios
(material circulante), vias de comunicação e todo o aparelho mecânico que
assegura o seu funcionamento.
Vias de comunicação: lugares especialmente equipados e adaptados para o
movimento do material circulante/meios de transporte.
Meio de transporte: todo o material circulante utilizado para a
mobilidade da carga/mercadoria e/ou de pessoas.
Classificação dos transportes
Os transportes podem ser classificados de seguinte modo:
I.
Transpotes terrestres
Estes englobam:
·
Transportes
primitivos (força humana e tracção animal);
·
Transportes
ferroviários;
·
Transportes
rodoviários
·
Transportes
tabulares (gasodutos e oleodutos).
II.
Transportes Aquáticos
Estes englobam:
·
Transportes
fluviais;
·
Transportes
marítimos;
·
Transportes
lacustres.
III.
Transportes aéreos;
IV.
Transportes teleféricos
V.
Transportes invisiveis.
Vantagens e desvantages dos
diferentes tipos de transportes.
Transportes de tracção animal
Vantagens
·
Não
exige grandes transformações do meio;
·
Prestação
de setviços úteis a actividade quotodiana;
Desvantagens
·
Fraca
capacidade de carga e de passageiros;
·
Demasiado
lento.
Transporte
ferroviário
Vantagens
·
Tem
alta capacidade de transportar mercadorias pesadas e volumosas a grandes e
médias distâncias;
·
O
custo de transporte é mais barato que o
do transporte rodiviário;
·
Tem
relativamente menor impacto ambiental e menor consumo de energia;
·
O
desenvolvimento do comboio de alta velocidade (TGV) oferece comodidade e
rapidez ( a velocidade que pode ultrapassar os 300 a 600 Km hora);
·
Não
depende das condições atmosféricas;
·
Menor
índice de sinistralidade.
Desvantagens
·
Os
itinerários ( linhas férreas e terminais de comboios) são fixos;
·
Exigem
o transbordo de mercadorias e de passageiros, sendo o serviço de transporte
completado pelo outro tipo de transporte;
·
Requer
elevados investimentos na manuntenção e funcionamento do sistema ferroviário;
·
Torna-se
viável para um certo número de passageiros e volume de mercadorias e para lá de certas
distâncias.
·
Obdece
a disposição do relevo, isto é, quando o terreno é bastante acidentado, têm de
ser construidos túneis ou pontes para o seu desvio o que acarreta maiores
investimentos de capitais
Transporte rodoviário
Vantagens
·
Tem
maior flexibilidade nos itinerários;
·
É
o transporte económico para curtas distâncias;
·
Transporta
carga e passageiro de porta à porta sem necessitar de transbordo ( o que é
impossível com outros meios de transportes modernos);
·
Não
requer infra-estruturas complexas para carga e descarga;
·
Tem
alta mobilidade
·
São
um meio versátil de transporte
·
Tem
capacidade de atingir grande velocidade nas estradas pavimentadas;
·
Tem
possibilidade de penetrar para o interior;
·
Completa
o serviço iniciado por outro tipo de transporte;
·
Podem
atingir grandes velocidades;
·
São
práticos e económicos;
·
Dispôem
de um certo grau de especialização( como por exemplo: transporte de combustiveis,
água e camiões cisternas).
Desvantagens
·
Pequena
capacidade de carga em relação ao transporte ferroviário e marítimo;
·
Ocupação
de grandes espaços pelas estradas;
·
Provoca
um impacto ambiental extremamente negativo ( poluição e ruido), bem como
desflorestamento para dar lugar à construção de rodovias;
·
Alto
consumo de energia;
·
Elevada
sinistralidade ( acidentes de viação).
·
O
material circulante possui uma vida relativamente curta;
·
Maior
consumo de energia;
Transportes tabulares
Vantagens
·
É
um modo de transporte rápido;
·
O
fluxo de produtos é motorizado e contralado por computador;
·
É
seguro e económico;
·
Menor
poder de poluição e contaminação do meio ambiente;
·
Não
depende das condições climáticas;
·
Maior
duração do material;
·
Redução
nos custos de transporte.
Desvantagens
·
É
bastante caro, em especial para instalação das infra-estruturas;
·
Destruição
dos ecossistemas para isnstalação de respectivas infra-estruturas;
·
A
segurança e a manutenção destes sistemas exige constante cuidados para evitar
situações que ponham em risco as pessoas, o ambiente, bem como as próprias
tabulações;
·
Até
certo ponto é limitado, uma vez que, após o esgotamento dos produtos ou
recursos a transportar, são abandonadas as condutas tabulares, não havendo
possibilidade de reutilização.
Transportes fluviais
Vantagens
·
É
mais barato que construção dos caminhos de ferro e estradas pavimentadas;
·
É
único transporte para as ligações locais, ou transporte de cabotagem;
·
Possui
vias de comunicação natural ( rios e lagos);
·
A
capacidade de embarcações, em algumas vezes ultrapassa a de vagões.
Desvantagens
·
É
muito lento;
·
Depende
dos caudais dos rios;
·
Depende
das condições geomorfológicas ( as formas do relevo, cataratas)
·
Perca
de tempo para passageiros e carga para
chegarem ao destino
Transportes marítimos
Vantagens
·
É
o mais rentável( vantajoso) para cargas pesadas e volumosas a longa distância;
·
É
competitivo com o aumento da distância a pecorrer e com a quantidade de mercadoria
a transportar;
·
É
o único viável no transporte de grandes quantidades de mercadorias entre
continentes;
·
Os
custos são mais baratos que o transporte ferroviário.
Desvantagens
·
É
muito lento;
·
Exigem
o transbordo de mercadorias e passgeiros;
·
Hoje,
é usado poucas vezes para o transporte de passageiros, limitando-se quase a
cruzeiros de férias e de lazer às ligações de ilhas próximas.
N.B: Quando se fala dos transportes maritimos há a considerar
certas especialidades que os caraterizam, nomeadamente:
O gigantismo: a
automatização permitiu o aumento crescente da capacidade de carga dos navios.
Especialização: Na medida em que o comércio internacional se
torna cada vez mais intenso, as
embarcações vão se especializando em relação ao tipo de produto transportado.
Exemplos:
·
Navios
tanques ou petroleiros- transportam petróleo;
·
Navios
metaneiros- transportam gás natural liquefeito;
·
Navios
frigoríficos- transportam carne, peixo e outros produtos facilmente
deterioráveis em ambiente natural;
·
Os
navios bananeiros e cerealeiros- transportam cereais;
·
Os
navios porta contentores.
Vantagens da especialização
·
Cada
navio transporta um tipo de mercadoria, o que aumenta a capacidade de carga;
·
Reduz
a necessidade de mão-de-obra;
·
Facilita
as operações de carga e descarga;
·
Reduz
o custo de transporte;
·
Reduz
o tempo de estadia nos portos de embarque e desembarque de carga.
Transportes aéreos
Vantagens
·
É
rápido (os aviões atingem velocidades iguais ou superiores a 1000Km/h) com
maior liberdade de movimento;
·
Ausência
de itinerários fixos (os aviões sobrevoam continentes e oceanos);
·
Tem
possibilidade de atingir lugares inacessiveis aos restantes meios de
transporte;
·
Ultrapassam
barreiras naturais (oceanos, florestas, montanhas, rios. etc);
·
Permitem
o transporte de cargas leves, pouco volumosas, facilmente perecíveis( material
electrónico, que requer um cuidado especial; diamantes, frutas, legumes,
flores. etc);
·
Possuem
grande conforto e comodidade;
·
São
reativamente seguros em relação a outros meios de transpore;
·
É
um meio de transporte privilegiado quanto ao transporte de passageiros pela
redução de distância-tempo
Desvantagens
·
Menor
capacidade de carga em relação ao transporte marítimo e ferroviário;
·
Elevado
consumo de combustivel e grande perda de tempo no embarque e desembarque nos
aeroportos;
·
É
Caro, oque o torna pouco acessível;
·
Depende
das condições meteorológicas (por exemplo, mau tempo, especialmenteo nevoeiro e
as chuvas torrenciais constituem autênticos inimigos para a navegação aérea);
·
Pouca
segurança (por exmplo, o perigo de colisão no ar ou na terra), referimo-nos a
saturação do espaço aéreoem países desenvolvidos e industrializados onde há
forte concentração de tráfego aéreo;
·
Poluição
atmosférica resultante da emissão de gases lançados por aviões a jacto que
contribuem para redução da camada de ozono e os riscos que isto representa para
os seres vivos;
·
Poluição
sonora, resultante de emissões de ruido pelos aviões nos aeroportos;
·
Necessita
de infra-estruturas dispendiosas;
·
Exige
uma manunteção especializada, o que o torna dispendioso.
N.B: Distância-tempo
Tempo necessario para percorrer uma certa distância, utilizando um
determinado meio de transporte.
Naturalmente que a distância tempo-diminui com o aumento da
velocidade, sendo, por isso, minímo, para uma determinada distância, no
transpore aéreo.
Particularidades dos
transportes e comunicações
A
necessidade de se comunicar com os diferentes quadrantes a nível interno
e externo fez com que o sector dos
transportes começasse a ganhar uma certa relevância em Moçambique, nos finais
do séc. XIX, sobretudo, com a penetração no país de capitais estrangeiros de
origem não português.
A
actividade comercial teria também impulsionado este sector, uma vez que, os
sectores como: agricultura, indústria, pecuária, etc., tinham a
necessidade de transportar os seus
produtos para as trocas internas e externas e através dos meios de comunicação facilitavam-se as
trocas comerciais.
Outro
factor não menos importante no
desenvolvimento do sistema de transportes em Moçambique é o de tornar o país
servidor dos interesses dos países do interior (interland).
Actualmente,
o Estado moçambicano continua a realizar esforços no sentido de rentabilizar as
infra-estruturas existentes por meio da ampliação, modernização e edificação de
novas infra-estruturas, apenas para citar alguns exemplos: Aeroportos de
Maputo, Vilankulo, Nacala e Pemba, Pontes Armando Emílio Guebuza (sobre o rio
Zambeze), de Unidade Nacional (sobre o Rovuma) e Maputo – KaTembe (sobre a baía
de Maputo) e a ligação ferroviária Moatize-Nacala-Porto.
Os portos estão intimamente
ligados aos transporte marítimo e ferroviário no manuseamento de
cargas de exportação e importação, segundo a sua importância e influência podem
ser classificados em:
1-
Regionais ou internacionais- Maputo, Beira e
Nacala
2-
Nacionais/internos ou locais- Pemba, Mocímboa da
Praia, Moma, Angoche, Lumbo, Quelimane, Pebane, Macuze, Chinde e Inhambane.
3-
Fluviais e lacustres- Meponda, Metangula, Zumbo,
Marromeu, Luabo e Machanga.
Importância socioeconómica do turismo
A actividade
turística tem importância nas diferentes
esferas da vida nacional, porque:
- Constitui fonte de captação de divisas pela presença de turistas estrangeiros e de receitas pelo pagamento de direitos fiscais por parte dos agentes económicos do sector;
- gere emprego;
- incentiva o desenvolvimento de construção de infra-estruturas, da indústria hoteleira, produção industrial, agro-pecuária, do comércio interno e externo, do artesanato e da cultura moçambicana.
- impulsiona o melhoramento e a extensão da rede dos transportes e comunicações;
- estimula a formação de quadros (mão -de-obra);
- atrai investimentos: nacional e internacional.
Impacto ambiental e socioeconómico do
turismo
O
impacto ambiental e socioeconómico do turismo, deve ser avaliado do ponto de
vista positivo e negativo
i.
Impacto
positivo
Além
do que apontamos anteriormente sobre a sua importância socioeconómica, importa
aqui referir que: O Fortalecimento da identidade cultural de Moçambique,
aumentou de oportunidades de negócio, revitalização
de festivais, artes, expressões culturais e tradicionais bem como a melhoria da
qualidade de vida das pessoas e das comunidades.
ii.
Impacto
negativo
Este
por sua vez, recai sobre o ambiente, alteração das condições ambientais com a
construção e funcionamento das estâncias
turísticas, sobretudo nas zonas costeiras, poluição das praias devido a deposição de resíduos sólidos e /ou
líquidos pelos utentes, entre outras práticas que atentam contra a qualidade do ambiente.
No
domínio socioeconómico, verifica-se: conflitos de terra, tensões nas
comunidades, invasão da privacidade, proliferação de doenças, surgimento de
fenómenos anti-sociais (prostituição, mendicidade, banditismo, etc.) e
restrições de acesso a lugares de lazer, especialmente para os nativos da zona
(por exemplo, tem aparecido em certos lugares, propriedades pertencentes a
alguns estrangeiros, reclames como: NO BLACK, mas tais atitudes são
desencorajadas e combatidas pelo Estado Moçambicano, por fomentar o racismo).
Todos
os direitos estão reservados ao autor, por isso qualquer publicação deve-se ter
em conta os seus direitos. hermenegildo.nassone@gmail.com
NB:
Este material só pode ser usado integralmente no território nacional.
[1] São fragmentos
rochosos interespaciais ou seja de cortes espaciais que atingem a superfície
terrestre.

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